segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sexta-feira, início de carreira


Facebucamos e twitamos (alô neologismo de quinta!) a notícia bombástica na sexta, mas não explicamos lhufas do que se trata. Pros meros mortais que apenas leem os livros, mas não fazem ideia dos bastidores editoriais, eu vou explicar em poucas linhas o que significa figurar na Feira do Livro de Bologna: saca quando você vai a uma festa pra fazer carão, assim, sem maiores pretensões, e aquele cara MUUUUITO gato ou aquela menina MUUUUITO linda pede o seu telefone? É isso.
Toda vez que tem um lançamento nosso, lá vamos nós com cinco exemplares debaixo do braço rumo a FNLIJ – esse é o nosso equivalente a fazer carão sem maiores pretensões. Mas assim... é a FNLIJ, né? Então não é um carão tão despretensioso assim, é uma coisa mais blasé. Todo mundo sabe que na “noite editorial” infantil e juvenil brasileira é na FNLIJ que as coisas acontecem.  Pois é... nós entramos na lista da nata da sociedade infantojuvenilense (ó o neologismo de quinta de novo!) editorial brasileira, e quem faz essa escolha é "só" a FNLIJ... Sacou? :D E entramos lá com SETE livros (é nesse momento que Galvão grita que é teeeeeetra e Pelé chora de emoção).
Parabéns para nós, e pra quem quer conhecer mais sobre essa belezura que é a Feira de Bologna e o trabalho lindo da FNLIJ para o nosso segmento, é só ver o catálogo aqui ó!
Arrivederci,
Luiza Costa (soltando fogos desde sexta-feira)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Primeiras vezes

Como prometido, aí vão os 5 depoimentos sobres o primeiros grandes amores livros da galera. Estão curiosos? Lá vai:


1. Meu primeiro livro foi Meu pé de Laranja-Lima ;) Era da minha mãe, tb adorava ele... os desenhos | Fabiana
2. Na infância li muita coisa aqui e ali, mas o livro que marcou o início da minha trajetória de leitora inveterada foi "O Guarani".
Alencar foi o primeiro José da minha vida!Eu vi cada pedacinho da casa de Ceci; enamorei-me da virilidade gentil de Peri e nadei junto com eles segurando aquele tronco de árvore, arfando e desejando que permacessemos vivos...Senti falta daquele jeito de contar histórias, então passeei os dedos por toda estante de meu pai, procurando outros livros deste romancista, até que a morte da terna Iracema me convidasse a buscar novos amores. Foi quando encontrei Deolindo Venta Grande e atraquei o barco que sou no mar-Machado. Mas como só posso contar do primeiro amor, só me resta suspirar... | Hellenice Ferreira
3. Meus pais não eram adeptos da leitura. No máximo, liam o jornal de domingo, onde havia uma espécie de resumo dos acontecimentos da semana. Não tínhamos livros em casa, apenas um dicionário. 
Eu sempre gostei de ler. Durante um bom tempo fui uma devoradora de gibis - que na época nós chamávamos de "revistinhas" -, principalmente os da Disney e os do Maurício de Sousa, e também dos Manuais da Disney que a Editora Abril lançava, periodicamente (o do Escoteiro Mirim, foi o meu favorito).

Então, no meu 10º aniversário, ganhei um livro de presente, de uma vizinha, dona Maria do Carmo. Um livro de verdade, com mais de 200 páginas! Era Mulherzinhas de Louise May Alcott. A história, sobre as alegrias e tristezas de uma família americana, cujo pai está ausente, na Guerra Civil, me cativou e emocionou. A mãe e as quatro filhas eram um exemplo de valores morais, união e superação. Senti uma identificação imediata com a personagem Jo, uma das filhas, meio moleca, que sonhava ser escritora...

O melhor de tudo é que acredito que o presente foi um teste. Ao perceber que me interessei pela leitura, minha vizinha - que alguns consideravam meio esquisita e até pensavam que era bruxa... - abriu as portas de seu apartamento para mim e nele encontrei, pela primeira vez, uma biblioteca particular. Ela possuía um grande número de títulos, que passou a me emprestar. Assim que eu terminava a leitura de um, ia lá, buscar o volume seguinte.

