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segunda-feira, 14 de março de 2011

História de um suspiro




Fui inspirado hoje. 
Lentamente passei por um belo e jovem nariz, 
desci por dutos aquecidos, 
ocupei dois grandes pulmões de alvéolos macios. 

Depois saí por onde tinha vindo, 
porém eu já não era mais o mesmo.

Trazia em mim algo daquele corpo, 
na mesma medida do que de mim lá dentro tinha ficado, 
ou talvez fosse eu mesmo, mudado. 
Expirado.


André Beltrão
Designer do Studio Creamcrackers e queridíssimo autor da casa

quarta-feira, 2 de março de 2011

Entrevista

Lembra de O livro da avó, aquele livro lindíssimo, com uma história lindíssima, com ilustrações lindíssimas?
Pois é, o pai desse primor é o Luís Silva, um amigo nosso de além-mar que nos presenteou com essa história linda! (Tá, eu chorei, eu confesso, e aí? Aquela história da Luíza era séria, tá?) Aliás, pra quem não lembra ou pra quem ainda não sabe, ele também ilustrou o belíssimo Um menino chamado Negrinho, da muitíssimo gentil e sensível Hellenice Ferreira.
Maaaas voltando ao assunto em pauta... Recentemente, o Luís fez uma aparição num programa de TV bem popular em Portugal, o Câmara Clara. A matéria foi feita porque o nosso queridíssimo Luís está marcando presença nas Correntes d'Escritas, o maior encontro de escritores em Portugal. Lindeza pura, né não?
Vale a pena dar uma conferida! : )

o/
Carol

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sexta-feira, início de carreira


Facebucamos e twitamos (alô neologismo de quinta!) a notícia bombástica na sexta, mas não explicamos lhufas do que se trata. Pros meros mortais que apenas leem os livros, mas não fazem ideia dos bastidores editoriais, eu vou explicar em poucas linhas o que significa figurar na Feira do Livro de Bologna: saca quando você vai a uma festa pra fazer carão, assim, sem maiores pretensões, e aquele cara MUUUUITO gato ou aquela menina MUUUUITO linda pede o seu telefone? É isso.
Toda vez que tem um lançamento nosso, lá vamos nós com cinco exemplares debaixo do braço rumo a FNLIJ – esse é o nosso equivalente a fazer carão sem maiores pretensões. Mas assim... é a FNLIJ, né? Então não é um carão tão despretensioso assim, é uma coisa mais blasé. Todo mundo sabe que na “noite editorial” infantil e juvenil brasileira é na FNLIJ que as coisas acontecem.  Pois é... nós entramos na lista da nata da sociedade infantojuvenilense (ó o neologismo de quinta de novo!) editorial brasileira, e quem faz essa escolha é "só" a FNLIJ... Sacou? :D E entramos lá com SETE livros (é nesse momento que Galvão grita que é teeeeeetra e Pelé chora de emoção).
Parabéns para nós, e pra quem quer conhecer mais sobre essa belezura que é a Feira de Bologna e o trabalho lindo da FNLIJ para o nosso segmento, é só ver o catálogo aqui ó!
Arrivederci,
Luiza Costa (soltando fogos desde sexta-feira)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Primeiras vezes

Como prometido, aí vão os 5 depoimentos sobres o primeiros grandes amores livros da galera. Estão curiosos? Lá vai:


1. Meu primeiro livro foi Meu pé de Laranja-Lima ;) Era da minha mãe, tb adorava ele... os desenhos | Fabiana
2. Na infância li muita coisa aqui e ali, mas o livro que marcou o início da minha trajetória de leitora inveterada foi "O Guarani".
Alencar foi o primeiro José da minha vida!Eu vi cada pedacinho da casa de Ceci; enamorei-me da virilidade gentil de Peri e nadei junto com eles segurando aquele tronco de árvore, arfando e desejando que permacessemos vivos...Senti falta daquele jeito de contar histórias, então passeei os dedos por toda estante de meu pai, procurando outros livros deste romancista, até que a morte da terna Iracema me convidasse a buscar novos amores. Foi quando encontrei Deolindo Venta Grande e atraquei o barco que sou no mar-Machado. Mas como só posso contar do primeiro amor, só me resta suspirar... | Hellenice Ferreira
3. Meus pais não eram adeptos da leitura. No máximo, liam o jornal de domingo, onde havia uma espécie de resumo dos acontecimentos da semana. Não tínhamos livros em casa, apenas um dicionário. 
Eu sempre gostei de ler. Durante um bom tempo fui uma devoradora de gibis - que na época nós chamávamos de "revistinhas" -, principalmente os da Disney e os do Maurício de Sousa, e também dos Manuais da Disney que a Editora Abril lançava, periodicamente (o do Escoteiro Mirim, foi o meu favorito).

