sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Por um Natal mais literário

Foto de Leonardo Augusto Matsuda


A gente aqui na Escrita tem uma qualidade que, às vezes, nos entristece muito. Nós sempre tentamos olhar as coisas pelo ponto de vista que a maioria não tá muito a fim de encarar. Com o Natal a gente não faria diferente.
Nós bem sabemos que o Papai Noel não existe pra todo mundo. Tem muita criança por aí que nunca teve sua cartinha respondida. E quando o tal do bom velhinho aparece, dificilmente vem com uma sacola cheia de livros. Por algum motivo que a gente jura que não entende, enfiaram na cabeça das crianças que livro não é divertido. Ora, vejam se tem cabimento uma coisa dessas?! Quanta coisa a gente não vive e conhece e se emociona e aprende e chora e ri e... ufa! Enfim, quanta coisa não cabe dentro de um livro? E se um livro desses, cheio de gostosuras, cair na mão de uma criança que não tem quase nada? Olha quanta coisa ela vai ganhar de uma tacada só! Uma imaginação inteirinha de brinde :-)
Ficamos aqui matutando essas duas infelizes constatações e chegamos a conclusão de que EEEEEEEPA! tá na hora de reverter essa parada.
1 - Toda criança tem que ter direito a um Papai Noel.
2 - Toda criança merece um livro que desperte sua paixão pela leitura.
Eis o nosso plano. Quer dizer, o plano é dos Correios, mas a gente resolveu dar uma incrementada ;-)
Todo ano um montão de crianças mandam cartas pra um Papai Noel que dificilmente responde. Mas a o pessoal dos Correios teve uma ideia brilhante pra resolver essa falha de comunicação com o Pólo Norte e há 23 anos anda recolhendo essas cartas pra que qualquer um de nós possa ser o Papai Noel de alguém. Olha que bacana! É só entrar no site, pegar um cartinha e  fazer o Natal de um pequenino lá loooonge mais feliz. E aí, que tal, se junto com o pedido dele, a gente mandar um livro? Mara, né?
Bora entrar nessa onda com a gente? Temos dois livros natalinos lindíssimos pra dar o pontapé inicial de sugestões: Histórias de Natal e A lenda do Alecrim.
A hora é essa, minha gente! Espalhar a magia do Natal por aí é ainda mais legal que ganhar presente. Podem acreditar!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Como é grande o meu amor por você!





Não, meus senhores, a gente ainda não tem cacife financeiro pra bancar o Rei Robertão nesta humilde casa literária. Mas não é por isso que a homenagem é menos bonita ou com menos potencial pra verter uma cachoeira de lágrimas nos olhos da galera.
É quase uma vingança, na verdade. Agora é a nossa vez, dos alunos e pais, de fazermos as professoras perderem a compostura. Que criança dos anos 80/90 nunca matou a mãe/pai de soluçar cantando Como é grande o meu amor por você na festinha de fim de ano do colégio? Pois é! Anos de fotos de maquiagem borrada, olho inchado, com a cara toda amarrotada de emoção naquela época que nem photoshop existia pra dar uma amenizada, serão vingadíssimos por Daílza Ribeiro e Aline Haluch!
Vocês acahavam que existia limites pra fofura? Pois não existe! E a gente prova nossa teoria com Pra minha professora, com gratidão... que foi lançado na semana passada na Argumento da Barra. Queremos ver um exército de alunos desidratando suas queridas mestras com esse presente. Como já dizia o poeta: "a vingança nunca é plena. Mara a alma e envenena". 

Sim, somos muito malvados! ;-p

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Seleção Escrita Fina


 
Surtos psicóticos, noites sem dormir, tremedeiras, sábados e domingos de trabalho ininterrupto, overdose de café e pizza... e não estamos falando do furacão Sandy. 
Todo ano é a mesma coisa, porque todo ano tem PNBE. As quatro letras mágicas que fazem todo editor tremer na base, mas também traz incontáveis sorrisos. Pelo menos pra nós. Há três anos sempre entra algum livro escritafinense na seleção e este ano não foi diferente. 
As escolas brasileiras poderão contar com O gosto do Apfelstrudel e Jogo da Memória em suas bibliotecas no ano que vem. E bem... se tem uma instituição pela qual temos um apreço imenso, é essa! No mundo ideal, a base da leitura deveria vir de casa, certo? Mas a gente sabe que a banda (infelizmente) não toca bem assim e (ainda bem!) as escolas acabam fazendo esse trabalho lindo. Saber que a gente tá num programa de leitura tão legal e importante pra solidificar o hábito da leitura nos nossos jovens é das melhores coisas que acontecem pra gente todo ano. 
Então foi mal por ter que encher o saco de vocês com mais um post sobre nossa seleção de PNBE, mas a gente nunca vai se cansar de receber esse tipo de notícia. E comemorar muito mesmo quando ela chega!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Subindo o morro!


Já tivemos OFF Flip, Flip, Feira de Frankfurt, mas festival em UPP é novidade pra nós. De 7 a 11 de novembro, a literatura vai subir o Morro dos Prazeres, em Santa Teresa ea gente vai subir junto. Convidamos vocês a largarem o preconceito  pra lá e subirem também. Que tal? 
A boa da semana é a FLUPP - Festa Literária Internacional das UPPs. Pra quem não é do Rio, a gente explica porque essa iniciativa é um passo enorme de integração cultural. UPP é a sigla pra Unidade de Polícia Pacificadora e elas ficam em áreas bem pobres e pra onde a gente aqui do asfalto não costuma olhar muito. Principalmente quando o assunto é cultura. 
Demorou, mas finalmente a galera percebeu que o amor pela leitura não tem nada a ver com localização geográfica ou condição social. Todo mundo tem uma sementinha literária dentro de si. A diferença é que alguns têm mais oportunidade de entrar em contato com a literatura do que outros.  
Como onde tem integração cultural e social, tem Escrita Fina, a gente não poderia ficar de fora da fuzarca, né?
Confiram a nossa programação na FLUPP deste ano aqui embaixo ou no site do evento!


