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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Feliz desaniversário, Andersen!


Há um mês, portanto em 2 de abril, foi comemorado o aniversário de nascimento de Hans Christian Andersen, data, aliás, que marca o Dia Internacional do Livro Infantil. Se Andersen estivesse vivo, teria completado 206 anos. Queria muito ter escrito um texto em sua homenagem, além de ter organizado a sessão de contação de histórias “Parabéns, Andersen!” com as autoras Cristina Villaça e Hellenice Ferreira. Mas, na verdade, só fui perceber, fazer contato com esse meu querer, depois da data festiva. Pensei: vou escrever mesmo assim, contar um pouquinho, resumidamente, a vida desse homem que tanto contribuiu para o desenvolvimento da literatura infantil (e que é meu ídolo, confesso!). Postarei no blog exatamente um mês depois de seu aniversário. Mas então, concluí, será um texto de comemoração de seu desaniversário (com a licença de Caroll, Alice,Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março e o Dormidongo)!Assim, cá está meu texto, minha singela homenagem.
Muitos dos que estão lendo (sim, eu acredito que o blog a cada dia que passa está sendo lido por mais e mais pessoas) sabem quem foi Hans Christian Andersen. Aos que não sabem, lhes digo agora: foi ele um famoso escritor dinamarquês de contos de fada. Nascido em 2 de abril de 1805, em Odense, cidade da Dinamarca, Hans Christian Andersen teve uma infância muito pobre. Sua mãe era lavadeira e seu pai, sapateiro. Filho único do casal, foi, por meio do pai, um amante das artes, que Andersen teve seus primeiros contatos com a literatura e o teatro. O pai sempre lhe contava histórias e fez para ele um teatrinho de marionetes com o qual Andersen não cansava de brincar.
Quando completou 11 anos, seu pai faleceu e ele teve que abandonar a escola para trabalhar. Três anos depois, Andersen se mudou para Copenhagen em busca de emprego como ator e acabou sendo aceito no Teatro Real da Dinamarca. Pouco depois, no entanto, estimulado por um colega que leu poemas seus, acabou se voltando para o estudo e a prática da literatura.
Escreveu romances adultos, peças de teatro relatos de viagens, mas foi por meio dos contos infantis que Andersen se tornou célebre. Muitos deles eram críticas à sociedade de sua época, como “A princesa e a ervilha” e “A roupa nova do rei” – uma curiosidade “O patinho feio” é uma história autobiográfica. Segundo o próprio Andersen, o patinho era ele mesmo, que sempre se considerou uma pessoa feia, com um nariz muito grande e os olhos pequeninos, como duas ervilhas.
Como até aquele momento do século XIX, praticamente não existiam autores que escrevessem para crianças, por sua grande produção voltada a esse público, Andersen é considerado um dos fundadores da literatura infantil. E é também por isso que foi instituída a Medalha Hans Christian Andersen, pela International Board on Books for Young People (IBBY), como prêmio para os maiores nomes contemporâneos da literatura infantojuvenil.
No ano passado, tive o grande prazer de conhecer Copenhagen, onde Andersen viveu durante vários anos e veio a falecer em 4 de agosto 1875. Lá tive a imensa satisfação de ver o quanto Andersen é reverenciado naquela cidade, bem como a literatura infantil. Além da famosa estátua da pequena sereia (personagem que dá título a uma das mais conhecidas histórias de Andersen) – um dos símbolos nacionais –, há uma imensa estátua do autor em uma das principais vias públicas, em frente a uma das entradas do maravilhoso Tivoli Parque (a foto acima mostra minha visita a essa estátua) e também um museu sobre a vida e obra do escritor, o Mundo Maravilhoso de Hans Christian Andersen (foi nesse local que li a informação de que o patinho feio é autobiográfico) e muitas outras esculturas que fazem referência ao autor e sua obra, como pude verificar numa visita a aos jardins públicos, ao lado do Castelo Rosenborg.
Fica aqui também minha reverência a Andersen e o imenso desejo de um dia ver, no Brasil, o mesmo amor e respeito pela literatura infantil que vi na Dinamarca.
Meu carinho a todos,
Laura

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fazes-me falta!