Então, no meu 10º aniversário, ganhei um livro de presente, de uma vizinha, dona Maria do Carmo. Um livro de verdade, com mais de 200 páginas! Era Mulherzinhas de Louise May Alcott. A história, sobre as alegrias e tristezas de uma família americana, cujo pai está ausente, na Guerra Civil, me cativou e emocionou. A mãe e as quatro filhas eram um exemplo de valores morais, união e superação. Senti uma identificação imediata com a personagem Jo, uma das filhas, meio moleca, que sonhava ser escritora...

O melhor de tudo é que acredito que o presente foi um teste. Ao perceber que me interessei pela leitura, minha vizinha - que alguns consideravam meio esquisita e até pensavam que era bruxa... - abriu as portas de seu apartamento para mim e nele encontrei, pela primeira vez, uma biblioteca particular. Ela possuía um grande número de títulos, que passou a me emprestar. Assim que eu terminava a leitura de um, ia lá, buscar o volume seguinte.

Anos depois, acabei me mudando de apartamento, de bairro e, depois, de cidade. Fiquei sabendo, por conhecidos, que a dona Maria do Carmo já morreu. Adoraria poder dizer a ela a importância que aquele presente e o acesso aos seus livros teve na minha vida. Conservo com carinho o exemplar de Mulherzinhas que ganhei há 36 anos. É, sem dúvida, o meu primeiro livro inesquecível. | Kathia Brienza
4. Passados 47 anos ainda lembro nitidamente de "ANOS FELIZES", de Laura Ingalls Wilder. Venci um concurso escolar do Jornal O Fluminense (Niterói/RJ)e o prêmio era a publicação da minha redação sobre Niterói e o livro (ainda tenho a redação e o livro). Apaixonei-me pela história biográfica de Laura, professora jovem e apaixonada que se casa e vai viver na pequena reserva na pradaria... Esse livro também é conhecido como "Uma Casa Na Pradaria"... Acho que nessa época (estava com 8 para 9 anos)descobri o meu vício e paixão pela leitura, herdados da minha mãe e amorativamente repassado para minha filha. Em 1963, após essa leitura, consegui todos os outros livros adoráveis de Laura I. Wilder, mas esse é inesquecível e relido de tempos em tempos. | Ana M. M. Pereira
5. Posso dizer que meu “primeiro livro” foram dois.  Dois livros que me envolveram de tal forma, que não me lembro de ter terminado um antes de começar o outro.  Tudo por causa de Pedrinho que me guiou, de um só fôlego , através de suas aventuras nas “Caçadas de Pedrinho” e “Viagem ao Céu”.  Encantada que estava com aquele menino, fui entrando, devagarinho, por entre nebulosas, estrelas e onças, nesse mundo da leitura do qual nunca sai. | Maria Clara 
 
 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Morte, essa coisa burocrática!

Pensou Moisés? Pensou Carniça?
Sim, somos nós dando de lambuja mais um teaser desse "Excelente livro. Um dos melhores romances brasileiros que li no último ano." E nem fui eu, escritafinense roxa, que disse isso, foi o Luis Eduardo Matta, lá na nossa página do Facebook.


Ps1: acho que vocês já estão carecas de saber que o livro já está nas livrarias, né?
Ps2: Ainda dá tempo de mandar o seu depoimento sobre o primeiro livro da sua vida =)

xoxo
Luíza Costa

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Minha vez...