SÁBADO, 10/11

9h às 10h30
Leitura de A cobra e a corda + bate-papo com Lúcia Bettencourt + exercícios de quadrinhos com Étienne Lécroart e Olivier Martin
Haverá a leitura de A cobra e a corda, um delicioso jogo de palavras, de travar qualquer língua e não desatar mais o nó! Lúcia Bettencourt, a autora, é carioca e está terminando seu doutorado em literatura comparada na UFF. Já publicou dois livros de contos para o público geral e recebeu os prêmios SESC (2005) e Josué Guimarães (2007). Agora envereda pelo campo da literatura infantil com dois lançamentos recentes. Depois do bate-papo com a Lúcia, a Tenda Bruzundangas recebe Étienne Lécroart e Olivier Martin, dois representantes do melhor cartum francês, para fazerem exercícios com quadrinhos com a garotada.

11h às 12h30
Leitura de Convite Carioca + bate-papo com Sandra Lopes + Sarau com o grupo Ballet de Santa Teresa
A atriz Bianca Salgueiro fará a leitura de poemas do livro Convite carioca, uma celebração à natureza do Rio que faz com que o leitor queira ser turista na própria cidade só para aproveitar as maravilhas que ela oferece. Os poemas de Sandra Lopes, a autora, são pura declaração de amor ao Rio. Sandra é carioca e professora de Sala de Leitura da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Nunca havia pensado em ser escritora até o dia em que colocou no papel os primeiros poemas e histórias. Suas referências são sempre a infância e as palavras e seus muitos significados.
Depois do bate-papo com a Sandra, mais poesia com o Ballet de Santa Teresa. O grupo, que atua desde 2001, desenvolve projetos gratuitos, destinado a crianças, adolescentes e famílias que vivem em áreas de risco social do bairro. As crianças participantes do projeto lerão poemas autorais que foram reunidos no livro "Voar fora da asa", um pedacinho das grandes viagens que fizeram nas aulas de Leitura e Escrita com a professora Geisa Giraldez em 2012. Manoel de Barros foi a inspiração com o verso "poesia é voar fora da asa". Dessas viagens, nasceu o prazer de conhecer mais e a vontade de inventar também. Os meninos e meninas do Ballet de Santa Teresa viram que no escrever eles podiam voar sem asa, brincar com as letras, rimas e a poesia que cada um de nós carrega dentro de si.

16h às 17h30
Leitura de Para crescer + bate-papo com Ana Letícia Leal + workshop de zumbificação com Gabriel Tavares. O ator Mateus Solano, do elenco de Gabriela, fará a leitura de Para crescer, que conta a história de Antônia, de 17 anos, e das dificuldades que ela passa num ano particularmente difícil de sua vida, quando tudo resolve acontecer ao mesmo tempo. Então, a personagem passa a escrever a própria história e assim caminha para a descoberta de si mesma e de um outro mundo. Ana Letícia Leal, a autora, publicou um livro de contos juvenis, Meninas inventadas, que foi finalista do Jabuti em 2007. Em 2003, teve um conto selecionado pelo concurso Contos do Rio, do jornal O Globo. É formada em jornalismo pela UFRJ, fez mestrado em comunicação social na PUC-Rio e doutorado em literatura na mesma PUC. Atualmente, ministra ofici nas literárias e visita escolas falando sobre seus livros. Depois do bate-papo com a Ana Letícia, o público vai poder participar de mais um workshop de zumbificação. Gabriel Tavares e sua equipe coordenarão um workshop caseiro de zumbificação amadorística, demonstrando em passos simples e breves a produção da maquiagem de efeito especial dos filmes de zumbi. Gabriel diz que, diferente das produções massificadas e profissionais do ramo do efeito especial estético, fazer maquiagem de zumbi em casa é tão fácil e econômico que qualquer criança ou jovem de qualquer idade já tem acesso aos meios de poder improvisar e retocar seu próprio visual cadavérico. Serão apresentados os materiais, os ingredientes e as instruções para o preparo. Além de ensinar como fazer, o grupo vai maquiar os primeiros a terem coragem de se oferecer -- até que o tempo ou a maquiagem acabe.

DOMINGO, 11/11

11h às 13h
Leitura de Bá e as visagens -- histórias de assombração + bate-papo com Augusto Pessoa + Paiol de Histórias (Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga) espetáculo A corda bamba Davi Lucas, ator de Malhação, fará a leitura de Bá e as visagens -- histórias de assombração, que reúne histórias ouvidas pelo autor, Augusto Pessôa, na infância, contadas por uma senhora baixinha e gordinha que trabalhava no sítio de sua tia, a Bá. Histórias populares contadas também com a sabedoria popular, cheia de suspense e mistério, para fazer medo mesmo. Esse livro prova para o leitor como história de terror é coisa de brasileiro também! Augusto nasceu no Rio de Janeiro. Sua família, que sempre gostou de literatura, despertou nele, ainda na t enra infância, o gosto por uma boa história -- escrita, contada ou encenada. Assim, quando chegou o momento de optar por uma carreira, ele não titubeou,escolheu o caminho das artes. Ingressou na Faculdade de Artes Cênicas da UNI-RIO e formou-se em interpretação (1987) e cenografia (1993).
E, nesse mesmo ano, descobriu a arte de contar histórias profissionalmente. Desde então, dedica-se a essa atividade e a ministrar oficinas por todo o Brasil, em escolas, universidades, museus e teatros. Depois de histórias de medo, um espetáculo de teatro que se passa num circo. O projeto Paiol de Histórias da Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga, que atua em Pedro do Rio, interior do estado, leva para a Tenda da FLUPP Parque a adaptação da novela A corda bamba, de Lygia Bojunga. O elenco é formado por crianças e jovens que participam do projeto e por atores do Teatro Circense Andança. Quem coordena o projeto é a Francisca Valle e quem dirige a peça é o Madson José.