Agora que começamos com essa onda de booktrailler, segurem a gente! Estamos adorando e não vamos parar mais!!!
Essa semana saiu mais um, uma homenagem às vovós, que às vezes ficam esquecidas nos dias das mães, mas... ei! Elas são mães também. E duas vezes!!!
É por isso que a gente acha que você tem que caprichar no presente dela e, como somos corujíssimos com as nossas publicações, adivinha qual a nossa sugestão?
Sim, o nosso novo booktrailler é sobre... O livro da avó:


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Porque somos altamente recomendáveis


Sabe aquele delicioso sabor de vitória? Pois é... é exatamente o que estou sentindo com a distinção de Altamente Recomendável dada a três livros da Escrita Fina (Jogo da memória, Vozes d’África e O livro da avó) pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Sabor, aliás, que senti também quando sete de nossos livros foram premiados com a inclusão no Catálogo de Bolonha, também da FNLIJ. Sabor de vitória sabe por quê? Porque somos uma editora pequena e novíssima, completamos um ano  em março. Esses atributos, portanto, configuram uma outra condição:  uma equipe diminuta. Pouquíssimas pessoas para dar conta de muito trabalho, de muitas realizações de sonhos, em situações às vezes bem adversas para uma editora incipiente como a nossa! Então, é isso aí: vitória suada e merecida (sem modéstia)! Parabéns para toda a nossa equipe!!! Agora é só correr pro abraço...
Meu carinho a todos,
Laura van Boekel

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Namore uma menina que lê



Hoje Carol me deu um puxão de orelha: “ É dia de postar no blog!” E eu estava aqui enlouquecida, porque a minha monografia roubou toda a minha inspiração e o bloqueio bloguístico tava rolando solto. Até que a providência divina, sempre ela,  colocou esse blog no meu caminho. Fui parar direto num post com o qual me identifiquei muito: Date a girl Who reads ou, em bom português, “Namore uma menina que lê”.
Por quê?
Bem... se você souber inglês, é só ler o post. Se não souber, eu vou dar um resuminho das minhas partes preferidas. Uma menina que lê finge que leu James Joyce e entendeu só pra impressionar (eu li e não entendi hehe); ela fica linda superconcentrada lendo seu livro preferido; o closet dela tem mais livros que roupas e sapatos (eu!); ela não consegue decidir se gosta da Alice ou se quer ser Alice; alguém a pede em casamento de qualquer maneira criativa e ela diz que sim (L); quando ela tiver filhos, eles terão nomes estranhos baseados em personagens da literatura e muitas outras coisinhas. O texto é uma graça =)
Eu sempre fui a menina que lê e me senti super-homenageada. Afinal, existe essa lenda urbana de que a menina que lê é a chata sociopata dos óculos fundo de garrafa. Mentira! A menina que lê é inteligente, é interessante e é linda, sim! Mesmo que tenha os óculos fundo de garrafa. A menina que lê é um charme! Meninos, deem uma chance a menina que lê. Vocês não sabem o que estão perdendo...
Meninas (e meninos) continuem lendo. Lendo sem parar. Afinal, é isso que vai garantir meu salário no fim do mês   vai fazê-los crescer no sentido mais amplo da palavra. Talvez chegue o dia em que a menina que lê (ou o menino) se torne o mais popular da escola e não a que fica no cantinho. Estou fora da escola há algum tempo, não sei se esse dia já chegou (contem nos comentários!), mas não deixem de ler NUNCA! Podem acreditar, isso vai fazer uma diferença danada no futuro.
Ah! E podem ler os livros da concorrência também. Eu deixo ;-)
Xoxo
Luíza
a menina que lê, sempre leu e sempre lerá =)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sim, nós temos booktraillers!

Agora a nossa vida digital está completa! Hoje o canal da Escrita Fina no YouTube entra no ar com nada mais, nada menos que o booktrailler de Olhos de Fogo. Ainda não viu? Aqui ó:

terça-feira, 29 de março de 2011

Andersen com a gente!



Para celebrar o dia Internacional do Livro infantil e o aniversário de um dos maiores escritores da literatura Infantil, o dinamarquês Hans Christian Andersen,  a Escrita Fina Edições e a Livraria Malasartes promovem  uma sessão de contação de histórias: Parabéns, Andersen! As contadoras serão as autoras Cristina Villaça e Hellenice Ferreira, que contarão suas histórias Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu! e Um menino chamado negrinho, ambas publicadas pela Escrita Fina Edições, bem como histórias do Andersen e contos populares.
O evento será no próprio dia Internacional do Livro Infantil,  2 de abril, sábado, às 16 horas na  Livraria Malasartes, Shopping da Gávea.

