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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Entrevista com Heloisa Prieto



Ainda no embalo do lançamento de ontem (a maior festa!) do livro Escrita Secreta, na Livraria Cultura da avenida Paulista, em Sampa, segue abaixo um papo legal e revelador entre a entrevistadora Gabriella Mancini, jornalista e roteirista , e nossa querida entrevistada Heloisa Prieto,  autora – premiadíssima – do livro.
 "– Eu detesto diários. Não sei se sempre os detestei.
– Então escreva cartas.
– Para quê? Para quem?
– Para si mesma. Depois, se quiser, rasgue tudo. Queime. Palavras escritas ficam para sempre impressas. De um jeito ou de outro."
Trecho do livro “Escrita secreta”

Palavras reveladas 
 Em “Escrita secreta”, o mistério – artifício recorrente na obra de Heloisa Prieto – começa na capa, que traz o título escondido sob uma aba. À medida que a leitura avança, o livro surpreende, indo na contramão: a proposta aqui é revelar a autora, nos aproximar de seu universo em textos que refletem sobre a própria escrita.
 O leitor se sente como quem tem acesso a um diário ou gaveta de ideias da escritora, entrando em contato com memórias de infância, imagens de família, frases soltas, confissões, lendas e poemas que marcaram a autora  – fragmentos de narrativa antes guardados, “escondidos”, que agora ganham valor em si.
 A corajosa exposição de Heloisa é feita sem alarde, em silhuetas, entrelinhas, sutilezas. Introspecção e delicadeza aparecem também nas fotos de Priscila Nemeth e Anne Bergamin Checoli que acompanham os textos, potencializados pela arte gráfica de Eugênia Hanitzsch.
 A seguir, Heloisa conta mais sobre seu novo livro e seu processo de escrita.

Gabriella Mancini: Por que revelar escritos secretos?
 Heloisa Prieto: Sempre me perguntam se tenho histórias inacabadas. Percebo que muita gente abandona a escrita pessoal por não saber como terminar um conto ou romance. Senti então vontade de mostrar o lado mais secreto da minha criatividade, o avesso mesmo. As frases que me fazem pensar, recontos antigos que vivo montando, como a lenda do vale, do poeta Nerval, histórias sem resolução final. Ao fazer isso, percebi que os fragmentos do livro eram diferentes de antologias de prosas poéticas, mais reflexivos e contemplativos. Compreendi melhor a mim mesma. Para mim, viver é caminhar no fio da navalha, como diria Somerset Maugham, cuja obra releio constantemente.

GM: "Escrita secreta" cita textos abandonados/guardados, memórias, notas em pedaços de papel. Eles foram todos criados para este livro ou também estavam guardados na gaveta ou em papéis soltos?
 HP: A ideia veio de algo bem prosaico: fui mudar meus arquivos de um computador para o outro e o técnico resgatou um antigo conjunto de textos intitulado: ideias. Percebi, ao reler tudo, que eles não teriam continuação. Quer dizer, não eram textos germinais e sim finais.

 GM: Você tem ou já teve diários?
 HP: Sim, quando era menina, escrevia diários e os escondia no meio das estantes da biblioteca do meu pai. Hoje em dia, mantenho várias anotações. Ando sempre com caderninhos onde esboço frases, sensações. Ultimamente ando praticando a técnica de traduzir uma percepção sensorial em narrativa. Criar os acontecimentos que geram a transformação interna. Também continuo com um arquivo de ideias no computador. Mas tenho boa memória auditiva.

 GM: Em um dos textos, o livro traz um pacto feito com um vampiro, tendo a escrita como protetora da personagem. O artista é uma espécie de médium, que vê ao redor o que ninguém mais enxerga, como parte de um pacto secreto. Você se sente prisioneira da escrita, ao “ver ideias” em tudo? Ou seja, a escrita às vezes é um incômodo (por não conseguir se desligar dela)?
 HP: Não existem regras para minha escrita. Ela é um espelho que me ajuda a decifrar a vida, as pessoas, os meus medos. Ao mesmo tempo, há momentos de encantamento puro que vivencio e tento capturar por meio dos personagens e situações. Finalmente, a escrita é minha forma de manter vivas pessoas que já partiram e compartilhá-las com os leitores. Fiz um livro sobre a infância de meu pai, quando ele se foi. Sempre que vejo um leitor perguntar dele como se o conhecesse, fico feliz e emocionada. Meu pai foi uma de maiores influências, apaixonado pelos grandes mestres da escrita de aventura. E minha mãe, que posou para as fotos de dona Sofia. Digamos que meu pai era uma influência solar, sempre falando das viagens, defesa da natureza e animais. Minha mãe chamava minha atenção para os perigos invisíveis, tudo aquilo que nos assombra. Ela continua sendo uma exímia contadora de causos de terror. Narrar (e/ou escrever) é uma boa forma de pensar na vida.