É, tinha que ser a Maria Luíza da Silva Sauro pra me propor esse tipo de coisa... Mas belê, vai, não serei a antissocial (céus, por que tudo junto, por quê?!) e darei aqui meu depoimento sobre meu primeiro amor de livro... Pra ser sincera, quando a Luíza veio com essa proposta, vieram à minha cabeça uns quatro livros. E fiquei em dúvida: “Qual foi o primeiro amor mesmo?” E aí, ninguém melhor pra tirar essa dúvida que Dona Aida (vulgo, mamãe), que, ao ser questionada, respondeu na hora: “É aquele da margarida... como é mesmo o nome? Você ainda tem, né?” E, sim, ele foi um dos quatro que me veio à cabeça. Mas cadê que vinha o nome? Eu li esse livro quando tinha uns 6 anos, acho que foi o primeiro livro mesmo que li. E andava com ele pra cima e pra baixo! Tudo me encantava: a história e os desenhos, tão delicadinhos... Pra quem não sabe, pra quem já matou, pra quem nem faz ideia, o livro é A margarida friorenta :) Xodozin de leve! Afinal, foi a partir daí que tudo começou... E só pra constar mesmo (e porque eu quero citar, rá), os outros três queridos que me deixaram em dúvida foram Maria vai com as outras (clááássico!), Sapatinho de camurça com biquinho de verniz (eu ADORAVA!) e Nina chuva (carinho imenso por este aqui!).
Engraçado, achei que eu fosse falar pouco nesse post, mas ter que escrevê-lo me fez lembrar de tantos outros livros, de uns que eu não lembro o nome, mas lembro a história e as ilustrações como se estivessem na minha frente! Dá uma saudade mesmo deles, como se fossem... sei lá, parte de mim... E eu sinto uma coisa tão boa por eles! :)
É, se eu continuar a falar sobre isso não vou parar mais... Mas tenho dó de vossos olhinhos *.* e agora parei!

Enfim, quem já escreveu história aí pra mandar pra gente? Bora, pessoal, nós gostamos de boas histórias! :D

\m/
Carol

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lançado o desafio

Ok, ok. Lançado, então, o desafio aos nossos seguidores: que, em um texto de, no mínimo, cinco linhas, contem sobre seu primeiro livro inesquecível. Os cinco que julgarmos mais interessantes serão postados neste blog.
A propósito, o primeiro livro inesquecível que li, sem intermediação de adultos, e que me tomou por completo, me transportou para uma realidade  bucólica, totalmente diferente da que eu vivia, me fazendo ler sem parar, foi As meninas exemplares, da Condessa de Ségur.  Iam lá meus oito anos...
Tá certo que Camila e Madalena eram certinhas demais, quase santas, e até a rebelde Sofia depois entrou nos eixos, mas, na época, adorava aquelas meninas e queria tê-las, em carne e osso, ao meu lado. Depois desse livro, o segundo que li, sem intermediação de adultos, e que amei muito mesmo foi Os colegas, da grande Lygia Bojunga. Bom, vou parar por aqui porque, do segundo livro inesquecível, a gente fala mais em outro desafio. Estou me adiantando...
Agora esperamos o primeiro amor literário de vocês. Não se acanhem. Quem não  tiver um livro inesquecível que atire a primeira pedra.
Bjs!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O primeiro livro a gente nunca esquece...


