terça-feira, 10 de julho de 2012

Resumão OFF Flip 2012


Mais fotos aqui!



Quem foi, foi e quem não foi perdeu. E muito! Foram tantas fortes emoções que a gente já começa se desculpando por inevitavelmente não conseguir colocar tudo em palavras. Ok, colocar as coisas em palavras é o que a gente faz da vida, mas tem coisas que... viram? Não tem como descrever!
Teve ilustrador se jogando no jongo? Teve!
Teve mesa de debate com público aos prantos? Teve!
Teve criança se divertindo pra chuchu? Teve!
Teve aluno, professor, quilombola, editor, autor, ilustrador e até um tsunami.... Tsunami? Como assim tsunami? A gente já, já explica!

Pra começo de conversa, conhecemos a Nina, bibliotecária da escola pública CEMBRA, onde ela junta livro com arte e bota os alunos pra suarem (no melhor dos sentidos!). A Nina e os alunos do CEMBRA montaram um livro de altíssimo nível e supersustentável contando a história do papel. A coisa ficou tão profissa que não duvidamos nem um pouco de que essa criançada toda ainda vai dar o que falar no mundo editorial do futuro. Será? Façam suas apostas!
Também no CEMBRA, tivemos contação das boas por Hellenice Ferreira, Mirna Brasil Portella e Andrea Viviana Taubman. Além de uma oficina lindíssima de ilustração com tecidos ministrada por ninguém menos que Luciana Grether Carvalho e Carolina Figueiredo no melhor estilo Vida que voa.

Um dos grandes momentos do evento, foi a 
mesa Literatura Afro-brasileira no Silo Cultural, mediada pelo Ronaldo Santos. Ele é líder do Quilombo do Campinho, em Paraty , aliás, o primeiro quilombo a conseguir a posse das terras no Brasil. Emoção foi o que não faltou nessa mesa e até gente chorando teve (a gente pode contar que uma das choronas foi nossa poderosa chefona Laurinha? :-p). Além do Ronaldo, tivemos a presença de André Côrtes, Luciana Grether Carvalho e Maria Clara Cavalcanti, nossos autores e ilustradores mais entendidos do riscado e ó... eles arrasaram! Pau a pau com o brilhantismo do Ronaldo, nascido e criado quilombola. E ainda entrou na roda, ou melhor, na mesa, também para abrilhantar, o poeta mineiro e estudioso das culturas africanas, Léo Gonçalves.

Ufa! Pausa pra um café que o ritmo está frenético. Mas não foi qualquer café, não. Foi o Café Literário no Silo Cultural com Domingo Gonzalez Cruz. Uma conversa com Drummond, sabe? Mediada por Flávio de Araújo e com muita poesia.

Rolou também contação de histórias com Hellenice Ferreira, Augusto Pessôa e Maria Clara Cavalcanti no Mercado dos pescadores, no cais. Era lua cheia, quando a maré sobe e as ruas de Paraty alagam.Vocês sabiam que a cidade é conhecida como a Veneza brazuca? Agora sabem ;-) Foi um visu de filme, com todo mundo ilhado ao som de histórias, histórias e mais histórias. E bem... lembram do tsunami? Pois! No meio da contação passa um carro pela água e foi aquele chuá em todo mundo. Entre molhados e ensopados, salvaram-se todos e a prosa mudou o rumo pro gramado. O lugar ficou apinhado de gente, quase todas crianças do Quilombo do Campinho. Nem precisa dizer que acabou tudo em música e muito jongo. Aliás, descobrimos um novo talento do nosso querido André Côrtes: jongueiro de primeira!

Estamos cansados, estafados, com câimbras nas bochechas de tanto sorrirmos, felizes pra caramba... e já fazendo contagem regressiva pra próxima OFF! Ai que saudade de ti, Paraty =)

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