 GM: Tem algum pudor ao escrever ou nada é impublicável?
 HP: Não tenho mais nada na gaveta agora.  Não escrevo com pseudônimo, e não guardo mais nenhuma escrita secreta. Este livro foi algo que exigiu coragem. Uma forma de desnudamento mesmo.

 GM: Você vem se dedicando à meditação e à ioga. Como isso tem interferido na sua literatura?
 HP: A ioga me ajudou a ver desde outros pontos de vista, literalmente. Ver o mundo de cabeça para baixo ou na posição do cachorro olhando para a lua, por exemplo, me fez resgatar uma alegria e curiosidade de infância. O trabalho físico da ioga, acompanhado por minha professora, Ana Borella, foi de grande impacto na minha criatividade.
Há alguns meses comecei a dedicar intensamente à meditação zen budista. As ideias passaram a fluir mais intensamente. No templo Busshinji, em São Paulo, tive o privilégio de conhecer um mestre zen, Dosho Saikawa, escritor e ilustrador, que tem me ensinado a técnica dos koans, breves contos de ensinamento. Além disso, por influência de nossas conversas, as novas histórias mostrarão mudanças na estrutura do enredo. Estou começando a apreender breves momentos de paz e contentamento, mesmo na turbulência complexa do mundo contemporâneo.



Para conhecer ainda mais o livro, é só acessar

http://www.escritafinaedicoes.com.br/

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um lançamento com cheirinho de biscoito!





Quem não gosta daquele cheirinho de bolo recém-saído do forno? E aquele shake delicioso, que só a sua avó sabe fazer mesmo que não saiba que o nome daquela bebida é shake? Estas memórias superafetivas levaram a Cristina Villaça e a Carolina Villaça Parker a escrever esse livro que é uma gostosura! Minha festa de faz de conta é um livro recheado de receitas, para você mesmo fazer a sua festa, seja de aniversário ou de desaniversário! Porque, afinal, todo dia é dia de comemorações!

E para festejar esse lançamento, temos um evento com cheirinho de biscoito pra você! Vai dar para sentir o aroma do nosso evento pelos corredores do shopping Fashion Mall! Venha se divertir com a gente!

Se você não puder ir ao lançamento, mas está doid@ para conferir este livro, e começar a organizar sua festa, é só clicar aqui.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Auto-retrato




Estavam com saudades das nossas dicas supimpas de tumblrs? Pois estamos aqui, o que é que há?! E estamos egocêntricos. Egocêntricos literários, mas ainda assim egocêntricos.
E aí vocês perguntam:
Cuma? Onde já se viu alguém achar que ser egocêntrico é coisa boa? 
Pois nós explicamos! O tal do Instagram gera, a cada dia, uma quantidade enorme de autorretratos jamais vista na história deste país. Os tais, carinhosamente apelidados de selfies, têm gerado um burburinho sem fim. Críticos, adeptos, analistas sociais... todo mundo tem uma opinião. E a gente, que normalmente não teria lá muito a ver com o assunto, achou um tumblr bacaníssimo e resolveu entrar na brincadeira. É o Bookshelfies, um Tumblr pra mostrar duas das suas grande paixões: você mesmo (é claro!) e seus livros. 
Agora, pra ficar divertido mesmo, é só juntar os seus livros escritafinenses preferidos e fotografar a si mesmo. Ah! E não se esqueça de mostrar a foto pra gente :-)

domingo, 1 de setembro de 2013

É Carnaval na livrolândia!

 
Acabou a contagem regressiva, acabou a roeção de unhas, acabaram as crises de ansiedade. A Bienal taí, minha gente! Finalmente ela voltou pra gente!!!
 
