terça-feira, 31 de julho de 2012

Mais dois!


Nós amamos programas de incentivo à leitura. Não por política ou economia, mas porque, graças a eles, um montão de criança que jamais poderia comprar nossos livros (e olha que a gente corta um dobrado pra deixá-los o mais barato possível!) tem a chance de lê-los. É por isso que toda vez que um livro da Escrita é selecionado, a gente vibra que nem Copa do Mundo. 

A bola da vez é o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) Obras Complementares 2013, que selecionou dois escritafinenses (bem na média das editoras grandonas):Família alegria e Soltando os bichos. Parabéns pra nós, Cristina Villaça, Carla Irusta, Rosana Ferrão, Dylan Ralphes e Humberto Barros. Graças a essa galera, as aulas de um montão de pequeninos ficarão muito mais divertidas \o/



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia do catador de milho



Foto de Kriss Szkurlatowski

Num passado não muito distante, existiu uma tal de rede social chamada Orkut. Lembram? Tem gente que até hoje segue fiel, mas muita gente migrou pra uma outra tal de rede social chamada Facebook. Qual é melhor? Não vem ao caso. O ponto é que nesse tal de Orkut existiam as tais das comunidades. As comunidades nada mais eram que uma versão do primórdio da troca de informações pela internert: os fóruns. 
 - Opa! Isso é aula de mídias sociais? 
 - Não. É o nosso post do Dia do Escritor.
 - Como assim?
Assim que muita gente se animou a escrever por causa dos fóruns, dos blogs e dessa revolução digital toda onde - BOOM! - de repente qualquer pessoa pode ser lida. E foram nessas comunidades que muita gente se esbarrou. Houve um tempo, nesse passado não muito distante, em que quase todos os conectados brazucas usavam o tal do Orkut.
E por que a gente tá dizendo tudo isso?  Porque o nosso parabéns de hoje é pros "Espancadores de teclados", "Escritores de gaveta", "Escritores que não escrevem", que, com a internet, ganharam uma cara, um perfil e um lugar pra gritar pro mundo os seus sentimentos. Gente do Mato Grosso, do Rio, do Japão. Todo mundo junto explorando essa paixão avassaladora que é escrever.
Nossos parabéns vão pros nossos autores "analógicos" também? Vai! Afinal, a vida deles não teve essa molezinha de encontrar tudo a um clique de distância. Mas nossos parabéns vão, acima de tudo, pra todo mundo que tá na briga pela sua literatura. Mesmo que seja só pra guardar bem guardadinho na gaveta, mesmo que demore um pouco pra ser publicado, mesmo que seja só passatempo. Nossos parabéns são pros escritores: os nossos, os da concorrência, os profissas, os amadores... os amantes da literatura!
\o/

terça-feira, 24 de julho de 2012

Deu no jornal!


Sacita pulou, pulou, pulou e foi parar na coluna da Simone Intrator, no Globinho do último domingo. Essa moça jornalista é tão legal, tão legal, que vamos aproveitar este post pra condecorá-la com o nobre título de escritafinense. Aliás, temos sido meio injustos em não incluir os jornalistas nessa categoria. Blogueiros, não fiquem enciumados! Esta editora é que nem coração de mãe ;-)
Quem não leu jornal nesse fim de semana (a,i ai, ai!) ou leu outro jornal ou não é do Rio, é só clicar na imagem que ela aumenta!


terça-feira, 10 de julho de 2012

Resumão OFF Flip 2012


Mais fotos aqui!



Quem foi, foi e quem não foi perdeu. E muito! Foram tantas fortes emoções que a gente já começa se desculpando por inevitavelmente não conseguir colocar tudo em palavras. Ok, colocar as coisas em palavras é o que a gente faz da vida, mas tem coisas que... viram? Não tem como descrever!
Teve ilustrador se jogando no jongo? Teve!
Teve mesa de debate com público aos prantos? Teve!
Teve criança se divertindo pra chuchu? Teve!
Teve aluno, professor, quilombola, editor, autor, ilustrador e até um tsunami.... Tsunami? Como assim tsunami? A gente já, já explica!

Pra começo de conversa, conhecemos a Nina, bibliotecária da escola pública CEMBRA, onde ela junta livro com arte e bota os alunos pra suarem (no melhor dos sentidos!). A Nina e os alunos do CEMBRA montaram um livro de altíssimo nível e supersustentável contando a história do papel. A coisa ficou tão profissa que não duvidamos nem um pouco de que essa criançada toda ainda vai dar o que falar no mundo editorial do futuro. Será? Façam suas apostas!
Também no CEMBRA, tivemos contação das boas por Hellenice Ferreira, Mirna Brasil Portella e Andrea Viviana Taubman. Além de uma oficina lindíssima de ilustração com tecidos ministrada por ninguém menos que Luciana Grether Carvalho e Carolina Figueiredo no melhor estilo Vida que voa.