Tá... provavelmente não foi o primeiro. Com certeza papai e mamãe leram pra mim, antes que eu aprendesse a ler. Aliás, era muito comum eu “secar” o meu pai aos domingos até que ele acabasse de ler o jornal, só pra eu poder rabiscar em cima da das fotos (ilustradora pride desde pequenininha hehe). Era muito comum também eu ir inventando notícias ao ver aquelas letrinhas e ir “lendo” em voz alta pra família. Eu era uma monstrinha gracinha literária desde menina.
Mas o tema da semana (que eu acabei de inventar agora pra poder obrigar Carol e Laura a postarem também, porque eu sou maligna há há há) é o meu primeiro sutiã livro. Vovô sempre me dava um cruzeiro quando ia à rua comprar cigarro (meninos, fumar faz mal à saúde, mas nos anos 80 ainda fazia parte...). Me sentia super-rica com aquele bando de notas de um cruzeiro roxinhas na minha carteira. "Pão-durice" veio de cedo e eu sempre juntava as notinhas buscando um “bem maior”. Vamos combinar, né? O que seria um “bem maior” pra uma criança de 5 anos que já se achava artistona? LÁPIS DE COR! Mas esse sonho morreu no dia em que eu resolvi pintar as paredes e não tive a mesma sorte de Camila Carrossine. A mãe dela achou lindo, o meu pai nunca mais me deixou sozinha com nada que fosse de colorir.
Até que veio a Bienal do Livro e lá fui eu toda pimpona com as minhas várias notas de um cruzeiro (agora tô na dúvida se ainda era cruzado ou se já tinha passado pro cruzeiro real). Papai e mamãe me deram vários livros, mas o “bem maior” escolhido foi uma versão ilustrada de Alice no país das maravilhas. Ele está inteirinho lá em casa até hoje. Li e reli esse livro milhares de vezes. Pra mim, fazia total sentido um chapeleiro que bebia chá compulsivamente, coelhos atrasados, lagartas falantes e desaniversários. Depois eu cresci, li o livro original e vi que a coisa não era assim tão  infantil. Depois eu fui pra faculdade, tive aula de Análise do Discurso e Wittgenstein detonou toda a minha inocência (assim nascem os traumas). Isso porque eu nem vou discorrer sobre a minha pesquisa de pós-graduação e toda a especulação com aquele cogumelo...
Enfim... assim nasceu a bela história de amor entre mim e livros. E a tradição da família de sempre irmos todos juntos a todas as Bienais do Livro do Rio de Janeiro. Pode estar todo mundo de mau humor, brigado, doente... mas Bienal sempre rola!
E você? Qual foi o primeiro livro da sua vida?

Xoxo
Luiza Costa

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Escrita Fina ganha o mundo


A queridíssima Ivna Maluly foi convidada pelo parlamento europeu a falar sobre câncer e, lógico, seu livro sobre o assunto: Cadê seu peito, mamãe?, da minha, da sua, da nossa Escrita Fina. Anunciamos orgulhosos mais essa conquista da nossa autora. E não é que da tristeza de um câncer podem sair muitas coisas boas? É só não desistir =)
Lembrando que depois desse livro-terapia, ela não parou mais e já partiu pro segundo round: Gabriel e a fraldinha.
Escrever é mesmo uma santo remédio. Parabéns, Ivna!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

E depois de um tempão...

É, da última vez que eu falei dele, nós não esperávamos que fosse demorar tanto pra trazer a boa-nova de que estava pronto. Mas então surgiu o PNBE e aí... deus nos acuda e vamo que vamo, né?
Mas PNBE acabou e, como bem disse Luiza, voltamos a nossa programação! E cá está ele, finalmente! Prontinho e lindinho, o livro Vida que segue – Balaio do Kotscho: crônicas revisitadas traz algumas das crônicas virtuais que o excelente jornalista Ricardo Kotscho escreveu no seu blog, Balaio do Kotscho. Os textos que estão no livro foram escolhidos privilegiando alguns temas, tais como ética, fatos que entraram pra história, casos de superação e solidariedade etc. A seleção foi feita pela nossa editora-mor (Ava!), Laurinha, que, na opinião desta humilde serva, fez excelentes escolhas! :)
O Kotscho escreve maravilhosamente bem, nem dá pra sentir o texto passando, parece que a gente tá num bate-papo, absorvendo informações, pensando questões... Enfim... é leve, é instigante, é informativo, é interessante, e sim, eu tieto mesmo. Atire a primeira bolinha de papel (rá!) aquele que nunca tietou alguém!!!
Opiniões pessoais à parte, o livro tá lindo por fora e por dentro, o conteúdo é de primeira classe (a redundância mandou um abraço!)!
Nas melhores livrarias! (Agora para de ler, levanta daí e vai correndo pegar o seu!)

:o*
Carol

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Será que dá pra fugir da morte?

