quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal!!!!!

Ei, pessoal!

Hoje, dia 23 de dezembro... Véspera da véspera! Aquele clima fortíssimo de Natal... A preparação pra grande ceia, últimos presentes sendo comprados (SIM, eu estou no desespero, ainda não comprei todos! Nem o da mãe! *vergonha*. Ó vida atribulada que às vezes atropela a gente... Ou faz a gente se atropelar!), tempo de ler o Histórias de Natal, do Augusto Pessôa : D (ê jabá!).
E, no fim das contas e na verdade mais verdadeira possível, o clima do Natal não é bem o presente, né?
A boa mesmo é estar com quem a gente ama (clichê, but true – mais um pouco e eu canto Metallica!). Família, amigos, todo mundo junto... O lance é compartilhar, dar risada (algo que eu considero fundamental nessa vida!), distribuir abraços e celebrar o nascimento daquele que fez tanto por nós! : )

Então, nós, aqui da Escrita Fina, desejamos um lindo Natal a todos! Com muito afeto, numa noite tranquila, feliz demais, com risadas e abraços sinceros, com comidinhas gostosas (ó que linda época para comeeeeeeeeeer......) e tudo mais de bom que a gente possa ter!

FELIZ NATAL! ;)))

Beijões,
Carol :)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Música, arte, literatura... o baile todo!

abreparênteses Nossa amada editora assistente de texto está enroladaça lendo/revisando/cotejando loucamente as novidades do ano que vem, então sobrou pra mim o bagaço da laranja. Não fiquem tristes com a seqüência (revisão, libera o trema pra mim. Sem trema não dá!) de posts sobre ilustração, ilustração e mais ilustração. fechaparênteses
[*invasão da Carol* por mim tá ótimo, meus pingüins pessoais ainda têm trema... Só os pessoais! : ) *fim da invasão*]

A Camila escreveu aqui embaixo sobre o processo dela de ilustrar. Queria eu ter essa calma toda pra trabalhar, mas o meu ritmo é outro. Talvez por ser fanzoca de carteirinha do Kandinsky (alou, eu sou estudante de arte modelo e atriz também), pra mim, música e pintura/desenho/rabisco sempre têm que estar juntos. E como aqui na Escrita Fina ilustrador é artista SIM e ilustração é obra de arte SIM, a máxima de Kandinsky prevalece: tem que rolar um som o tempo (quase) todo. Mas com fones de ouvido, pra não atrapalhar o pessoal!

Eu desenho ouvindo música, leio livro ouvindo música, me inspiro ouvindo música... A coisa só sai se eu estiver ouvindo música. É um dia inteiro de trocas e mais trocas de links do youtube entre mim e Carol e, acreditem, isso não atrapalha em nada o nosso ritmo de trabalho. Só ajuda! E eu posso apostar que vocês estão curiosos pra saber o que a gente tanto ouve aqui por essas bandas e que resulta em tanto livro bonito. Pois bem, aí vai um top 10 dos últimos dias. Rola de tudo, do amado Dream Theather da Carol ao meu idolatrado Chico Buarque. Preconceito musical (muito menos literário) é o que não rola na sala 806 do edifício 22 da Av. Almirante Barroso.
Preparados? Lá vai!

1.      Roberta Sá e Hamilton de Holanda - Novo Amor

2.       Feist - 1234

3. George Michael - Freedom 90

4.       Mc Hammer Cant touch this

5.       Wilson Simonal - Meu limão, meu limoeiro

6.       Chico Buarque e Roberta Sá - Mambembe

7.       Maria Bethânia - É o amor

8.       Dream Theather - New Millenium

9.       Kiss - Forever

10.   Ferris Bueller cantando Beatles – Twist and Shout


Um beijo e um queijo =)
Luíza Costa

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sobre o meu processo de ilustrar

Por Camila Carrossine (ilustradora convidada)