14h às 15h30
Leitura de Pra onde vão os dias que passam? + bate-papo com Anna Cláudia Ramos + workshop de zumbificação com Gabriel Tavares
Haverá a leitura de Pra onde vão os dias que passam?, que fala das dúvidas e angústias que estão nas cabeças de tantos pré-adolescentes e jovens todos os dias. Essa é uma época da vida de grandes transformações e a leitura de boas e inspiradoras histórias só pode ajudar nesse processo de amadurecimento. Anna Claudia Ramos, a autora desse livro, é carioca, mãe de dois filhos, graduada em Letras pela PUC-Rio e mestra em Ciência da Literatura pela UFRJ. Ama livros e histórias e viaja pelo Brasil afora ministrando palestras e oficinas sobre sua experiência com leitura e como escritora e especialista em literatura infantil e juvenil. Anna Claudia vive se fazendo perguntas e tentando encontrar algumas respostas. Foi assim que ela se apaixonou por essa pergunta: pra onde vão os dias que passam?, feita por um menino de oito anos. Uma das respostas possíveis está no livro de que vamos falar na Tenda Bruzundangas. Depois do bate-papo com a Anna Claudia, o pblico vai ter a última oportunidade de conferir o workshop de zumbificação na FLUPP Parque. Gabriel Tavares e sua equipe coordenarão um workshop caseiro de zumbificação amadorística, demonstrando em passos simples e breves a produção da maquiagem de efeito especial dos filmes de zumbi. Gabriel diz que, diferente das produções massificadas e profissionais do ramo do efeito especial estético, fazer maquiagem de zumbi em casa é tão fácil e econômico que qualquer criança ou jovem de qualquer idade já tem acesso aos meios de poder improvisar e retocar seu próprio visual cadavérico. Serão apresentados os materiais, os ingredientes e as instruções para o preparo . Além de ensinar como fazer, o grupo vai maquiar os primeiros a terem coragem de se oferecer -- até que o tempo ou a maquiagem acabe.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Grandes novidades!!!



 No mês de outubro, o aniversário é nosso, mas o presente é pra vocês!
Ok, ok... A gente não tá fazendo aniversário, nem é Natal na Leader Magazine Escrita Fina, nem saldão de fim de ano. Apenas calhou de sair um montão de livro novo numa tacada só e tá mesmo parecendo comemoração de qualquer coisa.
Incrível como o ser humano, vulgo nós, precisa de justificativa pra tudo que é bom nesta vida! A gente, aqui da editora, não precisa, não. Mas já que vai ter muita gente questionando esse rompante de felicidade sem quê nem porquê, inventemos um dia qualquer, tipo... dia de ler livros da Escrita. Que tal? Assim todo mundo fica feliz :-)




Começamos com o combo Sandra Lopes + Luciana Grether Carvalho em mais um Cordel. Essa dupla já deu pinta por essas bandas cordeleiras numa homenagem à Igreja da Candelária uma vez e agora tá de volta pra mais um pouquinho de sextilhagem ;-) Dessa vez o papo é colorido e sobre as Cavalhadas.






Pra quem quiser falar de assunto sério, muito sério mesmoa dupla Ana Cristina Melo e Cris Alhadeff traz a história de amizade entre uma tagarela e uma desenhistacaladinha. Uma parceria altíssimo astral contra o famigerado bullying.





Tem também aquela nossa sina em transformar coisas tristes em coisas belas. A gente adora a sutileza do André Côrtes pra essas coisas. E aí juntou o texto da Maria Inês Espírito Santo falando sobre aqueles que já se foram... Um assunto não lá muito agradável em qualquer outra situação, mas que esses dois conseguem dar um duplo twist carpado e transformar num livro lindíssimo!





Por fim, uma homenagem (meio atrasilda, nós sabemos), aos professores. A Daílza Ribeiro escreveu um carta linda homenageando os professores que encontramos em nossos primeiros anos de escola. A Aline Haluch ilustrou e... voilà! Duvido vocês não derramarem nem uma lagrimazinha. 






Vocês devem ter percebido que a gente andava meio sumidinho, né?... Taí a boa causa do nosso ligeiro desaparecimento.
Boas leituras!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Na estante dos Silva (do Fausto e dos outros)