#VEMGENT!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fazer livro de criança não é brinquedo, não!

http://www.flickr.com/photos/39718079@N00/240527448/


Hoje faz 70 anos de morte de Virgínia Woolf. Metade dos nossos queridos adolescentes que nos leem  não faz ideia de quem ela seja. E não, eles não são menos inteligentes por isso. Talvez um dia sintam vontade de ler os livros dela. Uma literatura pesada, difícil e da concorrência que bota a gente pra pensar (e muito!). Talvez jamais queiram lê-la (alô pessoal da revisão, ta certo isso? Feião!) [Carol: perfeito, dear. Revisão não só aprova como ama suas letrinhas.] e, também, isso não faz ninguém menos inteligente. E aí vocês devem estar pensando: por que raios essa louca está falando de Virginia Woolf, então? Eu digo: amo muito Virgínia (fazendo a íntima), mas não acho nem menos nem mais digna que qualquer livro infantil  e juvenil da Escrita Fina (ou até mesmo da concorrência).
O Jorge Alberto, do nosso comercial, tem uma frase ótima, que a gente sempre usa aqui: “Fazer livros é um trabalho hercúleo.” Eu diria que fazer livro pra criança é mais tenso ainda. É uma responsabilidade do caramba tomar parte na formação de caráter de uma pessoinha. Quando a pessoinha é um adolescente, aí ferrou. É uma fase turbulenta onde a gente acha que ninguém entende a gente (olha eu achando que ainda sou adolescente cof! cof!). E tem muito adolescente que busca nos livros as respostas pras doidas mudanças dessa fase da vida. Não é a toa que a Anna Claudia Ramos faz um baita sucesso com o Pra onde vão os dias que passam?, né?
É muito comum a literatura infantojuvenil ser vista do alto de narizes empinados. Talvez porque os livros, em sua maioria, não usem linguagem rebuscada ou não  sejam enoooooooormes, mas já vi muito livro “de criança” botar muita literatura adulta no chinelo. Por exemplo, eu vejo O livro da avó como um dos livros mais comoventes que eu já tive em mãos.  Capaz de me fazer chorar e pensar na vida com tanta dedicação ou mais do que um livro da Virgínia (íntima de novo!).
Como editora assistente e leitora voraz eu digo que Virginia Woolf é suprema, mas não pensem que Helena Gomes não é. Aqui nos bastidores, o trabalho é tenso, independentemente da faixa etária do livro. E digo mais: quanto mais infantil (no sentido de faixa etária) for o livro, mas noites em claro passamos (oh! Drama!). É ou não é, ilustradores?
Xoxo
Luíza Costa
Fanzoca de Virgínia Woolf e de Luís Silva e de Helena Gomes e Hellenice Ferreira e Camila Carrossine e por aí vai =)

P.S.: E hoje também é dia do revisor. Esse ser humano LEEENDO (oi, Carol!), que corrige todos os meus problemas com o novo acordo ortográfico. Parabéns, queridos!!! Sem vocês, nossos livros teriam tremas e seriam mais legais (rá! Viva La revolución!!), mas estariam com vários erros feiosos de digitação e outras muitas coisinhas mais, então, é com pesar que eu abro mão do trema pra dizer que amo vocês. TODOS CHORA (a falta de plural é intencional, revisão!!) [Carol: revisão sabe e revisão agradece : ) Dedicamos esse P.S. a nossa chefe querida, parte fundamental desta revisão (e só de todo o resto só!!!)!]

segunda-feira, 21 de março de 2011

Yes, you can!

Não, não vamos falar do Obama. Ou não. Depende. Vocês querem falar do Obama?
Papo de bêbado, né? Mas a coisa é bem essa mesmo. Resolvemos revolucionar aqui na Escrita Fina. Não tem Laura, não tem Luiza, não tem Carol... quem manda aqui é você e pronto! Afinal é você que lendo, não é mesmo?
Vamos à proposta indecente: o que você quer ler? Viu um livro gringo, gostou e ficou pensando “Poxa... nunca vão trazê-lo pro Brasil” (eu sinto sua dor... sofro isso com quase todo livro e documentário de arte que existe)? A hora é essa! Manda pra gente.
Claro, teremos que ser beeeem vaselina e deixar claro que isso não é garantia de que vamos trazer o livro, mas que vamos analisar com muito cuidado, nós vamos sim. E mais, se a coisa for boa mesmo, moveremos mundos e fundos pra ter a publicação com a gente!!
Vale comentário de post, e-mail, tweet, facebukada, sinal de fumaça, abaixo assinado, desde que a sugestão seja bacana e tenha a ver com a nossa proposta como editora (ah! e que tenhamos verba para a empreitada, lógico)...
Tão preparados? Valendo!!!