Ah as loucuras que nós, amantes literários, fazemos nessa verdadeira livrofolia. Por exemplo, a gente sabe que você passou os ultimos meses treinando suas habilidades "instagramísticas" pra clicar o seu autor favorito quando ele aparecer lá no Rio Centro. A gente sabe que todas as suas economias irão desaparecer num piscar de olhos nos próximos dias. Ah!A gente também sabe que tem um montão de livro que você comprou na Bienal passada e que ainda não teve tempo de ler. E a gente também sabe que isso não vai te impedir de comprar mais alguns este ano.
A gente sabe que você vai olhar cada corredorzinho com cuidado procurando pelo estande da Escrita Fina. Só que a gente não vai estar lá :-( Mas não precisa entrar em pânico! A Livraria da Travessa nos representará com muito carinho. Se bater aquela vontade incontrolável de ler um dos nossos títulos, é só passar por lá.
 
Bom Carnaval pra vocês :-)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Presente literário

A gente sabe que acertou na mosca quando conquista tanto o público em geral quanto os críticos literários. Pois nosso Aniversário no cemitério está na seleção de Agosto do Jornal de Letras. Taí um presentaço pros 100 anos do coveiro Rogério, hein! 

É só clicar que aumenta ;-)


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vamos falar sobre nada?


Ah, a filosofia! Uma senhorinha simpática com alguns milênios de idade e tão humilde, que mesmo com tantos anos de sabedoria nas costas, teima em dizer que não sabe é de nada. A filosofia nada mais é que uma contadora de histórias, uma observadora implacável com mania de fazer perguntas. Nada muito diferente de uma criança pequena intrigada com o mundo. Só que com a pobre da filosofia, ninguém tem paciência :-/
Ela, que um dia foi flor do campo, agora está relegada a pururuca do brejo. Chata, redundante, tediosa, pedante... são só alguns dos epítetos injustos dessa senhora. E se houve um tempo em que ela era debatida em praça pública, hoje mal tem espaço nas escolas. Tem até quem a chame - que absurdo! - de desnecessária. Ou até sobraram alguns que gostem dela, mas dizem ser coisa pra gente grande. 

Ainda bem que o Eduardo Fernandes e a Alessandra Montani não pensam assim. Pra eles, filosofia é coisa pra todas as "gentes": grandes, pequenas e médias.  Tanto é que resolveram filosofar em grande estilo: convidando sua filhota, Luisa, pra ilustrar o... nada. Não, não estamos doidos, o livro é sobre nada. Assim, meio absurdo mesmo. Porque a filosofia tem dessas coisas, sabe? Você começa a indagar sobre algo que parece ordinário. Mas nada é ordinário. E... e... acho que a gente tá se perdendo e é melhor deixar a explicação nas palavras do Eduardo: 

"Muito já foi dito sobre Muito. 
Aliás, sobre quase tudo.
Só não tinham falado nada sobre o Nada.
Mas o que é o Nada, senão a ausência de Tudo?
Não dá pra ter Tudo se não tiver o Nada.
Então é Tudo e Nada.
Mais que muito, e nada mais!"

Então nós, o Eduardo, a Alessandra, a Luisa e a senhora Filosofia deixaremos aqui o convite para o lançamento da A incrível história sobre o Nada em Sampa, no dia 4 de agosto, domingo agora, na Livraria da Vila - Cidade jardim. Nos vemos lá?


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Feliz dia do "desvira esse chinelo!!!"\o/


Quem aí não tem uma história de vó pra contar? Desculpem as mães, os pais e os professores, mas ninguém no mundo conta história tão bem quanto vó. E isso porque as vovós das antigas mesmo guardam tudo na caixola, porque lá nos idos da época delas, livro era artigo de luxo. 
As vovós mais modernosas já podem recorrer às letras impressas ou à tela de um tablet. Ou podem pegar carona nas ilustrações de um livro e inventarem a sua própria história. E mesmo com todos esses recursos disponíveis, há um click que dá quando uma mulher se torna avó: de repente ela se torna uma grande biblioteca de contos e sabedoria popular. Porque melhor que história de vó, é conselho de vó. E como bem sabe a Neide Barros, taí um ser humano especialista em salvar a vida da gente. Mas se você estiver em apuros em algum momento em que sua vovó esteja muito ocupada, a gente ajuda. É só pegar um Receitas da vó na estante e achar uma dica tiro e queda pra resolver o problema.& ;nbs p;
No dia da avó, achamos mais que justo que sejam vocês a contarem uma história pra ela. A dica já está dada :-)



sábado, 20 de julho de 2013

A nossa própria Canção da América ;-)