Dia 12 de outubro, aqui em terra brasilis, é Dia das Crianças. Não sabemos se foi bem por isso que, nesta semana, aquele moço dos domingos da Globo, o Faustão, indicou o o nosso Antônio como leitura obrigatória pra pais e filhos. Na verdade, isso nem é importante. Importante mesmo é que ele entendeu que a mensagem do Hugo Monteiro Ferreira precisa ser passada adiante. E agora, um montão de gente que não conhecia a Escrita conhece o Antônio e aquilo que ele tem pra contar.
Pra gente esse foi um presentaço de Dia das Crianças. Não só pela vaidade de ver nossa cria sendo elogiada em rede nacional, mas também porque, agora, um montão de gente que não lê este blog, nem sequer sabe que existe uma editora chamada Escrita Fina no mundo, descobriu que pode usar um livro lindo pra tratar de um assunto muito sério.
Abuso sexual é algo incômodo pra todo mundo e falar disso é (muito) difícil. Especialmente para as crianças. Quando o Antônio caiu aqui no nosso colo, a gente nem pensou duas vezes antes de publicar. Primeiro que é um assunto que precisa ser discutido, debatido e dissecado à exaustão. Segundo porque talvez não exista outra pessoa nesse Brasilzão capaz de abordar um tema tão cruel com tamanha delicadeza quanto o Hugo. Foi uma agradável surpresa ver um escritor tão bacana se propor a tratar desse assunto de um jeito que as crianças entendam. Daí juntamos a Camila Carrossine à mistura e o resultado ficou tão delicado que mal dá pra acreditar no quão pesado é otema. 
Dia 12 é Dia das Crianças e a gente até diria aqui que Antônio é um ótimo presente (assim como os outros livros da nossa editora). Mas a mensagem vai além. A gente quer é aproveitar o gancho do Domingão e lembrar a todo mundo que o melhor presente pras nossas crianças é tornar o mundo mais seguro. 
Opa... acho que nunca fizemos um post tão sério na vida. Mas, realmente, com violência não se brinca ;-)



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Escrita Premiada






A gente sempre fica lisonjeado quando vocês percebem todo o carinho e  o empenho que colocamos na produção gráfica dos nossos livros. O design das nossas publicações é um dos grandes diferenciais da Escrita. Depois de tantos elogios, não temos receio nenhum de parecermos soberbos ao dizermos isso. A gente dá um duro danado pra que esse trabalho saia digno de ser elogiado. Cada designer e cada ilustrador que passam aqui pela nossa casa é escolhido a dedo e são tão importantes pra gente quanto os nossos autores. Cada ida e vinda da gráfica é analisada com muito cuidado. 
Aliás, falando em gráfica, taí uma parte da família que a gente deixa meio de lado. Não adianta nada o time de cá dar um duro danado se a impressão não sair à altura, né? Se O dono da Lua ganhou o Prêmio Werner Klatt de Excelência Gráfica deste ano, o mérito é dos nossos produtores gráficos também. De cada operador de máquinas esquisitas que a gente aqui da turma do InDesign nem imagina como manejar, de cada pessoinha que pôs a mão nesse livro e em todos os outros que a gente fez.
Adoramos os elogios dos nossos leitores "comuns", mas ganhar prêmio é muito gostoso também. Parabéns pra todos nós que fizemos O dono da lua acontecer e arrebanhar mais essa condecoração!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Escrita na terra da garoa




O ensino fundamental das escolas do estado de Sampa vai ficar muito mais legal. Sabem por quê? Porque SEIS (!) livros escritafinenses farão parte do currículo delas ;-)
Estamos radiantes!!! Afinal foram dez livros inscritos no edital da Secretaria estadual, ou seja, um aproveitamento de mais de 50% do que a gente botou pra jogo. Sinal de que estamos no caminho certo, né? Um viva pra gente e pro nosso time =)
Ah! E os livros escolhidos foram: 


Quer saber mais sobre a iniciativa? Clique aqui

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

25 dicas supimpas pra se tornar um escritor (ainda) melhor

foto de http://www.flickr.com/people/spaceamoeba/


Vagando por essa belezura que é a internê, nos deparamos com esse apanhado do 99u.com: 25 dicas para escritores... por escritores! Afinal, quem melhor pra nos aconselhar do que aqueles que mais entendem do riscado? 
Como somos legais e sabemos que alguns de vocês não foram alfabetizados em inglês, vai uma forcinha escritafinense com um resumão em tradução (bem) livre. Simbora?
1 - O óbvio ululante, por PD James: em vez de ficar pensando em escrever, sente o rabicó na cadeira e escreva logo de uma vez, ora pois!
2 - Steven Pressfield: não hesite! Isso é autossabotagem das brabas. Em outras palavras ... sente o rabicó na cadeira e escreva logo de uma vez!
3 - Esther Freud: escolha um momento do dia só pra escrever. Mas é só pra escrever mesmo! O resto pode esperar ;-)
4 - Zadie Smith: off-line, queridos! Nada de internet ligada na hora de espancar o teclado.
5 - Kurt Vonnegut : escolha um tema que você curta bastante. É a paixão que faz os bons romances (ou o que quer que você escreva)... as firulas linguísticas são o de menos.
6 - Mary McKenna: organize-se! Mas organize-se do seu jeitinho. Se o seu jeitinho é uma zona, mas você se acha nela, tá tranquilo. Isso é parte do seu processo criativo e vai impactar bastante no resultado final da sua obra-prima. 
7 - Bill Wasik: estrutura. Criar uma estrutura pro seu texto vai te dar uma ajuda bacana na hora em que aquele branco apavorante bater. 
8 - Joshua Wolf Shenk: tenha coragem de escrever mal. Sabe quando surge aquela ideia genial? Passe rapidinho pro papel, assim, sem grandes pretensões. Depois, bem depois, é que vale a pena consertar e reconsertar tudo. Mas o rascunho é no vapt-vupt!
9 - Sarah Walters: disciplina. Estabeleça uma meta e mande ver.
10 - Jennifer Egan: não se cobre tanto! Não são todos os seus textos que vão ganhar o Nobel de Literatura e isso não é vergonha nenhuma. Alguns até vão sair uma porcaria,&nbs p;e aí lembrem-se do tio Joshua na dica 8: tenha coragem de escrever mal!
11 - AL Kennedy: muito medo e tudo o que você vai conseguir é o silêncio. Então sejam como o Simba e riam na cara do perigo
12 - Will Self: não chore sobre o leite derramado. Começou um rascunho? Termine! Sem olhar pra trás, sem rever detalhes. Escrever é escrever, editar é editar - e editar é só depois do texto pronto.
13 - Haruki Murakami: atenção, concentração!
14 - Geoff Dyer: tenha muitas, muitas ideias.
15 - Augusten Burroughs: faça amigos que curtam escrever também. Assim um impulsiona o outro.
16 - Neil Gaiman: quando alguém tem um feeling de que algo não tá muito bacana, na maioria das vezes ele tá certo. Ma s se apontarem o erro e disserem como conserta r... xiiiii! Quase sempre é furada!
17 - Margaret Atwood: dê o seu texto pra uma segunda pessoa ler. Mas não dê pros namorados pra não dar briga =p
18 - Richard Ford: inspire-se na história de sucesso dos outros.
19 - Helen Dunmore: termine sua cota de escrita diária naquele momento exato em que você gostaria de escrever ainda mais.
20 - Hilary Mantel: deu branco? Arrume outra coisa pra fazer. 
21 - Annie Dillard: vai dar um nervosinho básico quando você vir o seu texto tomando forma. Não dê ouvidos a ele e continue escrevendo. 
22 - Cory Doctorow: escreva independentemente do que estiver acontecendo a seu redor. 
23- Chinua Achebe: faça o melhor que puder e dê tudo de si.
24 - Joyce Carol Oates: perseverança. A vida tá ruim? Tomou um pé do namorado? Levou bomba na prova? Continue escrevendo!
25 - Anne Enright: o único jeito de escrever é... seguir escrevendo. E assim voltamos ao querido óbvio ululante de PD James: sente o rabicó na cadeira e escreva logo de uma vez!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Claricear