Xoxo
Luiza Costa

quinta-feira, 17 de março de 2011

Desejos e pedidos


http://www.flickr.com/photos/estellephotos/450717543/sizes/o/in/set-72157594529172196/

Bom, a ideia foi minha, então cá estou eu para prestar uma singela e pequena homenagem ao país que está sofrendo uma das maiores tragédias que já vimos.
Aliás, pra ser bem sincera, desde que isso tudo começou, o meu humor despencou pra uma escala negativa (ok, quem me conhece vai dizer que esse é o meu normal -_-").
Mas, em vez de mau humor, o que eu sinto é uma tristeza profunda. Obviamente esse tipo de catástrofe afeta todas as pessoas com um mínimo de sensibilidade... Mas, particularmente, fiquei muito triste por vários motivos, e acho que o principal deles é um meu gostar muito do Japão. Não sou uma grande estudiosa de seus costumes nem nada no gênero. (Tá, eu amo mangás, animes, conheço pouco mas gosto de J-Rock, e o idioma japonês é um dos que mais quero aprender nessa vida, tenho verdadeiro fascínio por ele. E, vou te falar, isso vem de longa data...) E ver todas as imagens de destruição, tristeza e perigo, e a reação daquele povo, sempre tão gentil e delicado, mostrando que a educação é a solução (vamos combinar, galera: zero saque. Z-E-R-O! Vocês conseguem imaginar isso acontecendo em outro lugar?), sei lá... Aquilo me abateu seriamente, e achei que a gente não podia deixar de mencionar o fato e de como sentimos imensamente por isso...

Aqui na Escrita Fina, a gente tem um livro, A sétima noite de verão, da nossa querida Janaina Tokitaka, que ilustra e reconta uma história popular japonesa. Além das ilustrações lindas, o conto é muito bonito. É sobre dois jovens deuses – Orihime e Hikoboshi – que se apaixonam, mas, ao viverem esse amor, colocam em risco o equilíbrio da vida na Terra. E aí surge este impasse: será que é necessário sacrificar para sempre um amor tão lindo? Pra descobrir, tem que ler o livro... ^^
A lenda ainda nos conta que na sétima noite do sétimo mês de todo ano, Altair e Vega – duas estrelas muito brihantes se encontram no céu, e uma grande festa é realizada no Japão. E dizem que se você quer muito algo, deve escrever seu pedido em uma fita de papel e amarrar no galho de uma árvore para conseguir sua realização. O conto se baseia em um dos maiores festivais japoneses, o Tanabata Matsuri (o Festival das Estrelas), que é comemorado também no bairro da Liberdade, em São Paulo.
Quando eu li esse livro, ainda não trabalhava efetivamente na Escrita Fina (fiz a revisão como freelancer). Eu me lembro de quando a Laurinha me ligou para passar o trabalho e eu aceitei na hora, simplesmente porque tinha a ver com o Japão... E o livro não me decepcionou: imagens belas, história linda (aff, sou romântica ainda, oh dear...). Bom, tirem suas próprias conclusões : ) Vale a pena!

E, nessa de desejar muito algo, eu desejo que as coisas se resolvam da melhor maneira possível, que eles consigam superar mais uma tragédia em sua história (Hiroshima e Nagasaki também foram de uma tensão histórica...) e que na sétima noite do sétimo mês deste ano de 2011 eles já tenham forças suficientes para comemorar sua superação, que, tenho certeza, vai ocorrer...
Bom, esse é meu desejo profundo agora... Que Orihime e Hikoboshi me ouçam um pouquinho adiantados! : )

またね ; )
Carol

quarta-feira, 16 de março de 2011

Domingo tem!


Lançamento de Um menino chamado Negrinho, domingo, 16h, no puro luxo Museu da República. E você ainda sai de lá com um abraço e um autógrafo da Hellenice Ferreira. Só vai faltar o Luís, porque, infelizmente, a terrinha é looooonge. Só espero que não falte você. Vamos?

Para mais detalhes, clique na imagem e amplie.

segunda-feira, 14 de março de 2011

História de um suspiro




Fui inspirado hoje. 
Lentamente passei por um belo e jovem nariz, 
desci por dutos aquecidos, 
ocupei dois grandes pulmões de alvéolos macios. 

Depois saí por onde tinha vindo, 
porém eu já não era mais o mesmo.

Trazia em mim algo daquele corpo, 
na mesma medida do que de mim lá dentro tinha ficado, 
ou talvez fosse eu mesmo, mudado. 
Expirado.