A querida Laura nos convidou para escrever no blog da Escrita Fina. Ela me disse que eu poderia escrever sobre o processo de ilustração. Então pensei: não posso escrever sobre o processo de ilustração, e sim sobre o meu processo de ilustração.
Acredito que como em qualquer processo criativo, cada autor (sim, considero os ilustradores autores) tem seu próprio método.
O meu funciona mais ou menos assim:
Recebo por e-mail o texto que vou ilustrar e imprimo para ler com calma sentada na poltrona do meu escritório (que tem o acento todo comido pela minha cahorrinha Nina). Antes de sentar de fato, gosto de preparar uma caneca de chá – café faz mal para meu temperamental estômago.
Então sento nessa poltrona, geralmente a Nina pula em cima de mim e se encaixa no espacinho que sobra do lado. Então ficamos eu, Nina, o chá e o texto prontos para embarcar nessa nova história.
Faço uma primeira leitura, rápida, do começo ao fim - sem interrupções, só para saber do que se trata em linhas gerais a história. Às vezes já me vem uma ou outra ideia de imagem em alguma parte do texto. Com o Cadê seu peito, mamãe? foi assim, logo me veio a ideia de uma flor sem uma das pétalas.
Em seguida leio novamente, parando nos lugares onde haverá divisão do texto e faço pequeninos esboços. Tento fazer isso de maneira lógica, começando pelo começo e terminando pelo final, mas sempre tem um ou outro trecho que empaca. Por mais que eu tente, a criação não se dá de maneira linear.
Começo a montar o boneco*. Nesse momento já se passaram uns dois ou três dias desde que recebi o e-mail com o texto. E desde então já fico absorvida pela história. É uma coisa meio incontrolável, ou seja, meu dia vira isso:
- 8:00 - Acordo pensando no livro.
- 8:30 - Tomo café da manhã pensando no livro.
- 9:00 / 13:00 - Trabalho no livro.
- 13:00 / 15:00 - Faço almoço (tentando me concentrar mais para não me cortar com a faca) e almoço pensando no livro.
- 15:00 / 18:00 - Trabalho no livro.
- 18:00 - Pausa para o lanchinho e ainda pensando no livro.
- Depois do lanchinho trabalho no livro mais umas duas horas e depois vou fazer coisas pessoais (sim, eu tomo banho).
- À noite janto e assisto a um filme ou a algum programa.
- Sono, sono, vou para a cama e leio algum outro livro, para tentar não pensar no livro que estou trabalhando.
- 1:00 / 8:00 - Durmo e às vezes sonho com o livro que estou ilustrando.

Haja paciência do meu marido, que me atura falando do livro o tempo todo.
Imagino que com atores seja um pouco parecido, pois entro no personagem e tento interpretar o texto de acordo com o que imagino que ele faria, como agiria.
Faço esse primeiro boneco (bem pequeno só para marcar distribuição de texto e ilustração) e aqueles trechos que ficaram empacados viram páginas em branco que preciso completar.
Construo um segundo boneco, esse sim, nas medidas do livro, para trabalhar melhor com a composição da página e, nesse meio-tempo, preencho as tais páginas que estavam em branco.
Como utilizo o computador para fazer as ilustrações, preciso escanear esse boneco que está com os desenhos a lápis e montar um virtual para que possa enviar por e-mail para a editora. (Se a Escrita Fina fosse aqui em São Paulo ou se eu morasse no Rio, levaria o boneco pessoalmente e aproveitaria para tomar um cafezinho, ou no meu caso, um chazinho).
Juntamente com esse boneco virtual, envio uma das ilustrações finalizadas, assim, a editora tem uma ideia bem próxima de como ficará o livro pronto.
Para mim, aqui já acabou o trabalho mais difícil. Com o boneco e a primeira ilustração aprovados o livro está praticamente pronto.
Começo então a fazer as ilustrações de fato. Aí são dias, semanas sentadas na frente do computador, desenhando e pintando. Trabalho duro, porém feito com grande satisfação.
Quando estão prontas, envio as imagens por e-mail e depois faço eventuais ajustes para que tudo saia direitinho.
É demorado, trabalhoso, às vezes bem difícil, e eu adoro.

*Para quem não sabe, boneco ou boneca é como chamamos o protótipo do livro, geralmente feito de maneira artesanal.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

É uma história portuguesa, com certeza!

Quando eu cheguei aqui à Escrita Fina, a primeira coisa que as meninas fizeram foi correr pra me mostrar O livro da avó:
O livro da avó é lindo!”
“Choro toda vez que eu leio.”
“ Ai, as ilustrações do Luís são uma coooooisa.”