Ser Clarice não é pra qualquer uma, não. Depois da Clarice Lispector, ser batizada com um nome desses ganhou toda uma nova dimensão. Clarices precisam ser únicas, inovadoras, poderosíssimas! Ai, ai, ai... quanta responsa!
A nossa Clarice é pequenina, mas aguentou esse tranco numa boa, descobrindo que a vida é repleta de possibilidades. Nossa Clarice, na verdade, nem precisava ser Clarice pra ser assim tão cheia de energia. Poderia ser Fabi, ou Carla, ou Marcela... Qualquer um, com qualquer nome, pode claricear à vontade. Basta ter um pouquinho de imaginação e não deixar de ser criança nunca.
Nossa Clarice vê estrelas de um jeito só dela e convida você a vê-las de um jeito só seu. Às 16 horas ainda tá solzão lá fora, mas e daí? No mundo mágico da imaginação a gente faz o que quiser. E é por isso que domingo a gente vai mostrar a Clarice pro mundo lá na Livraria da Travessa do Leblon. Letícia Pires e Kammal João esperam por vocês!


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

E o pai?

Ilustra de André Côrtes para Enquanto papai não volta...



Avós são mesmo inspiradoras. Tão inspiradoras que volta e meia chega um original aqui dedicado a elas. É cada história tão linda que a gente tem que se policiar pra não virar "Escrita Fina Edições da Avó". E nessa de querer a abraçar a diversidade, nos demos conta de que, opa!, cadê os papais? 
Pois bem! Os papais chegaram. 
Ou não.
Primeiro porque o livro ainda está no prelo, quase lá. Segundo porque Enquanto papai não volta..., da Maria Inez Espírito Santo, fala justamente da ausência dessa figura tão importante na vida da gente. E, às vezes, só quando o pai não volta mais é que nos damos conta disso. Mas não se engane! Esse não é um livro triste. É um livro sobre a saudade, e a saudade pode ser linda quando as lembraças vêm com a alegria pelo que foi vivido e não com a tristeza pelo que foi perdido.
Alguns pais não voltam por n motivos e isso pode trazer pra vida da gente um monte de "pai" novo. Um padrinho querido, um avô babão, um tio especial... Tem pai de tudo o que é tipo e isso nem sempre tem a ver com biologia. Tem a ver com amor, e, quando o assunto é amor, a gente se empolga mesmo pra publicar. Ainda mais se for pra ver a vida pelo lado cor-de-rosa ;-)
Enquanto papai não volta... não vai chegar às livrarias até o dia dos pais. Talvez ele nem seja o livro ideal pra dar de presente pro seu pai (ou seus pais). O nosso recado ao falar desse livro justamente no dia dos pais é bem simples. Sabe aquele abraço apertado? Aquele sorriso? Aquele "eu te amo"? São pra dar agora. Agorinha mesmo, sem esperar por domingo (mas domingo é pra dar tudo de novo). Antes que chegue o dia em que os seus pais vão e não voltem. E quando esse dia chegar, podem ter certeza de que, na verdade, eles nunca vão embora de vez. Sempre fica um pouquinho de pai dentro da gente. Essa Maria Inez sabe das coisas! 
Feliz dia dos pais =)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mais dois!


Nós amamos programas de incentivo à leitura. Não por política ou economia, mas porque, graças a eles, um montão de criança que jamais poderia comprar nossos livros (e olha que a gente corta um dobrado pra deixá-los o mais barato possível!) tem a chance de lê-los. É por isso que toda vez que um livro da Escrita é selecionado, a gente vibra que nem Copa do Mundo. 