André Beltrão
Designer do Studio Creamcrackers e queridíssimo autor da casa

quarta-feira, 2 de março de 2011

Entrevista

Lembra de O livro da avó, aquele livro lindíssimo, com uma história lindíssima, com ilustrações lindíssimas?
Pois é, o pai desse primor é o Luís Silva, um amigo nosso de além-mar que nos presenteou com essa história linda! (Tá, eu chorei, eu confesso, e aí? Aquela história da Luíza era séria, tá?) Aliás, pra quem não lembra ou pra quem ainda não sabe, ele também ilustrou o belíssimo Um menino chamado Negrinho, da muitíssimo gentil e sensível Hellenice Ferreira.
Maaaas voltando ao assunto em pauta... Recentemente, o Luís fez uma aparição num programa de TV bem popular em Portugal, o Câmara Clara. A matéria foi feita porque o nosso queridíssimo Luís está marcando presença nas Correntes d'Escritas, o maior encontro de escritores em Portugal. Lindeza pura, né não?
Vale a pena dar uma conferida! : )

o/
Carol

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sexta-feira, início de carreira


Facebucamos e twitamos (alô neologismo de quinta!) a notícia bombástica na sexta, mas não explicamos lhufas do que se trata. Pros meros mortais que apenas leem os livros, mas não fazem ideia dos bastidores editoriais, eu vou explicar em poucas linhas o que significa figurar na Feira do Livro de Bologna: saca quando você vai a uma festa pra fazer carão, assim, sem maiores pretensões, e aquele cara MUUUUITO gato ou aquela menina MUUUUITO linda pede o seu telefone? É isso.
Toda vez que tem um lançamento nosso, lá vamos nós com cinco exemplares debaixo do braço rumo a FNLIJ – esse é o nosso equivalente a fazer carão sem maiores pretensões. Mas assim... é a FNLIJ, né? Então não é um carão tão despretensioso assim, é uma coisa mais blasé. Todo mundo sabe que na “noite editorial” infantil e juvenil brasileira é na FNLIJ que as coisas acontecem.  Pois é... nós entramos na lista da nata da sociedade infantojuvenilense (ó o neologismo de quinta de novo!) editorial brasileira, e quem faz essa escolha é "só" a FNLIJ... Sacou? :D E entramos lá com SETE livros (é nesse momento que Galvão grita que é teeeeeetra e Pelé chora de emoção).
Parabéns para nós, e pra quem quer conhecer mais sobre essa belezura que é a Feira de Bologna e o trabalho lindo da FNLIJ para o nosso segmento, é só ver o catálogo aqui ó!
Arrivederci,
Luiza Costa (soltando fogos desde sexta-feira)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Primeiras vezes

Como prometido, aí vão os 5 depoimentos sobres o primeiros grandes amores livros da galera. Estão curiosos? Lá vai:


1. Meu primeiro livro foi Meu pé de Laranja-Lima ;) Era da minha mãe, tb adorava ele... os desenhos | Fabiana
2. Na infância li muita coisa aqui e ali, mas o livro que marcou o início da minha trajetória de leitora inveterada foi "O Guarani".
Alencar foi o primeiro José da minha vida!Eu vi cada pedacinho da casa de Ceci; enamorei-me da virilidade gentil de Peri e nadei junto com eles segurando aquele tronco de árvore, arfando e desejando que permacessemos vivos...Senti falta daquele jeito de contar histórias, então passeei os dedos por toda estante de meu pai, procurando outros livros deste romancista, até que a morte da terna Iracema me convidasse a buscar novos amores. Foi quando encontrei Deolindo Venta Grande e atraquei o barco que sou no mar-Machado. Mas como só posso contar do primeiro amor, só me resta suspirar... | Hellenice Ferreira
3. Meus pais não eram adeptos da leitura. No máximo, liam o jornal de domingo, onde havia uma espécie de resumo dos acontecimentos da semana. Não tínhamos livros em casa, apenas um dicionário. 
Eu sempre gostei de ler. Durante um bom tempo fui uma devoradora de gibis - que na época nós chamávamos de "revistinhas" -, principalmente os da Disney e os do Maurício de Sousa, e também dos Manuais da Disney que a Editora Abril lançava, periodicamente (o do Escoteiro Mirim, foi o meu favorito).

Então, no meu 10º aniversário, ganhei um livro de presente, de uma vizinha, dona Maria do Carmo. Um livro de verdade, com mais de 200 páginas! Era Mulherzinhas de Louise May Alcott. A história, sobre as alegrias e tristezas de uma família americana, cujo pai está ausente, na Guerra Civil, me cativou e emocionou. A mãe e as quatro filhas eram um exemplo de valores morais, união e superação. Senti uma identificação imediata com a personagem Jo, uma das filhas, meio moleca, que sonhava ser escritora...

O melhor de tudo é que acredito que o presente foi um teste. Ao perceber que me interessei pela leitura, minha vizinha - que alguns consideravam meio esquisita e até pensavam que era bruxa... - abriu as portas de seu apartamento para mim e nele encontrei, pela primeira vez, uma biblioteca particular. Ela possuía um grande número de títulos, que passou a me emprestar. Assim que eu terminava a leitura de um, ia lá, buscar o volume seguinte.