Juro. Esse livro causou um verdadeiro frisson aqui, entre editoras, autores, pessoas agregadas aleatórias que vinham visitar... todo mundo babava e perguntava :  – Quando sai?
Pois é, meu povo, saiu. E olha, não é porque é um exemplar Escrita Fina, não, mas ó... é um dos livros mais belos e singelos nos quais eu já pus as mãos na minha vida (e que outros autores e ilustradores não fiquem enciumados!). E como toda coisa bonita que a gente faz, deu um senhor trabalho. Foram idas e vindas da gráfica, provas de cor até ficarmos zarolhos e até a ilustre vinda dos originais themselves de Póvoa de Varzim ao Rio de Janeiro (imagina o nosso desespero  cuidado com tamanhas obras de arte em nossas mãos!). Nós, aqui da Escrita Fina, somos team Luís pra sempre! E vem mais coisa dele por aí, mas não vou contar agora pra não estragar a surpresa.
Inaugurando a conexão Portugal–Brasil, estreando: O livro da avó que, cá pra nós, daria um belíssimo presente de Natal. 
Ah! E sabe todos os comentários do início do post? Pura verdade.  Eu desafio até o mais insensível dos marmanjos a não chorar com essa história maravilhosa.

Inté!
Luíza Costa

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O que vem por aí 2 - a missão

Olá, pessoal!

Como já lhes foi devidamente narrado, a nossa rotina é bem agitada. Imaginem fazer aquilo tudo descrito no post “Cotidiano” com mais de um livro? Não se pode dizer que nossa vida é sem emoção! =D

Mas hoje eu vim só falar um pouquinho de um filho especificamente: o livro do grande jornalista Ricardo Kotscho, Vida que segue – Balaio do Kotscho: crônicas revisitadas. Selecionamos algumas crônicas de seu blog, o Balaio do Kotscho, que abordam temas como ética, solidariedade, e posso dizer a vocês que o resultado ficou bem legal... A linguagem é muito leve, e os assuntos, muito atuais. Aquele tipo de livro que você vai lendo, e, quando vê, já acabou!
Estamos em processo “indo-pro-final” do livro, e já chegamos à última revisão! Ou seja: hora de acertar os últimos detalhes, vistos por mais um olhar diferente!
E, na nossa área, todos os olhares são muito bem-vindos, podem ter certeza!

Enfim, aguardem mais um pouquinho e em breve, iniciozinho de 2011, teremos o lançamento desse livro leve e gostoso de ler, que, como toda coisa boa, faz o tempo passar sem você sentir...

'Té a próxima!

Carol : )

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Entrevista - Luís Ernesto Lacombe

O apresentador dos programas Esporte Espetacular e Placar da Rodada, Luís Ernesto Lacombe, dedica sua vida ao jornalismo televisivo desde 1988. Já trabalhou em emissoras como Bandeirantes, Manchete, RBS TV e, atualmente, está na Rede Globo. Vive no Rio, já morou em Florianópolis e viaja pelo mundo por conta da profissão. É pai de Pedro e Bruno, para quem dedicou E aí, Bicho?.
  
Conversamos com o jornalista, que se aventurou no mundo da poesia, uma de suas maiores paixões. 


Escrita Fina: Como você descobriu sua paixão pela poesia?
Lacombe: Meu avô materno, Américo Jacobina Lacombe, foi um grande historiador, membro da Academia Brasileira de Letras. Ele tinha uma biblioteca, com 20 mil volumes, que tomava todo o terceiro andar da casa onde morava. Éramos vizinhos de rua... Então, cresci no meio dos livros, e meu avô sempre me incentivou a ler. Por acaso, os primeiros livros que ele me deu eram de poesia. Acho que me apaixonei já no primeiro verso...

O que significou escrever um livro infantil, dedicado para os seus filhos?
Como jornalista de televisão, obrigado a trabalhar nos fins de semana e feriados, tendo que viajar muito, dedico bem menos tempo do que gostaria ao convívio com meus filhos. Ter escrito um livro dedicado a eles foi uma maneira de estar mais próximo dos dois, de incentivar neles o amor pela leitura, em especial, pela poesia, e também, é claro, o amor pelos bichos, que eles sempre demonstraram.