Foto de Snugg LePup


Amigo pode ser aquela coisa que o Balão Mágico cantava volta e meia num programa de tv. A amizade pode ser também aquela música do Fundo de Quintal que a galera do samba canta no final da festa como forma de demonstrar carinho aos convidados - geralmente quando já estão mais pra lá do que pra cá (o que não significa que o sentimento não seja verdadeiro, ora pois!). Amigos também podem ser um programa de tv anglófilo que se passa em NY, um pouco distante da nossa realidade brasileira, mas amigo é amigo em qualquer canto do mundo! O James Taylor também é chegado a cantar sobre os amigos . Os Beatles, auxiliados pela voz rouca do Joe Cocker, foram a trilha sonora de um dos seriados mais fofos do mundo sobre... advinhem? A amizade! E isso só porque estamos falando do nosso tempo, da galera da casa dos vinte e muitos anos pra lá. Mas amizade nunca sai de moda, e vocês, dos anos 90 pra cá, com certeza devem ter um montão de exemplos de retratos da cultura pop atual desse que é um dos mais sublimes relacionamentos interpessoais possíveis. Afinal, como diz o ditado, amigos são a família que a gente escolhe.
A literatura - é claro! - não poderia ficar de fora. E nunca ficou. A Escrita Fina, então... Pra gente, todo mundo é amigo. Nossos leitores, nossos blogueiros parceiros, nossos autores e ilustradores, nossa equipe. Tratamos de igual pra igual, com respeito, carinho e cumplicidade. Além disso, procuramos passar a mensagem adiante. Seja pros pequenos, com a Amizade desenhada, da Ana Cristina Melo e da Cris Alhadeff ou pros já não tão pequenos assim, com O dia seguinte, do Luis Eduardo Matta. 

Amigo, pra gente, é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito e na estante também :-)

Feliz dia do amigo!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Bordando amor por aí

Ilustra da Marcela para A linha e o linho
Nós cantamos a bola na semana passada, mas, para os esquecidos, nós cantaremos de novo. Quer dizer... o Gilberto é que vai cantar. Ou melhor, a Marcela é que vai bordar os versos do Gilberto ;-)
Hoje é o dia dos namorados, e, sim, a gente sabe que é uma data inventada. No entanto, nós acreditamos com todas as forças que qualquer pretexto pra fazer uma declaração de amor é válido. Se não der tempo de se declarar ainda hoje, não tem problema. Pode ser amanhã ou quem sabe daqui a alguns dias. Só não vale perder a coragem e ficar procrastinando, viu!
Prender "eu te amo" no peito causa uma dor tremenda e uma melancolia sem fim. Um conselho escritafinense? Solta o verbo! E se a timidez for mais forte, a gente dá uma sugestão: que tal "perder" um A linha e o linho na casa dela (ou dele), na mesa do colégio, na caixa de correio... Assim, como quem não quer nada, sabe? Ou, para os corajosos, não precisa perder coisa nenhuma. Embrulha pra presente e manda ver na dedicatória!

A gente tá aqui na torcida pra que todas essas possíveis futuras histórias de amor deem muito certo <3 Temos certeza de que o Gil e a Marcela ficarão orgulhosíssimos de fazerem parte delas.



