quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Procura-se Tejucupapo

Devo dizer que uma das coisas mais bacanas de trabalhar na Escrita Fina é o necessário ir e vir da Biblioteca Nacional. Sim, meus caros, nem tudo o Google pode fazer por você. A máxima “se não está no Google, não existe” não vale para o mercado editorial. No entanto, se você for até a Biblioteca Nacional e não encontrar o que está procurando... aí, meu amigo, como diria Gilberto Gil, “aquele abraço!”. Foi assim que começou a saga desta editora assistente de arte que vos fala.

Não sei bem de quem partiu a ideia, mas um belo dia ficou decidido que um mapa de Pernambuco em 1640 seria imprescindível no livro Olhos de fogo (e se você quiser saber o porquê disso, leia o livro, pois eu não vou estragar a surpresa e contar aqui!!). Mais precisamente, um mapa onde constasse Tejucupapo, a Cidade Maurícia e otras cositas más. E lá fui eu pro São Google que, obviamente, pouco entende daquilo que é tão “das antigas” assim e me trouxe uns mapas lá da Holanda. Até aí, lindo.... se a gente não tivesse só duas semanas pra entrar em contato com o tal instituto holandês, conseguir trazer os mapas pro Brasil (a um custo razoável), resolver direitos de reprodução e outras burocracias e ainda colocar a nossa equipe mágica do Studio Creamcrackers pra trabalhar no mapa, no livro e colocar o bicho todo pra rodar na gráfica. Não rolou.

A segunda ideia foi ligar pro IBGE (ora pois, nós temos um instituto de GEOGRAFIA e estatística aqui em terra brasilis e não vamos usar?) e descobrir que eles também não têm coisas “das antigas”. Mas lá nos contaram que quando eles precisam de mapas do arco-da-velha, só a Biblioteca Nacional salva. E ela nos salvou também. Com a ajuda do simpático Praxidis, do departamento de cartografia, achei o mapa belíssimo que vocês encontram no livro (infelizmente sem Tejucupapo marcado). Deu trabalho, mas ver o livro prontinho e do jeitinho que a gente planejou, valeu super a pena.

Aproveitando o post e mudando de livro assunto, vamos nos gabar um pouco de ter um livro nosso recomendado pela Simone Magno, no “Tempo de Letras”, da rádio CBN: Contos Macabros. Taí mais um motivo pra ler, não é?

Beijocas,
Luíza - com z, como a do Tom Jobim ;-)

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