Anos depois, acabei me mudando de apartamento, de bairro e, depois, de cidade. Fiquei sabendo, por conhecidos, que a dona Maria do Carmo já morreu. Adoraria poder dizer a ela a importância que aquele presente e o acesso aos seus livros teve na minha vida. Conservo com carinho o exemplar de Mulherzinhas que ganhei há 36 anos. É, sem dúvida, o meu primeiro livro inesquecível. | Kathia Brienza
4. Passados 47 anos ainda lembro nitidamente de "ANOS FELIZES", de Laura Ingalls Wilder. Venci um concurso escolar do Jornal O Fluminense (Niterói/RJ)e o prêmio era a publicação da minha redação sobre Niterói e o livro (ainda tenho a redação e o livro). Apaixonei-me pela história biográfica de Laura, professora jovem e apaixonada que se casa e vai viver na pequena reserva na pradaria... Esse livro também é conhecido como "Uma Casa Na Pradaria"... Acho que nessa época (estava com 8 para 9 anos)descobri o meu vício e paixão pela leitura, herdados da minha mãe e amorativamente repassado para minha filha. Em 1963, após essa leitura, consegui todos os outros livros adoráveis de Laura I. Wilder, mas esse é inesquecível e relido de tempos em tempos. | Ana M. M. Pereira
5. Posso dizer que meu “primeiro livro” foram dois.  Dois livros que me envolveram de tal forma, que não me lembro de ter terminado um antes de começar o outro.  Tudo por causa de Pedrinho que me guiou, de um só fôlego , através de suas aventuras nas “Caçadas de Pedrinho” e “Viagem ao Céu”.  Encantada que estava com aquele menino, fui entrando, devagarinho, por entre nebulosas, estrelas e onças, nesse mundo da leitura do qual nunca sai. | Maria Clara 
 
 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Morte, essa coisa burocrática!

Pensou Moisés? Pensou Carniça?
Sim, somos nós dando de lambuja mais um teaser desse "Excelente livro. Um dos melhores romances brasileiros que li no último ano." E nem fui eu, escritafinense roxa, que disse isso, foi o Luis Eduardo Matta, lá na nossa página do Facebook.


Ps1: acho que vocês já estão carecas de saber que o livro já está nas livrarias, né?
Ps2: Ainda dá tempo de mandar o seu depoimento sobre o primeiro livro da sua vida =)

xoxo
Luíza Costa

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Minha vez...

É, tinha que ser a Maria Luíza da Silva Sauro pra me propor esse tipo de coisa... Mas belê, vai, não serei a antissocial (céus, por que tudo junto, por quê?!) e darei aqui meu depoimento sobre meu primeiro amor de livro... Pra ser sincera, quando a Luíza veio com essa proposta, vieram à minha cabeça uns quatro livros. E fiquei em dúvida: “Qual foi o primeiro amor mesmo?” E aí, ninguém melhor pra tirar essa dúvida que Dona Aida (vulgo, mamãe), que, ao ser questionada, respondeu na hora: “É aquele da margarida... como é mesmo o nome? Você ainda tem, né?” E, sim, ele foi um dos quatro que me veio à cabeça. Mas cadê que vinha o nome? Eu li esse livro quando tinha uns 6 anos, acho que foi o primeiro livro mesmo que li. E andava com ele pra cima e pra baixo! Tudo me encantava: a história e os desenhos, tão delicadinhos... Pra quem não sabe, pra quem já matou, pra quem nem faz ideia, o livro é A margarida friorenta :) Xodozin de leve! Afinal, foi a partir daí que tudo começou... E só pra constar mesmo (e porque eu quero citar, rá), os outros três queridos que me deixaram em dúvida foram Maria vai com as outras (clááássico!), Sapatinho de camurça com biquinho de verniz (eu ADORAVA!) e Nina chuva (carinho imenso por este aqui!).
Engraçado, achei que eu fosse falar pouco nesse post, mas ter que escrevê-lo me fez lembrar de tantos outros livros, de uns que eu não lembro o nome, mas lembro a história e as ilustrações como se estivessem na minha frente! Dá uma saudade mesmo deles, como se fossem... sei lá, parte de mim... E eu sinto uma coisa tão boa por eles! :)
É, se eu continuar a falar sobre isso não vou parar mais... Mas tenho dó de vossos olhinhos *.* e agora parei!

