sexta-feira, 26 de abril de 2013

Escrita cultural: não tem erro! ;-)

Andrea divando na Cultura

Em março a gente começou um flerte meio tímido com o pessoal da Cultura. Todo sábado o encontro era marcado e um monte de gente aparecia lá. Um namoro meio poligâmico foi tomando forma: nós, os autores, os livreiros e vocês, é claro! Assim nasceu uma paixão arrebatadora dessas que só a leitura é capaz de proporcionar. Dia 20 de abril, por exemplo, foi a vez da Andrea Viviana Taubman contar pra galera sobre O menino que tinha medo de errarDepois de um "date" desses, é claro que a Cultura se derreteu toda e se rendeu aos nossos encantos de vez. 


Agora a coisa ficou séria e a Escrita está toda, toda com os xamegos da Livraria Cultura. Estaremos firmes e fortes em todos os finais de semana dos próximos três meses desfilando o nosso ar apaixonado pelas Culturas do Rio de Janeiro. Ô cidadezinha pra inspirar romance, viu!
E o casal Cultura + Escrita é pra lá de diferente. Não temos olhos apenas um para o outro: só temos olhos pra vocês! E é por isso que nossos autores queridos também marcarão presença com seus livros mais que especiais. 
Coloca a roupa de domingo, borrifa o perfume, toma um banho caprichado e vem com a gente!
Pra saber a programação é só clicar nos banners abaixo ;-)

Lembrando que o livro da Ana Cristina Melo no banner da direita é o Amizade desenhada, ilustrado pela Cris Alhadeff (que também colocou sua mãozinha mágica em O banho de Nina e Aniversário no cemitério. Frederico e O menino que tinha medo de errar são obra da Camila Carrossine. Um menino chamado Negrinho fica por conta do Luis Silva. Histórias da terrinha é obra da Babi Wrobel Steinberg. Família Alegria a gente põe na conta da Carla Irusta. Quibungo é fruto da imaginação do Allan Rabelo. Botas e bolas, Sapo e sopa e Acobra e a corda são coisa da Fernanda Morais. E O Terrível guerreiro saiu da caixola da Morgana Mastrianni. Ufa! Haja ilustrador talentoso nessa editora!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

101



Há 101 anos, o "inaufragável" Titanic bateu a cassuleta, subiu no telhado, foi desta pra melhor e virou lenda. Um evento triste, mas que inspirou tantas e tantas histórias que vocês provavelmente não aguentam mais ouvir sobre o tal do navio, certo? Errado!

Lembram da nossa teoria sobre o famigerado "figurinha repetida não completa album"? E lembram que a gente super acredita que, bem... depende da figurinha? Pois o JP Veiga conseguiu a proeza de contar uma história inspirada na figurinha repetidíssima do Titanic, porém superoriginal. Um olhar meio livro, meio câmera, meio ficção, meiobiografia... A gente não sabe bem como classificar Robinson Titanic e também nem é necessário. A graça é essa! Tudo o que vocês precisam saber é que de todas as histórias já contadas sobre o naufrágio, essa, definitivamente, vocês jamais imaginariam. Ou será que sim?

Fica aqui a nossa pergunta: e se, 101 anos depois, vocês pudessem visitar o Titanic naufragado, o que  acham que iriam encontrar?

Depois é só ler o livro e descobrir o que o protagonista do Robinson Titanic encontrou. A gente aposta que vocês vão ficar mais surpresos que o Zagallo!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

O álbum de figurinhas da Helena


Diz o ditado que figurinha repetida não completa album. A elas são reservados o jogo de bafo, as trocas, e, às vezes, até a lixeira. Oh triste fim!
Aqui na Escrita, onde a gente adora subverter o senso comum, a banda toca diferente. Figurinha repetida, pra nós, é estrela. E é por isso que a gente adora colar a Helena Gomes no nosso álbum de lançamentos.
Há algumas semanas andamos torturando vocês com teasers e mais teasers sobre A donzela sem mãos e  a espera acaba aqui. Neste terceiro livro da Heleníssima, lançadopela nossa humilde residência, a prosa toma um rumo um pouco diferente. Nossa primeira dama brazuca da literatura fantástica resolveu escrever, ou melhor, recontar contos populares. E, pra variar, ela arrasou na empreitada! Ah! E na cola do texto temos também as ilustras do Kako, pra coisa ficar ainda mais sombria, belamente sombria... buuuuuuh!
Chega de blá blá blá e simbora passar a palavra a quem interessa: com vocês, Helena Gomes! *aplausos 

"Acontecem coisas surreais em contos populares, como personagens que mal se conhecem e já querem se casar, vilões sempre feios de matar eheróis sempre lindos de morrer, coincidências impossíveis de acreditar e,principalmente, tramas que nem sempre são bem amarradas. O desafio foi recontar as cinco histórias deste livro do meu jeito, ora seguindo as versões originais, ora me afastando delas, a cada momento procurando dar sentido às lacunas deixadas pela tradição oral e pelos folcloristas que as recolheram. E, acima de tudo, valorizando a magia responsável por conquistar gerações de fãs através dos séculos.
Escrever uma adaptação como esta era um sonho antigo, desde que ganhei da minha mãe o livro Contos Maravilhososde Theobaldo Miranda Santos. Isto aconteceu em 1976, quando eu tinha dez anos. Antes e depois dessa época, li e reli muitas vezes meu volume preferido do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato: Fábulashistórias de tia Nastácia ehistórias diversasGuardo os dois livros com carinho até hoje.
Não foi preciso muito mais do que isso para que os contos populares me conquistassem de vez. Aliás, esses dois livros continuam me influenciando até hoje: suas versões de "A moura torta", "As túnicas deurtiga" e "A rainha que saiu do mar" me ajudaram a criar as minhas.
Também consultei fontes valiosas como Câmara Cascudo, Sílvio Romero, irmãos Grimm, Clarissa Pinkola Estés, Bruno Bettelheim e Figueiredo Pimentel. A escritora e especialista em contos de fada, Rosana Rios, me orientou bastante nesta pesquisa. Veio dela a sugestão para que eu recontasse "A donzela sem mãos" e "O porco encantado". Obrigada, Ro! Nas próximas páginas, é esse pedacinho de magia da minha infância que divido com você.
Boa leitura!
Helena Gomes"