Estamos conhecendo um pouco mais sobre o Gilberto. Já sabemos que ele tem um pavor colossal de morrer e vive tentando trapacear a ceifadora. Eu sei... você acha que já conhece essa história, não é? Mas isso não é Bergman e não estamos falando de O sétimo selo (o que aliás é uma belíssima dica cinematográfica). O papo aqui é Moisés Liporage e seu Carniça, uma belíssima e superintrigante dica literária. Aí vai mais um trechinho pra aguçar a curiosidade de vocês:


Lembrando que o livro já está pelas livrarias desse Brasilzão e esse "em março" é só uma pegadinha do malandro =)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Você conhece Gilberto dos Anjos?

Dando só uma palhinha, porque adoramos atiçar a curiosidade de vocês =)

edição e direção: PH
locução do autor

Aguardem cenas dos próximos capítulos...

Ps: Gente, o livro já está nas livrarias, ok? Abstraiam o "em março" =)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Feijão Ilustrado



Cuma? É isso mesmo: Feijão Ilustrado. Onde a nata da ilustração carioca (ou não carioca) se encontra, toma umas cervejas e bebe um caldinho de feijão esperto.  Se você é ilustrador, a presença é indispensável. Se não é, você pode conhecer quem faz a mágica por trás desses livros supimpas que a gente vê por aí (inclusive os nossos!).
Simbora?
9 de fevereiro, 21 horas
Boteco Salvação, Botafogo, Cidade Maravilhosa Rio de Janeiro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Esmiuçando um pouquinho!

Olá, pessoal!
Pois é, como disse a Luiza de forma muito divertida, saímos agora de uma correria louca: o PNBE 2012.
Pra quem não sabe, o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) é uma licitação do FNDE, autarquia vinculada ao MEC, para a aquisição e a distribuição de livros para as bibliotecas das escolas públicas brasileiras, incentivando, dessa forma, a leitura.
Este PNBE 2012 contempla creche, pré-escola, anos iniciais do ensino fundamental e o EJA (Educação de jovens, adultos e idosos).
Como a Escrita Fina tem muito pouco tempo de mercado, o nosso catálogo ainda não é muito extenso. Assim, corremos para aprontar alguns livros de nossa programação em  um curtíssimo espaço de tempo (menos de um mês) e, claro, com a atenção – e a ansiedade – redobrada.
Foi exaustivo, sim,  mas há de ser recompensador.
[invasão da Carol] Além disso, agora estamos no Twitter também. Sigam-nos os bons! :) [fim da invasão]
Bom fim de semana para todos.
Laura

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Voltamos com a programação normal

Depois de quase três enfartos, dois AVCs, sete derrames e duas crises de histeria aguda, voltamos do hospício.  Enquanto você, caro leitor, estava aí no bem e bom, curtindo as férias, tomando água de coco e lendo compulsivamente numa tarde de sol, nós estávamos aqui no lerê lerê do PNBE 2012 pra que 2011 venha com a corda e a caçamba  literária toda. 
Foi suado, sofrido, quase uma novela da Thalia, mas agora tudo vai ficar bem, os posts vão voltar, os tweets vão começar (opa, produção, não era pra contar ainda?) e as promoções também. Sim, moços e moças, surpresas virão!! Ou vocês acham que a gente ia sumir do mapa e não dar nem um agradinho pra vocês?
Um feliz 2011 (mais do que atrasado)! E vamos que vamos que o show tem que continuar e eu sei que tá todo mundo doido pra ter novos livros na estante.

=**
Luíza Costa

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal!!!!!

Ei, pessoal!

Hoje, dia 23 de dezembro... Véspera da véspera! Aquele clima fortíssimo de Natal... A preparação pra grande ceia, últimos presentes sendo comprados (SIM, eu estou no desespero, ainda não comprei todos! Nem o da mãe! *vergonha*. Ó vida atribulada que às vezes atropela a gente... Ou faz a gente se atropelar!), tempo de ler o Histórias de Natal, do Augusto Pessôa : D (ê jabá!).
E, no fim das contas e na verdade mais verdadeira possível, o clima do Natal não é bem o presente, né?
A boa mesmo é estar com quem a gente ama (clichê, but true – mais um pouco e eu canto Metallica!). Família, amigos, todo mundo junto... O lance é compartilhar, dar risada (algo que eu considero fundamental nessa vida!), distribuir abraços e celebrar o nascimento daquele que fez tanto por nós! : )

Então, nós, aqui da Escrita Fina, desejamos um lindo Natal a todos! Com muito afeto, numa noite tranquila, feliz demais, com risadas e abraços sinceros, com comidinhas gostosas (ó que linda época para comeeeeeeeeeer......) e tudo mais de bom que a gente possa ter!