A bola da vez é o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) Obras Complementares 2013, que selecionou dois escritafinenses (bem na média das editoras grandonas):Família alegria e Soltando os bichos. Parabéns pra nós, Cristina Villaça, Carla Irusta, Rosana Ferrão, Dylan Ralphes e Humberto Barros. Graças a essa galera, as aulas de um montão de pequeninos ficarão muito mais divertidas \o/



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia do catador de milho



Foto de Kriss Szkurlatowski

Num passado não muito distante, existiu uma tal de rede social chamada Orkut. Lembram? Tem gente que até hoje segue fiel, mas muita gente migrou pra uma outra tal de rede social chamada Facebook. Qual é melhor? Não vem ao caso. O ponto é que nesse tal de Orkut existiam as tais das comunidades. As comunidades nada mais eram que uma versão do primórdio da troca de informações pela internert: os fóruns. 
 - Opa! Isso é aula de mídias sociais? 
 - Não. É o nosso post do Dia do Escritor.
 - Como assim?
Assim que muita gente se animou a escrever por causa dos fóruns, dos blogs e dessa revolução digital toda onde - BOOM! - de repente qualquer pessoa pode ser lida. E foram nessas comunidades que muita gente se esbarrou. Houve um tempo, nesse passado não muito distante, em que quase todos os conectados brazucas usavam o tal do Orkut.
E por que a gente tá dizendo tudo isso?  Porque o nosso parabéns de hoje é pros "Espancadores de teclados", "Escritores de gaveta", "Escritores que não escrevem", que, com a internet, ganharam uma cara, um perfil e um lugar pra gritar pro mundo os seus sentimentos. Gente do Mato Grosso, do Rio, do Japão. Todo mundo junto explorando essa paixão avassaladora que é escrever.
Nossos parabéns vão pros nossos autores "analógicos" também? Vai! Afinal, a vida deles não teve essa molezinha de encontrar tudo a um clique de distância. Mas nossos parabéns vão, acima de tudo, pra todo mundo que tá na briga pela sua literatura. Mesmo que seja só pra guardar bem guardadinho na gaveta, mesmo que demore um pouco pra ser publicado, mesmo que seja só passatempo. Nossos parabéns são pros escritores: os nossos, os da concorrência, os profissas, os amadores... os amantes da literatura!
\o/

terça-feira, 24 de julho de 2012

Deu no jornal!


Sacita pulou, pulou, pulou e foi parar na coluna da Simone Intrator, no Globinho do último domingo. Essa moça jornalista é tão legal, tão legal, que vamos aproveitar este post pra condecorá-la com o nobre título de escritafinense. Aliás, temos sido meio injustos em não incluir os jornalistas nessa categoria. Blogueiros, não fiquem enciumados! Esta editora é que nem coração de mãe ;-)
Quem não leu jornal nesse fim de semana (a,i ai, ai!) ou leu outro jornal ou não é do Rio, é só clicar na imagem que ela aumenta!


terça-feira, 10 de julho de 2012

Resumão OFF Flip 2012


Mais fotos aqui!



Quem foi, foi e quem não foi perdeu. E muito! Foram tantas fortes emoções que a gente já começa se desculpando por inevitavelmente não conseguir colocar tudo em palavras. Ok, colocar as coisas em palavras é o que a gente faz da vida, mas tem coisas que... viram? Não tem como descrever!
Teve ilustrador se jogando no jongo? Teve!
Teve mesa de debate com público aos prantos? Teve!
Teve criança se divertindo pra chuchu? Teve!
Teve aluno, professor, quilombola, editor, autor, ilustrador e até um tsunami.... Tsunami? Como assim tsunami? A gente já, já explica!

Pra começo de conversa, conhecemos a Nina, bibliotecária da escola pública CEMBRA, onde ela junta livro com arte e bota os alunos pra suarem (no melhor dos sentidos!). A Nina e os alunos do CEMBRA montaram um livro de altíssimo nível e supersustentável contando a história do papel. A coisa ficou tão profissa que não duvidamos nem um pouco de que essa criançada toda ainda vai dar o que falar no mundo editorial do futuro. Será? Façam suas apostas!
Também no CEMBRA, tivemos contação das boas por Hellenice Ferreira, Mirna Brasil Portella e Andrea Viviana Taubman. Além de uma oficina lindíssima de ilustração com tecidos ministrada por ninguém menos que Luciana Grether Carvalho e Carolina Figueiredo no melhor estilo Vida que voa.

Um dos grandes momentos do evento, foi a 
mesa Literatura Afro-brasileira no Silo Cultural, mediada pelo Ronaldo Santos. Ele é líder do Quilombo do Campinho, em Paraty , aliás, o primeiro quilombo a conseguir a posse das terras no Brasil. Emoção foi o que não faltou nessa mesa e até gente chorando teve (a gente pode contar que uma das choronas foi nossa poderosa chefona Laurinha? :-p). Além do Ronaldo, tivemos a presença de André Côrtes, Luciana Grether Carvalho e Maria Clara Cavalcanti, nossos autores e ilustradores mais entendidos do riscado e ó... eles arrasaram! Pau a pau com o brilhantismo do Ronaldo, nascido e criado quilombola. E ainda entrou na roda, ou melhor, na mesa, também para abrilhantar, o poeta mineiro e estudioso das culturas africanas, Léo Gonçalves.

Ufa! Pausa pra um café que o ritmo está frenético. Mas não foi qualquer café, não. Foi o Café Literário no Silo Cultural com Domingo Gonzalez Cruz. Uma conversa com Drummond, sabe? Mediada por Flávio de Araújo e com muita poesia.

Rolou também contação de histórias com Hellenice Ferreira, Augusto Pessôa e Maria Clara Cavalcanti no Mercado dos pescadores, no cais. Era lua cheia, quando a maré sobe e as ruas de Paraty alagam.Vocês sabiam que a cidade é conhecida como a Veneza brazuca? Agora sabem ;-) Foi um visu de filme, com todo mundo ilhado ao som de histórias, histórias e mais histórias. E bem... lembram do tsunami? Pois! No meio da contação passa um carro pela água e foi aquele chuá em todo mundo. Entre molhados e ensopados, salvaram-se todos e a prosa mudou o rumo pro gramado. O lugar ficou apinhado de gente, quase todas crianças do Quilombo do Campinho. Nem precisa dizer que acabou tudo em música e muito jongo. Aliás, descobrimos um novo talento do nosso querido André Côrtes: jongueiro de primeira!