Anos depois, acabei me mudando de apartamento, de bairro e, depois, de cidade. Fiquei sabendo, por conhecidos, que a dona Maria do Carmo já morreu. Adoraria poder dizer a ela a importância que aquele presente e o acesso aos seus livros teve na minha vida. Conservo com carinho o exemplar de Mulherzinhas que ganhei há 36 anos. É, sem dúvida, o meu primeiro livro inesquecível. | Kathia Brienza
4. Passados 47 anos ainda lembro nitidamente de "ANOS FELIZES", de Laura Ingalls Wilder. Venci um concurso escolar do Jornal O Fluminense (Niterói/RJ)e o prêmio era a publicação da minha redação sobre Niterói e o livro (ainda tenho a redação e o livro). Apaixonei-me pela história biográfica de Laura, professora jovem e apaixonada que se casa e vai viver na pequena reserva na pradaria... Esse livro também é conhecido como "Uma Casa Na Pradaria"... Acho que nessa época (estava com 8 para 9 anos)descobri o meu vício e paixão pela leitura, herdados da minha mãe e amorativamente repassado para minha filha. Em 1963, após essa leitura, consegui todos os outros livros adoráveis de Laura I. Wilder, mas esse é inesquecível e relido de tempos em tempos. | Ana M. M. Pereira
5. Posso dizer que meu “primeiro livro” foram dois.  Dois livros que me envolveram de tal forma, que não me lembro de ter terminado um antes de começar o outro.  Tudo por causa de Pedrinho que me guiou, de um só fôlego , através de suas aventuras nas “Caçadas de Pedrinho” e “Viagem ao Céu”.  Encantada que estava com aquele menino, fui entrando, devagarinho, por entre nebulosas, estrelas e onças, nesse mundo da leitura do qual nunca sai. | Maria Clara 
 
 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Morte, essa coisa burocrática!

Pensou Moisés? Pensou Carniça?
Sim, somos nós dando de lambuja mais um teaser desse "Excelente livro. Um dos melhores romances brasileiros que li no último ano." E nem fui eu, escritafinense roxa, que disse isso, foi o Luis Eduardo Matta, lá na nossa página do Facebook.


Ps1: acho que vocês já estão carecas de saber que o livro já está nas livrarias, né?
Ps2: Ainda dá tempo de mandar o seu depoimento sobre o primeiro livro da sua vida =)

xoxo
Luíza Costa

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Minha vez...

É, tinha que ser a Maria Luíza da Silva Sauro pra me propor esse tipo de coisa... Mas belê, vai, não serei a antissocial (céus, por que tudo junto, por quê?!) e darei aqui meu depoimento sobre meu primeiro amor de livro... Pra ser sincera, quando a Luíza veio com essa proposta, vieram à minha cabeça uns quatro livros. E fiquei em dúvida: “Qual foi o primeiro amor mesmo?” E aí, ninguém melhor pra tirar essa dúvida que Dona Aida (vulgo, mamãe), que, ao ser questionada, respondeu na hora: “É aquele da margarida... como é mesmo o nome? Você ainda tem, né?” E, sim, ele foi um dos quatro que me veio à cabeça. Mas cadê que vinha o nome? Eu li esse livro quando tinha uns 6 anos, acho que foi o primeiro livro mesmo que li. E andava com ele pra cima e pra baixo! Tudo me encantava: a história e os desenhos, tão delicadinhos... Pra quem não sabe, pra quem já matou, pra quem nem faz ideia, o livro é A margarida friorenta :) Xodozin de leve! Afinal, foi a partir daí que tudo começou... E só pra constar mesmo (e porque eu quero citar, rá), os outros três queridos que me deixaram em dúvida foram Maria vai com as outras (clááássico!), Sapatinho de camurça com biquinho de verniz (eu ADORAVA!) e Nina chuva (carinho imenso por este aqui!).
Engraçado, achei que eu fosse falar pouco nesse post, mas ter que escrevê-lo me fez lembrar de tantos outros livros, de uns que eu não lembro o nome, mas lembro a história e as ilustrações como se estivessem na minha frente! Dá uma saudade mesmo deles, como se fossem... sei lá, parte de mim... E eu sinto uma coisa tão boa por eles! :)
É, se eu continuar a falar sobre isso não vou parar mais... Mas tenho dó de vossos olhinhos *.* e agora parei!