FELIZ NATAL! ;)))

Beijões,
Carol :)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Música, arte, literatura... o baile todo!

abreparênteses Nossa amada editora assistente de texto está enroladaça lendo/revisando/cotejando loucamente as novidades do ano que vem, então sobrou pra mim o bagaço da laranja. Não fiquem tristes com a seqüência (revisão, libera o trema pra mim. Sem trema não dá!) de posts sobre ilustração, ilustração e mais ilustração. fechaparênteses
[*invasão da Carol* por mim tá ótimo, meus pingüins pessoais ainda têm trema... Só os pessoais! : ) *fim da invasão*]

A Camila escreveu aqui embaixo sobre o processo dela de ilustrar. Queria eu ter essa calma toda pra trabalhar, mas o meu ritmo é outro. Talvez por ser fanzoca de carteirinha do Kandinsky (alou, eu sou estudante de arte modelo e atriz também), pra mim, música e pintura/desenho/rabisco sempre têm que estar juntos. E como aqui na Escrita Fina ilustrador é artista SIM e ilustração é obra de arte SIM, a máxima de Kandinsky prevalece: tem que rolar um som o tempo (quase) todo. Mas com fones de ouvido, pra não atrapalhar o pessoal!

Eu desenho ouvindo música, leio livro ouvindo música, me inspiro ouvindo música... A coisa só sai se eu estiver ouvindo música. É um dia inteiro de trocas e mais trocas de links do youtube entre mim e Carol e, acreditem, isso não atrapalha em nada o nosso ritmo de trabalho. Só ajuda! E eu posso apostar que vocês estão curiosos pra saber o que a gente tanto ouve aqui por essas bandas e que resulta em tanto livro bonito. Pois bem, aí vai um top 10 dos últimos dias. Rola de tudo, do amado Dream Theather da Carol ao meu idolatrado Chico Buarque. Preconceito musical (muito menos literário) é o que não rola na sala 806 do edifício 22 da Av. Almirante Barroso.
Preparados? Lá vai!

1.      Roberta Sá e Hamilton de Holanda - Novo Amor

2.       Feist - 1234

3. George Michael - Freedom 90

4.       Mc Hammer Cant touch this

5.       Wilson Simonal - Meu limão, meu limoeiro

6.       Chico Buarque e Roberta Sá - Mambembe

7.       Maria Bethânia - É o amor

8.       Dream Theather - New Millenium

9.       Kiss - Forever

10.   Ferris Bueller cantando Beatles – Twist and Shout


Um beijo e um queijo =)
Luíza Costa

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sobre o meu processo de ilustrar

Por Camila Carrossine (ilustradora convidada)


A querida Laura nos convidou para escrever no blog da Escrita Fina. Ela me disse que eu poderia escrever sobre o processo de ilustração. Então pensei: não posso escrever sobre o processo de ilustração, e sim sobre o meu processo de ilustração.
Acredito que como em qualquer processo criativo, cada autor (sim, considero os ilustradores autores) tem seu próprio método.
O meu funciona mais ou menos assim:
Recebo por e-mail o texto que vou ilustrar e imprimo para ler com calma sentada na poltrona do meu escritório (que tem o acento todo comido pela minha cahorrinha Nina). Antes de sentar de fato, gosto de preparar uma caneca de chá – café faz mal para meu temperamental estômago.
Então sento nessa poltrona, geralmente a Nina pula em cima de mim e se encaixa no espacinho que sobra do lado. Então ficamos eu, Nina, o chá e o texto prontos para embarcar nessa nova história.
Faço uma primeira leitura, rápida, do começo ao fim - sem interrupções, só para saber do que se trata em linhas gerais a história. Às vezes já me vem uma ou outra ideia de imagem em alguma parte do texto. Com o Cadê seu peito, mamãe? foi assim, logo me veio a ideia de uma flor sem uma das pétalas.
Em seguida leio novamente, parando nos lugares onde haverá divisão do texto e faço pequeninos esboços. Tento fazer isso de maneira lógica, começando pelo começo e terminando pelo final, mas sempre tem um ou outro trecho que empaca. Por mais que eu tente, a criação não se dá de maneira linear.
Começo a montar o boneco*. Nesse momento já se passaram uns dois ou três dias desde que recebi o e-mail com o texto. E desde então já fico absorvida pela história. É uma coisa meio incontrolável, ou seja, meu dia vira isso:
- 8:00 - Acordo pensando no livro.
- 8:30 - Tomo café da manhã pensando no livro.
- 9:00 / 13:00 - Trabalho no livro.
- 13:00 / 15:00 - Faço almoço (tentando me concentrar mais para não me cortar com a faca) e almoço pensando no livro.
- 15:00 / 18:00 - Trabalho no livro.
- 18:00 - Pausa para o lanchinho e ainda pensando no livro.
- Depois do lanchinho trabalho no livro mais umas duas horas e depois vou fazer coisas pessoais (sim, eu tomo banho).
- À noite janto e assisto a um filme ou a algum programa.
- Sono, sono, vou para a cama e leio algum outro livro, para tentar não pensar no livro que estou trabalhando.
- 1:00 / 8:00 - Durmo e às vezes sonho com o livro que estou ilustrando.