Como foi o processo de escrita do livro, escolha do tema e do título?
Quando meus filhos eram menores, eles eram fascinados por bichos. Íamos muito ao zoológico, eles ficavam muito tempo assistindo a documentários sobre bichos selvagens na televisão... Queria poder passar para eles, de um modo divertido, algumas informações sobre os bichos. 
Fiz uma pesquisa na internet sobre as características físicas e de comportamento de bichos indicados pelos meus filhos. Depois, foi só sentar e escrever. Todos os sonetos foram escritos em 2003, em poucas semanas.
Minha ideia inicial era que o título fosse Sonetos dos Bichos... Mas ‘sonetos’, definitivamente, não quer dizer muita coisa para uma criança. Então, pensei em E aí, Bicho?...

Seus filhos já têm o hábito da leitura?
Felizmente, sim. Eles estudam numa escola que incentiva muito a leitura. Minha mulher e eu também costumamos passear com os meninos em livrarias e, quando eles se interessam por algum livro, compramos na hora. Eles já têm uma biblioteca bem razoável. Também instalamos na cama de cada um deles luzes de leitura. Como os dois fazem questão de dormir no mesmo quarto, quando um quer ler até mais tarde não incomoda o outro... Meu caçula, o Bruno, principalmente, é um leitor voraz. Se a gente deixa, ele fica até tarde lendo.

Qual a importância que a literatura tem na sua vida?
Não consigo imaginar a minha vida sem livros. Claro, já li muito mais do que hoje, até quatro livros, de gêneros diferentes, ao mesmo tempo. Mas, como o jornalista de televisão e o escritor/leitor nunca se entenderam tão bem, hoje em dia, leio menos. A literatura me fez escrever melhor, ter melhores ideias, um horizonte mais amplo... O livro diverte, o livro emociona, o livro informa, o livro forma o pensamento, o livro faz pensar, o livro aumenta a criatividade, o livro é fundamental!


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

E aí, Bicho? - Noite de autógrafos na Livraria Argumento

Noites de autógrafos costumam ser eventos em que parentes e amigos encontram-se para prestigiar o autor que está lançando um livro. No dia 30 de novembro, Luís Ernesto Lacombe, apresentador do programa dominical Esporte Espetacular (Rede Globo), não decepcionou: reuniu familiares, amigos, colegas de trabalho e muitas crianças, todos animadíssimos com a oportunidade de dar uma primeira olhada no recém-lançado E aí, Bicho?. O trabalho, modéstia à parte, ficou lindo e trouxe muito orgulho para a editora.

De mala, cuia e banner embaixo do braço, nossa equipe foi para a Livraria Argumento recepcionar os convidados. Um lanchinho para saciar a fome e, em seguida, à espera pela estrela da noite. Um pouco depois das 19h, o autor chegou, ainda de crachá pendurado no pescoço, esbaforido, mas feliz, pronto para seu debut no mundo da literatura infantil.

A escritora Thalita Rebouças, os jornalistas Cristiane Dias, Glenda Kozlowisk, Luciana Ávila e Sidney Garambone, todos integrantes do quadro de jornalistas esportivos da Rede Globo, estiveram presentes para prestigiar Lacombe. Os filhos pequenos, claro, acompanharam os pais nesse encontro para desvendar os mistérios dos animais selvagens. Ontem, o programa Vídeo Show apresentou matéria exclusiva gravada com o autor. 

 (Thalita Rebouças, Lacombe, Glenda Kozlowisk e Luciana Ávila. Foto: Roberto Filho)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cotidiano