Enfim, quem já escreveu história aí pra mandar pra gente? Bora, pessoal, nós gostamos de boas histórias! :D

\m/
Carol

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lançado o desafio

Ok, ok. Lançado, então, o desafio aos nossos seguidores: que, em um texto de, no mínimo, cinco linhas, contem sobre seu primeiro livro inesquecível. Os cinco que julgarmos mais interessantes serão postados neste blog.
A propósito, o primeiro livro inesquecível que li, sem intermediação de adultos, e que me tomou por completo, me transportou para uma realidade  bucólica, totalmente diferente da que eu vivia, me fazendo ler sem parar, foi As meninas exemplares, da Condessa de Ségur.  Iam lá meus oito anos...
Tá certo que Camila e Madalena eram certinhas demais, quase santas, e até a rebelde Sofia depois entrou nos eixos, mas, na época, adorava aquelas meninas e queria tê-las, em carne e osso, ao meu lado. Depois desse livro, o segundo que li, sem intermediação de adultos, e que amei muito mesmo foi Os colegas, da grande Lygia Bojunga. Bom, vou parar por aqui porque, do segundo livro inesquecível, a gente fala mais em outro desafio. Estou me adiantando...
Agora esperamos o primeiro amor literário de vocês. Não se acanhem. Quem não  tiver um livro inesquecível que atire a primeira pedra.
Bjs!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O primeiro livro a gente nunca esquece...


Tá... provavelmente não foi o primeiro. Com certeza papai e mamãe leram pra mim, antes que eu aprendesse a ler. Aliás, era muito comum eu “secar” o meu pai aos domingos até que ele acabasse de ler o jornal, só pra eu poder rabiscar em cima da das fotos (ilustradora pride desde pequenininha hehe). Era muito comum também eu ir inventando notícias ao ver aquelas letrinhas e ir “lendo” em voz alta pra família. Eu era uma monstrinha gracinha literária desde menina.
Mas o tema da semana (que eu acabei de inventar agora pra poder obrigar Carol e Laura a postarem também, porque eu sou maligna há há há) é o meu primeiro sutiã livro. Vovô sempre me dava um cruzeiro quando ia à rua comprar cigarro (meninos, fumar faz mal à saúde, mas nos anos 80 ainda fazia parte...). Me sentia super-rica com aquele bando de notas de um cruzeiro roxinhas na minha carteira. "Pão-durice" veio de cedo e eu sempre juntava as notinhas buscando um “bem maior”. Vamos combinar, né? O que seria um “bem maior” pra uma criança de 5 anos que já se achava artistona? LÁPIS DE COR! Mas esse sonho morreu no dia em que eu resolvi pintar as paredes e não tive a mesma sorte de Camila Carrossine. A mãe dela achou lindo, o meu pai nunca mais me deixou sozinha com nada que fosse de colorir.
Até que veio a Bienal do Livro e lá fui eu toda pimpona com as minhas várias notas de um cruzeiro (agora tô na dúvida se ainda era cruzado ou se já tinha passado pro cruzeiro real). Papai e mamãe me deram vários livros, mas o “bem maior” escolhido foi uma versão ilustrada de Alice no país das maravilhas. Ele está inteirinho lá em casa até hoje. Li e reli esse livro milhares de vezes. Pra mim, fazia total sentido um chapeleiro que bebia chá compulsivamente, coelhos atrasados, lagartas falantes e desaniversários. Depois eu cresci, li o livro original e vi que a coisa não era assim tão  infantil. Depois eu fui pra faculdade, tive aula de Análise do Discurso e Wittgenstein detonou toda a minha inocência (assim nascem os traumas). Isso porque eu nem vou discorrer sobre a minha pesquisa de pós-graduação e toda a especulação com aquele cogumelo...
Enfim... assim nasceu a bela história de amor entre mim e livros. E a tradição da família de sempre irmos todos juntos a todas as Bienais do Livro do Rio de Janeiro. Pode estar todo mundo de mau humor, brigado, doente... mas Bienal sempre rola!
E você? Qual foi o primeiro livro da sua vida?