Haja paciência do meu marido, que me atura falando do livro o tempo todo.
Imagino que com atores seja um pouco parecido, pois entro no personagem e tento interpretar o texto de acordo com o que imagino que ele faria, como agiria.
Faço esse primeiro boneco (bem pequeno só para marcar distribuição de texto e ilustração) e aqueles trechos que ficaram empacados viram páginas em branco que preciso completar.
Construo um segundo boneco, esse sim, nas medidas do livro, para trabalhar melhor com a composição da página e, nesse meio-tempo, preencho as tais páginas que estavam em branco.
Como utilizo o computador para fazer as ilustrações, preciso escanear esse boneco que está com os desenhos a lápis e montar um virtual para que possa enviar por e-mail para a editora. (Se a Escrita Fina fosse aqui em São Paulo ou se eu morasse no Rio, levaria o boneco pessoalmente e aproveitaria para tomar um cafezinho, ou no meu caso, um chazinho).
Juntamente com esse boneco virtual, envio uma das ilustrações finalizadas, assim, a editora tem uma ideia bem próxima de como ficará o livro pronto.
Para mim, aqui já acabou o trabalho mais difícil. Com o boneco e a primeira ilustração aprovados o livro está praticamente pronto.
Começo então a fazer as ilustrações de fato. Aí são dias, semanas sentadas na frente do computador, desenhando e pintando. Trabalho duro, porém feito com grande satisfação.
Quando estão prontas, envio as imagens por e-mail e depois faço eventuais ajustes para que tudo saia direitinho.
É demorado, trabalhoso, às vezes bem difícil, e eu adoro.

*Para quem não sabe, boneco ou boneca é como chamamos o protótipo do livro, geralmente feito de maneira artesanal.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

É uma história portuguesa, com certeza!

Quando eu cheguei aqui à Escrita Fina, a primeira coisa que as meninas fizeram foi correr pra me mostrar O livro da avó:
O livro da avó é lindo!”
“Choro toda vez que eu leio.”
“ Ai, as ilustrações do Luís são uma coooooisa.”

Juro. Esse livro causou um verdadeiro frisson aqui, entre editoras, autores, pessoas agregadas aleatórias que vinham visitar... todo mundo babava e perguntava :  – Quando sai?
Pois é, meu povo, saiu. E olha, não é porque é um exemplar Escrita Fina, não, mas ó... é um dos livros mais belos e singelos nos quais eu já pus as mãos na minha vida (e que outros autores e ilustradores não fiquem enciumados!). E como toda coisa bonita que a gente faz, deu um senhor trabalho. Foram idas e vindas da gráfica, provas de cor até ficarmos zarolhos e até a ilustre vinda dos originais themselves de Póvoa de Varzim ao Rio de Janeiro (imagina o nosso desespero  cuidado com tamanhas obras de arte em nossas mãos!). Nós, aqui da Escrita Fina, somos team Luís pra sempre! E vem mais coisa dele por aí, mas não vou contar agora pra não estragar a surpresa.
Inaugurando a conexão Portugal–Brasil, estreando: O livro da avó que, cá pra nós, daria um belíssimo presente de Natal. 
Ah! E sabe todos os comentários do início do post? Pura verdade.  Eu desafio até o mais insensível dos marmanjos a não chorar com essa história maravilhosa.