Enfim, quem já escreveu história aí pra mandar pra gente? Bora, pessoal, nós gostamos de boas histórias! :D

\m/
Carol

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lançado o desafio

Ok, ok. Lançado, então, o desafio aos nossos seguidores: que, em um texto de, no mínimo, cinco linhas, contem sobre seu primeiro livro inesquecível. Os cinco que julgarmos mais interessantes serão postados neste blog.
A propósito, o primeiro livro inesquecível que li, sem intermediação de adultos, e que me tomou por completo, me transportou para uma realidade  bucólica, totalmente diferente da que eu vivia, me fazendo ler sem parar, foi As meninas exemplares, da Condessa de Ségur.  Iam lá meus oito anos...
Tá certo que Camila e Madalena eram certinhas demais, quase santas, e até a rebelde Sofia depois entrou nos eixos, mas, na época, adorava aquelas meninas e queria tê-las, em carne e osso, ao meu lado. Depois desse livro, o segundo que li, sem intermediação de adultos, e que amei muito mesmo foi Os colegas, da grande Lygia Bojunga. Bom, vou parar por aqui porque, do segundo livro inesquecível, a gente fala mais em outro desafio. Estou me adiantando...
Agora esperamos o primeiro amor literário de vocês. Não se acanhem. Quem não  tiver um livro inesquecível que atire a primeira pedra.
Bjs!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O primeiro livro a gente nunca esquece...


Tá... provavelmente não foi o primeiro. Com certeza papai e mamãe leram pra mim, antes que eu aprendesse a ler. Aliás, era muito comum eu “secar” o meu pai aos domingos até que ele acabasse de ler o jornal, só pra eu poder rabiscar em cima da das fotos (ilustradora pride desde pequenininha hehe). Era muito comum também eu ir inventando notícias ao ver aquelas letrinhas e ir “lendo” em voz alta pra família. Eu era uma monstrinha gracinha literária desde menina.
Mas o tema da semana (que eu acabei de inventar agora pra poder obrigar Carol e Laura a postarem também, porque eu sou maligna há há há) é o meu primeiro sutiã livro. Vovô sempre me dava um cruzeiro quando ia à rua comprar cigarro (meninos, fumar faz mal à saúde, mas nos anos 80 ainda fazia parte...). Me sentia super-rica com aquele bando de notas de um cruzeiro roxinhas na minha carteira. "Pão-durice" veio de cedo e eu sempre juntava as notinhas buscando um “bem maior”. Vamos combinar, né? O que seria um “bem maior” pra uma criança de 5 anos que já se achava artistona? LÁPIS DE COR! Mas esse sonho morreu no dia em que eu resolvi pintar as paredes e não tive a mesma sorte de Camila Carrossine. A mãe dela achou lindo, o meu pai nunca mais me deixou sozinha com nada que fosse de colorir.
Até que veio a Bienal do Livro e lá fui eu toda pimpona com as minhas várias notas de um cruzeiro (agora tô na dúvida se ainda era cruzado ou se já tinha passado pro cruzeiro real). Papai e mamãe me deram vários livros, mas o “bem maior” escolhido foi uma versão ilustrada de Alice no país das maravilhas. Ele está inteirinho lá em casa até hoje. Li e reli esse livro milhares de vezes. Pra mim, fazia total sentido um chapeleiro que bebia chá compulsivamente, coelhos atrasados, lagartas falantes e desaniversários. Depois eu cresci, li o livro original e vi que a coisa não era assim tão  infantil. Depois eu fui pra faculdade, tive aula de Análise do Discurso e Wittgenstein detonou toda a minha inocência (assim nascem os traumas). Isso porque eu nem vou discorrer sobre a minha pesquisa de pós-graduação e toda a especulação com aquele cogumelo...
Enfim... assim nasceu a bela história de amor entre mim e livros. E a tradição da família de sempre irmos todos juntos a todas as Bienais do Livro do Rio de Janeiro. Pode estar todo mundo de mau humor, brigado, doente... mas Bienal sempre rola!
E você? Qual foi o primeiro livro da sua vida?

Xoxo
Luiza Costa

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Escrita Fina ganha o mundo


A queridíssima Ivna Maluly foi convidada pelo parlamento europeu a falar sobre câncer e, lógico, seu livro sobre o assunto: Cadê seu peito, mamãe?, da minha, da sua, da nossa Escrita Fina. Anunciamos orgulhosos mais essa conquista da nossa autora. E não é que da tristeza de um câncer podem sair muitas coisas boas? É só não desistir =)
Lembrando que depois desse livro-terapia, ela não parou mais e já partiu pro segundo round: Gabriel e a fraldinha.
Escrever é mesmo uma santo remédio. Parabéns, Ivna!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

E depois de um tempão...