Estamos cansados, estafados, com câimbras nas bochechas de tanto sorrirmos, felizes pra caramba... e já fazendo contagem regressiva pra próxima OFF! Ai que saudade de ti, Paraty =)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Novos mares, novos versos

Foto de Jorge Mejía Peralta

O mundo da poesia não é exatamente território desconhecido pro nosso barco escritafinense. A gente curte muito uma rima, especialmente nos livros para os pequenos. Mas quando a faixa etária vai um pouco mais pra cima, só Castro Alves salva! Foi com ele que fizemos nosso début poético, com Vozes d'África. E é a ele que retornamos nessa nova empreitada, com O navio negreiroMas dessa vez resolvemos ir além. Junto com Alves veio Drummond.
Julho será nosso mês internacional de navegar por mares que nem são assim tão desconhecidos, mas pelos quais não costumamos viajar com frequência. Este é o mês de falar aos nossos amigos poetas, assim meio deixados de lado quando se trata do público adolescente. Nós sabemos que do outro lado da tela do computador, alguns de vocês (talvez vários!) escrevem belos versos e deixam na gaveta da cômoda. É preciso ter coragem pra ser poeta, pra mostrar a alma assim pra todo mundo. Na prosa a gente ainda consegue se esconder um pouquinho... E se esconder é bem normal nesses anos altamente conturbados. A gente entende ;-) Mas isso não significa que vamos deixar os possíveis grandes poetas do futuro serem consumidos pela timidez sem lutar pra que suas palavras c onheçam a diagra mação do InDesing e a impressão profissa. 
Nessa batalha pela volta da poesia ao universo teen (e jovem adulto) a gente vai jogar com armas poderosíssimas. Começando com cartas inéditas de Drummond pra Domingo Gonzalez Cruz e vice-versa, em Conversas sobre poesia com Carlos Drummond de Andrade, vocês vão ver que no início é difícil mesmo... Mas dado o empurrãozinho inicial a coisa se desenrola fácil, fácil. Todo mundo - até Drummond! - já foi poeta iniciante um dia. E o Domingo, hein? Nem sempre ele foi autor premiado ou membro efetivo da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro (Confederação das Academias de Letras do Brasil), como é hoje. Um dia ele foi apenas um menino cheio de ideias na cabeça e olha só aonde essas ideias o levaram! Já pensou se ele tivesse guardado suas poesias na gaveta? 
Também contamos com as ilustras do André Côrtes pra melhorar O navio negreiro (sim, ele pode ficar ainda melhor!) e mostrar  que a poesia também pode mudar o mundo, evidenciar injustiças e abrir os olhos de gerações. Vocês conhecem a nossa saga antirracismo e pró-cultura negra, né?
Essa nossa pequena revolução poética vai acontecer sob os holofotes da OFF Flip (outra novidade na vida da nossa editora), pra não corrermos o risco dela passar despercebida. Estão preparados? 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Estamos Off!


Quando julho se aproxima, o mundo literário se volta todinho pra Paraty e só tem olhos pra FLIP. Mas já tem um tempinho que rola um circuito paralelo bacaníssimo também, a Off Flip, e a gente ama tanto a Off que firmou uma parceria daquelas com eles.
Não, não é papo de recalcado que ficou de fora da festa principal, mas a gente curte muito a via paralela das coisas. Talvez por sermos uma editora pequenina e novinha, talvez por termos uma quedinha por projetos fora do mainstream. Seria a Escrita assim meio hipster? Não sabemos. Só sabemos que temos um respeito enorme por tudo que a FLIP faz pela literatura no Brasil, mas somos apaixonados mesmo é pelo desconhecido. E a Off Flip é isso: uma chance pros novinhos (como nós) de mostrarem a cara e a coragem na literatura brazuca. Quem conhece a Escrita sabe que temos um prazer imenso em navegar por mares desconhecidos.
A gente também tem um orgulho danado de ser brasileiro (mas sem ufanismos, por favor!) e adora publicar uma lenda marota, um folclore de raiz, um reconto popular porreta... Foi pensando nisso que o pessoal da Off colocou a bola na área e nós chutamos pro gol, fazendo nascer um sonho antigo deles: uma Off Mirim e uma Off Negra.
Durante a Off 2012, dentre outras atividades com autores e colaboradores da Escrita Fina, acontecerá o lançamento oficial do livro O Navio Negreiro, caprichada edição do antológico poema de Castro Alves, com apresentação de Nei Lopes e ilustrações de André Côrtes, e a primeira Mesa de Debate sobre Literatura Afro-Brasileira com os autores e ilustradores Maria Clara Cavalcanti, Luciana Grether Carvalho e André Côrtes.
E isso é só o comecinho. A Off também vai contar com Andrea Taubman, Augusto Pessôa, Carolina Figueiredo, Domingo Gonzalez Cruz, Fábio Sombra, Hellenice Ferreira e Mirna Brasil Portella. Uma galera que entende da nossa cultura como poucos!
Confira a programação no site www.offflip.paraty.com e venha pra Paraty com a gente entre 4 e 8 de julho!


