terça-feira, 27 de março de 2012

Te dedico!





Já não é mais novidade pra ninguém nosso vício supersaudável em Tumblrs, né? Volta e meia, lá vamos nós jogando algum na roda... Afinal, qual é a graça de descobrir algo genial e não compartilhar? Então... temos mais um novo queridinho =)
Tem gente aqui na Escrita que adora comprar livro em sebo só pra fuxicar a dedicatória alheia (quem será, hein? hehe...). É um pedacinho de história da vida de uma pessoa que pode ressignificar um livro todo. E história é coisa nossa! Às vezes as melhores delas estão nos hipertextos.
É por isso que a louca das dedicatórias quase deu um duplo twist carpado quando deu de cara com o "Eu te dedico", um tumblr só de... dedicatórias! Algumas são de cortar o coração e chorar até desidratar, outras altamente inspiradoras! E tem aquelas que até fazem a gente reconsiderar um livro que absolutamente não leria. 
Mas vai aí um aviso: não clique nesse link se não estiver com o tempo completamente livre. O conteúdo é absolutamente viciante e um convite irrecusável a procrastinação ;-)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Fecha a torneira, gente!

Ilustração de Camila Carrossine para o livro Chuá! Chuá!
A gente jura que não inventa essas mil e uma datas comemorativas. Elas existem de verdade! Hoje, por exemplo, é o Dia Mundial da Água.
Não, não... não é pra abrir a torneira e dar parabéns. Muito pelo contrário! É dia de lembrar a todo mundo que tem mais é que fechar as torneiras e só abrir quando necessário. Galera, a água do mundo tá acabando e isso não é papo só pra Nina dormir, não. É seriíssimo. É só um cadinho de nada da água do planeta todinho que serve pra beber e já tem muita gente sem. 
Há algumas semanas, no lançamento de O banho de Nina, a gente já bateu nessa tecla, mas não custa nada lembrar de novo. Conscientização é bom e a gente gosta! Conscientização com ilustras bonitas... vixe! Aí é que a gente ama! Por isso, no dia de hoje, vão duas recomendações especiais: A Nina, é claro, e Chuá!Chuá!. A Nina explicacomo economizar e Chuá! Chuá! explica como a água "funciona".
Já pararam pra pensar como é que a água da chuva vai parar lá em cima? E de onde vem a água que a gente bebe? É explicando esses detalhezinhos que a gente faz os pequenos pensarem, pensarem, pensarem... e chegarem às suas próprias conclusões sobre consumo consciente! 
Lembrando que esse papo todo de economia não serve, de modo algum, como desculpa pra não escovar os dentes depois de comer, ouviram? ;-)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Por favor, onde é a sessão de livros infantis?

Foto: Amelia Schmidt
O blog anda paradinho, paradinho... a gente só anda aparecendo por aqui pra sair dando parabéns pra uma galera aí que merece muito ser homenageada. Mas antes de fazer a homenagem (merecidíssima) de hoje, vai um aviso: é só o blog, hein? A editora mesmo está a todo vapor. Estamos naquele período básico quando a gente produz um monte de coisa ao mesmo tempo, mas não tem nada realmente pronto. Mas segurem a onda aí que, quando essa penca de livros toda for lançada, será um Deus nos acuda! 
Agora voltemos à programação normal ;-)
Aparentemente esta é a semana internacional dos profissionais dos livros, já repararam? Segunda foi o Dia do Bibliotecário e a gente ficou até sem-graça de fazer post especial depois de ver o que Fundação Biblioteca Nacional preparou pra eles. Deixamos  pra quem mais sabe do assunto as luzes da homenagem mas quem acompanha a gente no Twitter, pegou todas as dicas da programação da @FBN . Hoje é Dia do Livreiro ou do Vendedor de Livros, moços e moças que andam rareando por aí devido ao crescimento das vendas pela internet. Mas eles ainda existem!
É bem verdade que as livrarias pequenas, daquelas onde a gente passava hoooooras procurando a próxima bola da vez literária, quase não existem mais. 
Mesmo sumidinhos, nós sabemos que vocês ainda estão por aí. Principalmente naquele aperto de achar o livro X dentro de uma livraria de três andares =) E,lembrem-se, se o mundo moderno os impedir de curtir esse emprego do jeito devido, abracem a tecnologia e venham pros blogs. Os donos de livraria podem até acreditar que a gente não precisa mais de vocês, mas é balela. Todo mundo curte entrar numa livraria querendo comprar um livro e acabar descobrindo um mundo de outras possibilidades.... graças aos conselhos do vendedor =)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Para as mulheres... e pros homens também!