Um dos grandes momentos do evento, foi a 
mesa Literatura Afro-brasileira no Silo Cultural, mediada pelo Ronaldo Santos. Ele é líder do Quilombo do Campinho, em Paraty , aliás, o primeiro quilombo a conseguir a posse das terras no Brasil. Emoção foi o que não faltou nessa mesa e até gente chorando teve (a gente pode contar que uma das choronas foi nossa poderosa chefona Laurinha? :-p). Além do Ronaldo, tivemos a presença de André Côrtes, Luciana Grether Carvalho e Maria Clara Cavalcanti, nossos autores e ilustradores mais entendidos do riscado e ó... eles arrasaram! Pau a pau com o brilhantismo do Ronaldo, nascido e criado quilombola. E ainda entrou na roda, ou melhor, na mesa, também para abrilhantar, o poeta mineiro e estudioso das culturas africanas, Léo Gonçalves.

Ufa! Pausa pra um café que o ritmo está frenético. Mas não foi qualquer café, não. Foi o Café Literário no Silo Cultural com Domingo Gonzalez Cruz. Uma conversa com Drummond, sabe? Mediada por Flávio de Araújo e com muita poesia.

Rolou também contação de histórias com Hellenice Ferreira, Augusto Pessôa e Maria Clara Cavalcanti no Mercado dos pescadores, no cais. Era lua cheia, quando a maré sobe e as ruas de Paraty alagam.Vocês sabiam que a cidade é conhecida como a Veneza brazuca? Agora sabem ;-) Foi um visu de filme, com todo mundo ilhado ao som de histórias, histórias e mais histórias. E bem... lembram do tsunami? Pois! No meio da contação passa um carro pela água e foi aquele chuá em todo mundo. Entre molhados e ensopados, salvaram-se todos e a prosa mudou o rumo pro gramado. O lugar ficou apinhado de gente, quase todas crianças do Quilombo do Campinho. Nem precisa dizer que acabou tudo em música e muito jongo. Aliás, descobrimos um novo talento do nosso querido André Côrtes: jongueiro de primeira!

Estamos cansados, estafados, com câimbras nas bochechas de tanto sorrirmos, felizes pra caramba... e já fazendo contagem regressiva pra próxima OFF! Ai que saudade de ti, Paraty =)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Novos mares, novos versos

Foto de Jorge Mejía Peralta

O mundo da poesia não é exatamente território desconhecido pro nosso barco escritafinense. A gente curte muito uma rima, especialmente nos livros para os pequenos. Mas quando a faixa etária vai um pouco mais pra cima, só Castro Alves salva! Foi com ele que fizemos nosso début poético, com Vozes d'África. E é a ele que retornamos nessa nova empreitada, com O navio negreiroMas dessa vez resolvemos ir além. Junto com Alves veio Drummond.
Julho será nosso mês internacional de navegar por mares que nem são assim tão desconhecidos, mas pelos quais não costumamos viajar com frequência. Este é o mês de falar aos nossos amigos poetas, assim meio deixados de lado quando se trata do público adolescente. Nós sabemos que do outro lado da tela do computador, alguns de vocês (talvez vários!) escrevem belos versos e deixam na gaveta da cômoda. É preciso ter coragem pra ser poeta, pra mostrar a alma assim pra todo mundo. Na prosa a gente ainda consegue se esconder um pouquinho... E se esconder é bem normal nesses anos altamente conturbados. A gente entende ;-) Mas isso não significa que vamos deixar os possíveis grandes poetas do futuro serem consumidos pela timidez sem lutar pra que suas palavras c onheçam a diagra mação do InDesing e a impressão profissa. 
Nessa batalha pela volta da poesia ao universo teen (e jovem adulto) a gente vai jogar com armas poderosíssimas. Começando com cartas inéditas de Drummond pra Domingo Gonzalez Cruz e vice-versa, em Conversas sobre poesia com Carlos Drummond de Andrade, vocês vão ver que no início é difícil mesmo... Mas dado o empurrãozinho inicial a coisa se desenrola fácil, fácil. Todo mundo - até Drummond! - já foi poeta iniciante um dia. E o Domingo, hein? Nem sempre ele foi autor premiado ou membro efetivo da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro (Confederação das Academias de Letras do Brasil), como é hoje. Um dia ele foi apenas um menino cheio de ideias na cabeça e olha só aonde essas ideias o levaram! Já pensou se ele tivesse guardado suas poesias na gaveta? 
Também contamos com as ilustras do André Côrtes pra melhorar O navio negreiro (sim, ele pode ficar ainda melhor!) e mostrar  que a poesia também pode mudar o mundo, evidenciar injustiças e abrir os olhos de gerações. Vocês conhecem a nossa saga antirracismo e pró-cultura negra, né?
Essa nossa pequena revolução poética vai acontecer sob os holofotes da OFF Flip (outra novidade na vida da nossa editora), pra não corrermos o risco dela passar despercebida. Estão preparados?