Xoxo
Luiza Costa

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Escrita Fina ganha o mundo


A queridíssima Ivna Maluly foi convidada pelo parlamento europeu a falar sobre câncer e, lógico, seu livro sobre o assunto: Cadê seu peito, mamãe?, da minha, da sua, da nossa Escrita Fina. Anunciamos orgulhosos mais essa conquista da nossa autora. E não é que da tristeza de um câncer podem sair muitas coisas boas? É só não desistir =)
Lembrando que depois desse livro-terapia, ela não parou mais e já partiu pro segundo round: Gabriel e a fraldinha.
Escrever é mesmo uma santo remédio. Parabéns, Ivna!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

E depois de um tempão...

É, da última vez que eu falei dele, nós não esperávamos que fosse demorar tanto pra trazer a boa-nova de que estava pronto. Mas então surgiu o PNBE e aí... deus nos acuda e vamo que vamo, né?
Mas PNBE acabou e, como bem disse Luiza, voltamos a nossa programação! E cá está ele, finalmente! Prontinho e lindinho, o livro Vida que segue – Balaio do Kotscho: crônicas revisitadas traz algumas das crônicas virtuais que o excelente jornalista Ricardo Kotscho escreveu no seu blog, Balaio do Kotscho. Os textos que estão no livro foram escolhidos privilegiando alguns temas, tais como ética, fatos que entraram pra história, casos de superação e solidariedade etc. A seleção foi feita pela nossa editora-mor (Ava!), Laurinha, que, na opinião desta humilde serva, fez excelentes escolhas! :)
O Kotscho escreve maravilhosamente bem, nem dá pra sentir o texto passando, parece que a gente tá num bate-papo, absorvendo informações, pensando questões... Enfim... é leve, é instigante, é informativo, é interessante, e sim, eu tieto mesmo. Atire a primeira bolinha de papel (rá!) aquele que nunca tietou alguém!!!
Opiniões pessoais à parte, o livro tá lindo por fora e por dentro, o conteúdo é de primeira classe (a redundância mandou um abraço!)!
Nas melhores livrarias! (Agora para de ler, levanta daí e vai correndo pegar o seu!)

:o*
Carol

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Será que dá pra fugir da morte?

Estamos conhecendo um pouco mais sobre o Gilberto. Já sabemos que ele tem um pavor colossal de morrer e vive tentando trapacear a ceifadora. Eu sei... você acha que já conhece essa história, não é? Mas isso não é Bergman e não estamos falando de O sétimo selo (o que aliás é uma belíssima dica cinematográfica). O papo aqui é Moisés Liporage e seu Carniça, uma belíssima e superintrigante dica literária. Aí vai mais um trechinho pra aguçar a curiosidade de vocês:


Lembrando que o livro já está pelas livrarias desse Brasilzão e esse "em março" é só uma pegadinha do malandro =)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Você conhece Gilberto dos Anjos?

Dando só uma palhinha, porque adoramos atiçar a curiosidade de vocês =)

edição e direção: PH
locução do autor

Aguardem cenas dos próximos capítulos...

Ps: Gente, o livro já está nas livrarias, ok? Abstraiam o "em março" =)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Feijão Ilustrado



Cuma? É isso mesmo: Feijão Ilustrado. Onde a nata da ilustração carioca (ou não carioca) se encontra, toma umas cervejas e bebe um caldinho de feijão esperto.  Se você é ilustrador, a presença é indispensável. Se não é, você pode conhecer quem faz a mágica por trás desses livros supimpas que a gente vê por aí (inclusive os nossos!).
Simbora?
9 de fevereiro, 21 horas
Boteco Salvação, Botafogo, Cidade Maravilhosa Rio de Janeiro