Hoje eu gostaria de contar-lhes, em linhas gerais, como é o cotidiano de nossa editora, imagino que alguns devem ter curiosidade sobre isso, né? Então, vamos lá.
O trabalho editorial propriamente dito começa com a escolha dos títulos, ou seja, com a análise dos originais que os autores nos enviam espontaneamente ou que encomendamos. Isto demanda um tempo de leitura e análise. Em se tratando de títulos nacionais, decidido que o original deve ser publicado, começa  a etapa de edição do texto. O original é enviado a um preparador/ preparadora de originais que fará a edição do texto propriamente dita observando as diretrizes da coordenadora editorial – eu­ – para o tratamento do texto (aqui, na Escrita Fina, em muitos textos, sou  eu mesma, a coordenadora, quem faz a preparação do original). Paralelo a isso, vão se desenrolando as conversas com um designer para a criação do projeto gráfico de capa e miolo (algumas vezes designers distintos fazem o projeto da capa e do miolo de um mesmo livro). No caso da literatura infantil, se desenvolve também nesse momento o acordo com um ilustrador (às vezes o designer é também o ilustrador).
Depois que termina a preparação, quando é feita por terceiros, analisamos as indicações de mudança do preparador(a), e as efetuamos,  se, realmente, ao cabo de nossa análise, as julgamos procedentes.
Em seguida, o texto é enviado para o designer e é criado definitivamente o projeto gráfico. Então se impõe o momento dos ajustes desse projeto, o que equivale a dizer que o texto passará muitas vezes das mãos do designer para as mãos da equipe editorial e vice-versa, tudo para lapidar ao máximo o livro. Finda essa parte, o texto segue para revisão (o infantil e o juvenil devem ter pelo menos duas revisões, mas o ideal são três, uma vez que estamos lidando com leitores em formação). Quando volta da revisão, temos que  checar (avaliar) as emendas sugeridas pelo revisor. Após checadas, vão para o designer para serem inseridas aquelas que são realmente necessárias. Depois de inseridas, o designer manda de volta para batermos as emendas, ou seja, verificarmos se todas foram realmente inseridas. Concomitantemente, se o livro tem ilustrações, elas também estarão sendo ajustadas, porque as ilustras não nascem sempre perfeitas. Por fim, enviamos o pdf final para os autores fazerem sua última leitura e darem sua aprovação. Vale dizer que até o derradeiro minuto antes de enviar o arquivo para a impressão (no nosso caso sempre na maravilhosa gráfica Stamppa), alterações podem e costumam ocorrer.
Bom, resumidamente, é este o nosso dia a dia na Escrita Fina.
Essa deliciosa rotina editorial eu comecei , sozinha, em agosto de 2009 (agora estou nas ótimas e eficientes companhias de Carol e Luíza) e não posso deixar de agradecer a pessoas queridas que me apoiaram e me auxiliaram  nesse iniciozinho, pessoas que confiaram em mim: Fábio Sombra, Laura Bergallo, Heloisa Prieto, Helena Gomes, Janaina Tokitaka, Gustavo Bernardo, Amâncio Leão, Moisés Liporage, Angélica Lopes, Ana Letícia Leal, Sandra Lopes, André Côrtes, John Lee Murray, Martha Werneck, a equipe do Studio Creamcrackers e a minha maravilhosa amiga, tantas vezes meu prumo e meu discernimento, Cristiane de Andrade Reis.
Meu carinho,
Laura van Boekel

Obs.: estamos saindo daqui a pouco para o lançamento do livro E aí, Bicho?, do Luís Ernesto Lacombe e  da Escrita Fina, na Argumento do Leblon, a partir das 19 horas. Encontro vcs lá?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Procura-se Tejucupapo

Devo dizer que uma das coisas mais bacanas de trabalhar na Escrita Fina é o necessário ir e vir da Biblioteca Nacional. Sim, meus caros, nem tudo o Google pode fazer por você. A máxima “se não está no Google, não existe” não vale para o mercado editorial. No entanto, se você for até a Biblioteca Nacional e não encontrar o que está procurando... aí, meu amigo, como diria Gilberto Gil, “aquele abraço!”. Foi assim que começou a saga desta editora assistente de arte que vos fala.

Não sei bem de quem partiu a ideia, mas um belo dia ficou decidido que um mapa de Pernambuco em 1640 seria imprescindível no livro Olhos de fogo (e se você quiser saber o porquê disso, leia o livro, pois eu não vou estragar a surpresa e contar aqui!!). Mais precisamente, um mapa onde constasse Tejucupapo, a Cidade Maurícia e otras cositas más. E lá fui eu pro São Google que, obviamente, pouco entende daquilo que é tão “das antigas” assim e me trouxe uns mapas lá da Holanda. Até aí, lindo.... se a gente não tivesse só duas semanas pra entrar em contato com o tal instituto holandês, conseguir trazer os mapas pro Brasil (a um custo razoável), resolver direitos de reprodução e outras burocracias e ainda colocar a nossa equipe mágica do Studio Creamcrackers pra trabalhar no mapa, no livro e colocar o bicho todo pra rodar na gráfica. Não rolou.