segunda-feira, 11 de junho de 2012

O dia que todos amam odiar


Foto de Wiertz Sébastien

É batata! 12 de junho começa a se aproximar e os posts no Facebook e Twitter começam a pipocar. Quem tá namorando, ama a troca de presentes e celebração ao amor. Quem tá solteiro se sente pressionado pela sociedade. Já descobriu do que estamos falando? É o Dia dos Namorados, aquele ao qual ninguém consegue segurar a peteca e ficar indiferente.
Os casais exibem sua felicidade por aí achando que quem não curte a data é recalcado (ou encalhado). Os solteiros acham que é tudo uma invenção boba capitalista e caem na balada pra pra não passarem a data sozinhos. Alguns se deprimem e se afogam no chocolate. Tem sempre aqueles que lançam a pérola do “se eu não passo o dia do índio com um índio, por que passar o dia dos namorados com um namorado?”. Tem os que esquecem do presente do(a) namorado(a) e acabam é ficando solteiros em pleno dia 12. Tem os que celebram a solteirice depois de finalmente conseguirem se livrar de um encosto relacionamento falido. Cada um é cada um e, amem ou odeiem, o Brasilzão só vai falar disso nas próximas 24 horas.Quem tá certo? Todo mundo! Existem mil e uma formas de amar e 365 dias (às vezes 366) pra celebrar o amor.
O peso da data acaba caindo mais sobre os ombros das meninas. Sabe-se lá por que menina solteira sempre toma uma olhada de rabo de olho daquela tia fofoqueira, especialmente no 12 de junho. A causa do mau humor, das espinhas, das notas baixas na escola é sempre a falta de um namorado. Que horror! Como se não existissem outras coisas bacanas pra fazer as moças felizes, como por exemplo... livros! Uma opção unissex pra quem tá acompanhado ou solteirão. E já que o clima é de romance (e romance sempre é bom), fica a nossa listinha Escritafinanense pra sobrevivermos todos felizes e contentes ao temido 12 de junho!




quinta-feira, 31 de maio de 2012

Quebre a perna, Denise!



A Vejinha desta semana contou pra gente tudo sobre a adaptação da Denise Crispun de O Rouxinol e o Imperador, de Hans Christian Andersen, para os palcos do Oi Futuro. Estreia sábado. Nem precisamos dizer que é assim... tipo imperdível. Pra saber mais, é só clicar na imagem acima, que ela amplia.
Mas o que a Vejinha não falou é que a Denise escreveu pra gente o livro da peça (com capa de Mariana Massarani), que vai "estrear" junto com o espetáculo.
Sim, senhoras e senhoras, sábado é dia de festa com lançamento duplo. É a Escrita nos livros, no teatro ou numa casinha de sapê.
Quem vem com a gente?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

"É nóis" na FLIP!


Quer dizer, é a Mariana Erthal, ilustradora e autora das vinhetas de Pão e Arte, além de ter metido a colher em várias diagramações de livros, capas e outros materiais aqui da Escrita.
A coisa se deu assim: o pessoal da FLIP abriu inscrições pra uma oficina sobre quadrinhos e ilustração com aulas ministradas, em Paraty, por Laerte e Angeli. Coisa pouca, né? Imagina! Bem... Bastava mandar um currículo + uma ilustra, e a Mari espertamente mandou a belíssima capa do Pão e Arte. Ou seja, quem aí não sabia que ela seria selecionada, né? E eram só 25 vagas!
Então, ela vai estar por lá dia 6, 7 e 8, e é lógico que vamos pedir um post especial contando tudinho pra gente assim que ela voltar.

Pra saber mais sobre a oficina clique aqui.
Pra saber mais sobre a Mari, o link é esse aqui.

Estamos empolgadíssimos! Parabéns, Mariana!!!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O outro lado


Nas últimas semanas o Facebook (sempre ele) tem reproduzido muito essa foto aqui ó: 
fonte: http://mstrkay.tumblr.com/

Pra uns, uma verdadeira ode aos tempos modernos e como eles tornam a leitura algo superacessível. Pra outros, uma abominação, a prova de que o livro de papel está morrendo (quando, na verdade, a presença dele ali prova justamente que the hills are alive with the sound of music ele tá é vivão da silva!). Pra gente, um grande sorriso no rosto e uma ruguinha de preocupação. O sorrisão é porque toda forma de ler vale a pena, e dar de cara com um grupo de pessoas assim tão compenetradas em suas leituras é pra animar o dia de qualquer editor. A ruguinha é pela constatação imediata de que a f oto não foi tirada em terras tupiniquins.
Não é pelo Macbook, pelo Kindle, pelo Iphone (que a gente vê de vez em quando/quase nunca num transporte público) que fica óbvia a "gringuice" da foto. É pela triste lembrança de que, no dia a dia, dificilmente veríamos uma fileira de pessoas lendo num transporte público ou em qualquer outro lugar. O tabefe na nossa cara para lembrar que a gente ainda não chegou lá, na sociedadede leitores assíduos que tanto sonhamos pro nosso país.
Mas quer saber? Tabefes na cara, às vezes, são bons (quando metafóricos, claro. Não é pra sair por aí esbofeteando todo mundo e dizendo que foi a Escrita que mandou, hein?!). Servem pra fazer a gente acordar. A gente, que respira e pulsa livros 24 horas por dia, 7 dias por semana, às vezes esquece de que o universo de não leitores é muito maior do que o nosso mundo mágico da literatura. E é preciso lembrar que é pra esse universo que a gente dá sangue, suor e lágrimas no trabalho todos os dias. É pra trazer essa galera pro nosso mundo mágico.
A princípio, bateu uma tristeza ao constatar que o pessoal da foto jamais poderia ser brazuca. Mas passado o susto da bofetada, vem a inspiração que só ela proporciona. É esse mundo que a gente quer e é pra isso que a gente existe. Ver o lado feio de vez em quando é necessário pra que os objetivos fiquem mais nítidos.
Toda editora quer ver seus livros serem lidos e vendidos. Nós queremos que eles cheguem a quem jamais chegariam. E, quem sabe um dia, a foto acima não seja feita num metrô pertinho de você?
Partiu transformar o Brasil num país de leitores compulsivos como nós? ;-)