We don't need no stinkin' gender norms, de Kaptain Kobold


Ah, esse tal de ser humano que não se conforma com o fato de que todo mundo é igual, todo mundo é gente! Precisa inventar hierarquias e preconceitos, precisa criar padrões de "normalidade" (como se existisse pessoa normal neste mundão, já que cada um é cada um), precisa ditar quem precisa viver de que jeito... E ainda jogam a culpa na pobre coitada da Natureza! É tanta atrocidade sendo jogada na conta da tal, que não é de se espantar que ela ande muitíssimo irritada com a gente. Aí o tal do ser humano ainda tem a cara de pau de chamá-la de temperamental! Ora pois! Se a gente culpa ela por tudo e nem pra mandar umas florezinhas de vez em quando? Nem pra fazer um cafunezinho? 
Vou contar um segredo pra vocês: não foi a Natureza que disse que mulher tem que ser magra, linda, competente, cuidar de filho, marido e casa. A Natureza também nunca deu declaração pública dizendo que todo homem tem que ser machão e provedor. Fomos nós, Homo sapiens, todos trabalhados na mutação do cérebro gigante pra, supostamente, sermos mais inteligentes, que inventamos essa história DO NADA.
Sim, queridos, foi DO NADA. De natural nisso tudo é só a maternidade e olhe lá! A gente gosta de inventar essas regras doidas e no final todo mundo sai perdendo. O homem, coitado, tem que ser forte o tempo todo. Já a mulher, se é forte, é chamada de insensível. E não seria muito mais harmonioso se todo mundo cuidasse de um pedacinho da casa? E se as moças se sentissem à vontade com seu próprio corpo e personalidade? E se os rapazes não se sentissem na obrigação de namorar todo mundo, puxar briga e chutar com alguma das pernas? A única parte ruim disso tudo é que a Fina e Lady Fofa não existiriam, já que ser gordinha não seria algo absurdo. A Maria Paula Roncaglia também não teria escrito Do outro lado do muro, pois não existira essa história de "coisa de menino" e "coisa de menina". Mas quer saber? Nossas autoras, provavelmente, adorariam não precisar escrever livros assim. Seria um sinal de que o mundo vai bem, obrigada. 
O Dia Internacional da Mulher não é só uma necessidade feminina. É dos homens também. Todo mundo sai perdendo com esse código de conduta ultrapassado, não é? É um dia de conscientizar o óbvio: cada um sabe de si e deve ser tratado com respeito acima de tudo! Isso vale pra homens, mulheres, gordinhos, magrinhos, gays, negros, brancos, índios, pessoas com tatuagem, piercing, aqueles que nasceram com algum tipo de necessidade especial... 
O ideal seria que essa conscientização existisse todos os dias, 24 horas por dia. Ainda não é assim e um dia a gente chega lá. E quando chegarmos, esses dias especiais não farão o menor sentido. Todo dia vai ser dia Internacional do Ser Humano!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Sérgio Bernardo, esse lindo!



Qualquer chão leva ao céu – A história do menino e do cigano, de Cristina da Costa Pereira (Escrita Fina, 2011)

Um livro que envolve o leitor em temas como amizade, solidariedade, família e espiritualidade, para além da temática central do convívio possível entre os diferentes.
Nas suas 142 páginas existe não um conto de fadas, mas a história, que bem poderia ser real, de dois amigos passando por cima de supostas barreiras, como idade e condição social, para estar próximos: de um lado um menino do asfalto, nordestino e pobre, e do outro um cigano banido do grupo, com algumas posses e um grande trauma na vida.
Quando ambos se encontram, cada uma dessas barreiras vai caindo por terra: um garoto pode ter muito a ensinar a um adulto, mais até do que o contrário; e um indivíduo de um grupo étnico aparentemente fechado como o cigano pode estar aberto a revelar aspectos de sua cultura, mostrando não serem tão “estranhos” como se pensa.
Mesmo sem levantar bandeiras, o que fugiria do seu propósito de produzir ficção, Cristina, com este paramiche, convida a uma reflexão sobre o estar no mundo. E faz isso traçando uma linha de pensamento com a leveza e o despojamento necessários para ser entendida pelo público juvenil.
Ao fechar o livro, o leitor saberá que do chão ao céu o caminho não é curto nem fácil de percorrer, mas com boa dose de entendimento, aceitação e espírito solidário, é possível, sim, chegar lá.


[Sérgio Bernardo, fevereiro de 2012]

Sérgio Bernardo é escritor, autor do livro Caverna dos signos e da coluna ”Sem poesia não dá” do jornal virtual Sobrecapa Literal

quinta-feira, 1 de março de 2012

Fica, vai ter Convite Carioca!

Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, por Nicola Antonio Facchinetti. 1884


Primeiro aperte o play!

Na certidão de nascimento são 447 primaveras, mas a gente sabe que o Rio de Janeiro é lindo há muito mais tempo que isso! Os portugueses só compartilharam com o resto do mundo o que os nossos índios já estavam cansados de aproveitar. Sim, meus caros, hoje é aniversário desse forno município lindo onde fica o nosso Q.G. e é, claro, tem homenagem da Escrita!
Não podemos dizer que somos só cariocas. Somos também paulistas, belgas, portugueses, gaúchos e por aí vai. Tem pedacinho da Escrita nos quatro cantos do mundo e pedimos a esses pedacinhos que, só por hoje, não tenham ciúmes da declaração de amor babona que vem a seguir. Na verdade é uma declaração que já veio há tempos, mas é muito oportuna quando o assunto é Cidade Maravilhosa.
Há mais ou menos dois anos, a Sandra Lopes, a carioca mais coruja que já se teve notícia desde Tom Jobim, se juntou com André Cortes e fez uma homenagem definitiva a tudo de lindo que o Rio tem. Assim nasceu o Convite Carioca, pra mostrar pra todo mundo o quão inspiradora pode ser esta cidade. O livro é até bilíngue, pra não deixar ninguém de fora nem dos encantos da poesia da Sandra, nem dos encantos da cidade.
Hoje é dia de poesia, de parabéns, de bolo, de olhar pra nossa cidade com carinho (nossa, porque o Rio é de todo mundo!) e cuidar bem dela. Infelizmente, nem tudo anda tão belo quanto as ilustras do André, né? Mas quem faz nosso Rio de Janeiro é a gente. Bora tratá-lo com muito amor pra que daqui a 50, 100, 1000 anos as palavras de Gilberto Gil continuem fazendo sentido e ele continue lindo.
Aquele abraço, meu Rio!
Feliz aniversário!