terça-feira, 4 de junho de 2013

Canção de amor




Vida de social media escritafinense é dureza. Como escrever um texto ouvindo "A linha e o linho"? Dureza. A pessoa não sabe se chora, se ri, se fica boquiaberta, se fica com cara de boba... A única certeza é de que tá na hora de pausar a música ou esse texto não sai é nunca!
*Pause*
Pois bem... Como a gente já disse uma vez: está chegando aquele dia  que todos os solteiros amam odiar: o Dia dos Namorados. O pânico rola solto! Tem solteiro que corre pra Santo Antônio, tem solteiro que corre pra farra, tem xamegado querendo ficar solteiro... Mas o desespero geral mesmo é o dos xamegados que não fazem ideia de que presente comprar. Não que a gente acredite nisso de que amor e presente andam de mãos dadas. Mas pra quem curte fazer aquele agrado, fica aqui a sugestão. 
Hmm... Acho que entregamos o jogo já no primeiro parágrafo de que o nosso livro, cujo texto é a letra da linda canção do  Gil, é a nossa pedida, né? Afinal, taí uma declaração de amor prontinha e linda de mão beijada. E com ilustras maravilhosas. E a um precinho camarada (somente R$15,00). E é o Gil, poxa! Quando no mundo se tem a oportunidade de pegar versos de Gilberto Gil emprestados e bordados pra dar de presente? Só quando a Escrita dá uma força.
E se a grana estiver curta, vale também aquela serenata. Mas nem precisa se preocupar com os possíveis desafinos! Afinal, dizem por aí que o amor, além de cego, também é surdo ;-) 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Atenção, atenção: o aniversário no cemitério será adiado!



Calma, calma! Ninguém morreu. São apenas detalhes técnico-cristãos ;-) Devido ao feriado de Corpus Christi, o lançamento de Aniversário no cemitério que seria neste sábado, dia primeiro de junho, ficará pro dia 27 de julho (também sábado, às 11 horas). Assim, quem é de rezar, reza, quem é de ir à praia, vai e ninguém perde essa tenebrosa festança.
O quêêêê? Vocês estão com medo de um velhinho coveiro simpático desenhado pela Cris Alhadeff?De uma história inusitada de Alexandre de Castro Gomes? Ai, gente! Para! Estamos em pleno 2013 e vocês ainda acham que juntar fantasma + cemitério é motivo suficiente pra ficarem apavorados? Relaxem! Tim Burton já provou tantas vezes que dá pra ter graça (e muita graça!) no além. Agora é a vez tupiniquim, ora pois!
Ah! E olha a educação, hein! Não nos façam a desfeita de aparecer sem presente lá na Livraria Cultura do Centro. Afinal, não é todo dia que tem gente fazendo 100 anos por aí...  

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Todas nós somos um pouco Angelina Jolie



Ficar doente é dureza. Quando a doença é um câncer a dureza triplica. Mas e se junto com isso tiver um pequeno (ou vários) que depende da gente? Nesse caso, se a gente  tava borocoxô e deprimido, acaba tirando força sabe-se lá de onde pra seguir em frente.
Algumas mulheres tomam decisões duras e irreversíveis, como a Angelina Jolie. Retirar os dois seios pra prevenir um câncer é um ato tão pesado quanto a doença em si. É retirar uma parte da identidade feminina e um golpe na autoestima. Mas poucas coisas ajudam tanto as mulheres a irem levando quanto os seus filhos. Sim, moçoilos, hoje aqui é clube da luluzinha ;-)
A Jolie teve a chance de prevenir. Já nossa Ivna não teve tanta sorte (mas só no quesito câncer de mama, ainda bem).
Ivna Chedier Maluly teve que encarar o câncer de frente, com filho pequeno e tudo. E o conselho que ela deixou pra gente é o seguinte: joguem limpo com os pimpolhos (mas sem perder a ternura jamais!).
Pra nossa sorte, ela transformou o processo em um livro que pode ajudar a outras mães que talvez estejam no mesmo barco. Cadê seu peito, mamãe? foi um dos primeiro filhotes escritafinenses e é um baita orgulho ter a Ivna no nosso time!
Ao Globo ela contou um pouco mais sobre o processo de transformação do baque da doença em livro. E antes que a gente se derreta em lágrimas, segue aqui o link pra vocês chorarem também. Mas não se preocupem: são lágrimas de carinho e alegria ;-)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Black is beautiful!