A segunda ideia foi ligar pro IBGE (ora pois, nós temos um instituto de GEOGRAFIA e estatística aqui em terra brasilis e não vamos usar?) e descobrir que eles também não têm coisas “das antigas”. Mas lá nos contaram que quando eles precisam de mapas do arco-da-velha, só a Biblioteca Nacional salva. E ela nos salvou também. Com a ajuda do simpático Praxidis, do departamento de cartografia, achei o mapa belíssimo que vocês encontram no livro (infelizmente sem Tejucupapo marcado). Deu trabalho, mas ver o livro prontinho e do jeitinho que a gente planejou, valeu super a pena.

Aproveitando o post e mudando de livro assunto, vamos nos gabar um pouco de ter um livro nosso recomendado pela Simone Magno, no “Tempo de Letras”, da rádio CBN: Contos Macabros. Taí mais um motivo pra ler, não é?

Beijocas,
Luíza - com z, como a do Tom Jobim ;-)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que vem por aí...

Oi, pessoal!
Depois dessa apresentação, que dispensa comentários, vamos então iniciar nossas atividades por aqui!

E começamos no gás, porque esse último fim de semana de novembro vem cheio de lançamentos!
Teremos Cadê seu peito, mamãe?, de Ivna Maluly e ilustrado por Camila Carrossine. Será no sábado, dia 27 de novembro, às 17 horas, no Museu da República. Esse livro aborda o tema do câncer de mama de uma maneira extremamente delicada! E o lançamento ocorre no Dia Nacional de Combate ao Câncer.
No dia seguinte, 28 de novembro, às 11 horas, na Livraria Argumento (Leblon), é a vez do livro Histórias de Natal, contos populares recontados por Augusto Pessôa, que também ilustrou o livro! Ah! E ainda haverá uma sessão de contação de histórias com o próprio Augusto.

E não para por aí não! Já na terça-feira, 30 de novembro, às 19 horas, na Livraria Argumento (Leblon), o jornalista Luís Ernesto Lacombe lança o seu E aí, bicho?, com ilustrações de Ana Terra.

Uma das coisas mais saborosas do nosso meio é ver esse resultado: o livro, prontinho em nossas mãos...
Fazer um livro é um processo tão grandioso que não tem como descrever em poucas linhas!
Mas isso é história dos próximos capítulos, né?
E que venham muitos! =)

Té mais!
Carol

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Apresentação

Edito, logo existo. Ao editar, penso, duvido, questiono, me inquieto, me desencontro, me encontro, me realizo. Quando recebi a proposta de me tornar responsável pela criação e coordenação desta marca editorial, a Escrita Fina Edições, voltada para o público infantil e juvenil, confesso que fui ao Céu.
Sim, muitos desafios e ansiedade me aguardavam pela frente, mas também o prazer esperava por mim. Ah! este seria muito maior que todos os percalços, eu não tinha dúvidas. E, desde a fundação da Escrita Fina, em março deste ano, assim vem sendo. E o melhor de tudo: edito literatura infantil e juvenil, ou seja, contribuo para formação de jovens leitores. Essa contribuição busco fazer ofertando a pluralidade. Mas como, não é? Quais são os critérios que definem essa pluralidade a que me refiro? Pra mim, são dois os principais: o prazer estético e o prazer intelectual. Os livros da Escrita Fina Edições buscam, por meio da arte da palavra, da elegância discursiva (passível de estar presente tanto em registros formais quanto informais) e da beleza das imagens gráficas, proporcionar ao jovem leitor não nenhum tipo de lição, mas, sim, oportunidades de questionamento, de construção de sentido, de ressignificação e de fruição, tanto no plano emocional quanto no intelectual. O que pretendo é oferecer aos leitores (em sua maioria crianças e adolescentes) terreno propício para interpretações, investigações, ou seja, para o exercício de sua subjetividade. E assim também ajudar a mostrar que a literatura infantil e a juvenil não devem ser tratadas como um degrau para a literatura destinada ao público adulto, uma vez que elas não são um vir a ser, mas simplesmente são; carregam suas especificidades próprias, de imenso e cabal valor.
Bom, estes são meus objetivos editoriais, que obviamente não realizarei sozinha, mas sempre com  a participação de minha competente equipe editorial: Carol, encarregada de me assessorar na edição de textos, e Luíza, na edição de arte gráfica. 

Um beijo carinhoso,
Laura van Boekel