É, da última vez que eu falei dele, nós não esperávamos que fosse demorar tanto pra trazer a boa-nova de que estava pronto. Mas então surgiu o PNBE e aí... deus nos acuda e vamo que vamo, né?
Mas PNBE acabou e, como bem disse Luiza, voltamos a nossa programação! E cá está ele, finalmente! Prontinho e lindinho, o livro Vida que segue – Balaio do Kotscho: crônicas revisitadas traz algumas das crônicas virtuais que o excelente jornalista Ricardo Kotscho escreveu no seu blog, Balaio do Kotscho. Os textos que estão no livro foram escolhidos privilegiando alguns temas, tais como ética, fatos que entraram pra história, casos de superação e solidariedade etc. A seleção foi feita pela nossa editora-mor (Ava!), Laurinha, que, na opinião desta humilde serva, fez excelentes escolhas! :)
O Kotscho escreve maravilhosamente bem, nem dá pra sentir o texto passando, parece que a gente tá num bate-papo, absorvendo informações, pensando questões... Enfim... é leve, é instigante, é informativo, é interessante, e sim, eu tieto mesmo. Atire a primeira bolinha de papel (rá!) aquele que nunca tietou alguém!!!
Opiniões pessoais à parte, o livro tá lindo por fora e por dentro, o conteúdo é de primeira classe (a redundância mandou um abraço!)!
Nas melhores livrarias! (Agora para de ler, levanta daí e vai correndo pegar o seu!)

:o*
Carol

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Será que dá pra fugir da morte?

Estamos conhecendo um pouco mais sobre o Gilberto. Já sabemos que ele tem um pavor colossal de morrer e vive tentando trapacear a ceifadora. Eu sei... você acha que já conhece essa história, não é? Mas isso não é Bergman e não estamos falando de O sétimo selo (o que aliás é uma belíssima dica cinematográfica). O papo aqui é Moisés Liporage e seu Carniça, uma belíssima e superintrigante dica literária. Aí vai mais um trechinho pra aguçar a curiosidade de vocês:


Lembrando que o livro já está pelas livrarias desse Brasilzão e esse "em março" é só uma pegadinha do malandro =)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Você conhece Gilberto dos Anjos?

Dando só uma palhinha, porque adoramos atiçar a curiosidade de vocês =)

edição e direção: PH
locução do autor

Aguardem cenas dos próximos capítulos...

Ps: Gente, o livro já está nas livrarias, ok? Abstraiam o "em março" =)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Feijão Ilustrado



Cuma? É isso mesmo: Feijão Ilustrado. Onde a nata da ilustração carioca (ou não carioca) se encontra, toma umas cervejas e bebe um caldinho de feijão esperto.  Se você é ilustrador, a presença é indispensável. Se não é, você pode conhecer quem faz a mágica por trás desses livros supimpas que a gente vê por aí (inclusive os nossos!).
Simbora?
9 de fevereiro, 21 horas
Boteco Salvação, Botafogo, Cidade Maravilhosa Rio de Janeiro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Esmiuçando um pouquinho!

Olá, pessoal!
Pois é, como disse a Luiza de forma muito divertida, saímos agora de uma correria louca: o PNBE 2012.
Pra quem não sabe, o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) é uma licitação do FNDE, autarquia vinculada ao MEC, para a aquisição e a distribuição de livros para as bibliotecas das escolas públicas brasileiras, incentivando, dessa forma, a leitura.
Este PNBE 2012 contempla creche, pré-escola, anos iniciais do ensino fundamental e o EJA (Educação de jovens, adultos e idosos).
Como a Escrita Fina tem muito pouco tempo de mercado, o nosso catálogo ainda não é muito extenso. Assim, corremos para aprontar alguns livros de nossa programação em  um curtíssimo espaço de tempo (menos de um mês) e, claro, com a atenção – e a ansiedade – redobrada.
Foi exaustivo, sim,  mas há de ser recompensador.
[invasão da Carol] Além disso, agora estamos no Twitter também. Sigam-nos os bons! :) [fim da invasão]
Bom fim de semana para todos.
Laura

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Voltamos com a programação normal

Depois de quase três enfartos, dois AVCs, sete derrames e duas crises de histeria aguda, voltamos do hospício.  Enquanto você, caro leitor, estava aí no bem e bom, curtindo as férias, tomando água de coco e lendo compulsivamente numa tarde de sol, nós estávamos aqui no lerê lerê do PNBE 2012 pra que 2011 venha com a corda e a caçamba  literária toda. 
Foi suado, sofrido, quase uma novela da Thalia, mas agora tudo vai ficar bem, os posts vão voltar, os tweets vão começar (opa, produção, não era pra contar ainda?) e as promoções também. Sim, moços e moças, surpresas virão!! Ou vocês acham que a gente ia sumir do mapa e não dar nem um agradinho pra vocês?
Um feliz 2011 (mais do que atrasado)! E vamos que vamos que o show tem que continuar e eu sei que tá todo mundo doido pra ter novos livros na estante.

=**
Luíza Costa