Retratos do lixo, Vik Muniz


Há 125 anos, neste mesmo 13 de maio, extinguia-se oficialmente a escravidão do Brasil. Temos motivos pra comemorar? Claro que sim! Afinal, foram-se as chibatas, as correntes e o direito de possuir outro ser humano e considerá-lo inferior por causa do seu tom de pele. Temos motivos pra estarmos satisfeitos? Não.
A igualdade, na prática, ainda não chegou por aqui. Os negros ainda ganham salários menores, têm menos oportunidades de frequentar boas escolas, moram nas comunidades mais carentes e, em pleno 2013, ainda há quem os olhe de cima pra baixo. A coisa tá tão enraizada que tem negro que até tem vergonha de ser negro.
Mas as coisas estão mudando :-) O famigerado tal do "cabelo ruim" já é exibido em capas (poucas, é verdade)  de revistas como o cabelo bom que realmente é;ouvir um bom samba já não é motivo de vergonha; existe um pouquinho mais de boa-vontade com as religiões africanas; os lábios carnudos estão na moda e até o batidão do funk tem ganhado respeito. É pouco? É! Estamos caminhado a passos de tartaruga? Sim! Afinal, já se passaram 125 anos e muito pouco foi conquistado. 
Mas não adianta reclamar e reclamar e nada fazer. A nossa briga é pra fazer que livros como Um menino chamado Negrinho ou Vozes d'Africa sejam apenas belas (e tristes) histórias de um tempo distante e que elas nunca mais se repitam. Por um Brasil com menos Navio negreiro e mais Vida que voa.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Escrita cultural: não tem erro! ;-)

Andrea divando na Cultura

Em março a gente começou um flerte meio tímido com o pessoal da Cultura. Todo sábado o encontro era marcado e um monte de gente aparecia lá. Um namoro meio poligâmico foi tomando forma: nós, os autores, os livreiros e vocês, é claro! Assim nasceu uma paixão arrebatadora dessas que só a leitura é capaz de proporcionar. Dia 20 de abril, por exemplo, foi a vez da Andrea Viviana Taubman contar pra galera sobre O menino que tinha medo de errarDepois de um "date" desses, é claro que a Cultura se derreteu toda e se rendeu aos nossos encantos de vez. 


Agora a coisa ficou séria e a Escrita está toda, toda com os xamegos da Livraria Cultura. Estaremos firmes e fortes em todos os finais de semana dos próximos três meses desfilando o nosso ar apaixonado pelas Culturas do Rio de Janeiro. Ô cidadezinha pra inspirar romance, viu!
E o casal Cultura + Escrita é pra lá de diferente. Não temos olhos apenas um para o outro: só temos olhos pra vocês! E é por isso que nossos autores queridos também marcarão presença com seus livros mais que especiais. 
Coloca a roupa de domingo, borrifa o perfume, toma um banho caprichado e vem com a gente!
Pra saber a programação é só clicar nos banners abaixo ;-)

Lembrando que o livro da Ana Cristina Melo no banner da direita é o Amizade desenhada, ilustrado pela Cris Alhadeff (que também colocou sua mãozinha mágica em O banho de Nina e Aniversário no cemitério. Frederico e O menino que tinha medo de errar são obra da Camila Carrossine. Um menino chamado Negrinho fica por conta do Luis Silva. Histórias da terrinha é obra da Babi Wrobel Steinberg. Família Alegria a gente põe na conta da Carla Irusta. Quibungo é fruto da imaginação do Allan Rabelo. Botas e bolas, Sapo e sopa e Acobra e a corda são coisa da Fernanda Morais. E O Terrível guerreiro saiu da caixola da Morgana Mastrianni. Ufa! Haja ilustrador talentoso nessa editora!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

101



Há 101 anos, o "inaufragável" Titanic bateu a cassuleta, subiu no telhado, foi desta pra melhor e virou lenda. Um evento triste, mas que inspirou tantas e tantas histórias que vocês provavelmente não aguentam mais ouvir sobre o tal do navio, certo? Errado!

Lembram da nossa teoria sobre o famigerado "figurinha repetida não completa album"? E lembram que a gente super acredita que, bem... depende da figurinha? Pois o JP Veiga conseguiu a proeza de contar uma história inspirada na figurinha repetidíssima do Titanic, porém superoriginal. Um olhar meio livro, meio câmera, meio ficção, meiobiografia... A gente não sabe bem como classificar Robinson Titanic e também nem é necessário. A graça é essa! Tudo o que vocês precisam saber é que de todas as histórias já contadas sobre o naufrágio, essa, definitivamente, vocês jamais imaginariam. Ou será que sim?

Fica aqui a nossa pergunta: e se, 101 anos depois, vocês pudessem visitar o Titanic naufragado, o que  acham que iriam encontrar?

Depois é só ler o livro e descobrir o que o protagonista do Robinson Titanic encontrou. A gente aposta que vocês vão ficar mais surpresos que o Zagallo!