Inté!
Luíza Costa

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O que vem por aí 2 - a missão

Olá, pessoal!

Como já lhes foi devidamente narrado, a nossa rotina é bem agitada. Imaginem fazer aquilo tudo descrito no post “Cotidiano” com mais de um livro? Não se pode dizer que nossa vida é sem emoção! =D

Mas hoje eu vim só falar um pouquinho de um filho especificamente: o livro do grande jornalista Ricardo Kotscho, Vida que segue – Balaio do Kotscho: crônicas revisitadas. Selecionamos algumas crônicas de seu blog, o Balaio do Kotscho, que abordam temas como ética, solidariedade, e posso dizer a vocês que o resultado ficou bem legal... A linguagem é muito leve, e os assuntos, muito atuais. Aquele tipo de livro que você vai lendo, e, quando vê, já acabou!
Estamos em processo “indo-pro-final” do livro, e já chegamos à última revisão! Ou seja: hora de acertar os últimos detalhes, vistos por mais um olhar diferente!
E, na nossa área, todos os olhares são muito bem-vindos, podem ter certeza!

Enfim, aguardem mais um pouquinho e em breve, iniciozinho de 2011, teremos o lançamento desse livro leve e gostoso de ler, que, como toda coisa boa, faz o tempo passar sem você sentir...

'Té a próxima!

Carol : )

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Entrevista - Luís Ernesto Lacombe

O apresentador dos programas Esporte Espetacular e Placar da Rodada, Luís Ernesto Lacombe, dedica sua vida ao jornalismo televisivo desde 1988. Já trabalhou em emissoras como Bandeirantes, Manchete, RBS TV e, atualmente, está na Rede Globo. Vive no Rio, já morou em Florianópolis e viaja pelo mundo por conta da profissão. É pai de Pedro e Bruno, para quem dedicou E aí, Bicho?.
  
Conversamos com o jornalista, que se aventurou no mundo da poesia, uma de suas maiores paixões. 


Escrita Fina: Como você descobriu sua paixão pela poesia?
Lacombe: Meu avô materno, Américo Jacobina Lacombe, foi um grande historiador, membro da Academia Brasileira de Letras. Ele tinha uma biblioteca, com 20 mil volumes, que tomava todo o terceiro andar da casa onde morava. Éramos vizinhos de rua... Então, cresci no meio dos livros, e meu avô sempre me incentivou a ler. Por acaso, os primeiros livros que ele me deu eram de poesia. Acho que me apaixonei já no primeiro verso...

O que significou escrever um livro infantil, dedicado para os seus filhos?
Como jornalista de televisão, obrigado a trabalhar nos fins de semana e feriados, tendo que viajar muito, dedico bem menos tempo do que gostaria ao convívio com meus filhos. Ter escrito um livro dedicado a eles foi uma maneira de estar mais próximo dos dois, de incentivar neles o amor pela leitura, em especial, pela poesia, e também, é claro, o amor pelos bichos, que eles sempre demonstraram.

Como foi o processo de escrita do livro, escolha do tema e do título?
Quando meus filhos eram menores, eles eram fascinados por bichos. Íamos muito ao zoológico, eles ficavam muito tempo assistindo a documentários sobre bichos selvagens na televisão... Queria poder passar para eles, de um modo divertido, algumas informações sobre os bichos. 
Fiz uma pesquisa na internet sobre as características físicas e de comportamento de bichos indicados pelos meus filhos. Depois, foi só sentar e escrever. Todos os sonetos foram escritos em 2003, em poucas semanas.
Minha ideia inicial era que o título fosse Sonetos dos Bichos... Mas ‘sonetos’, definitivamente, não quer dizer muita coisa para uma criança. Então, pensei em E aí, Bicho?...

Seus filhos já têm o hábito da leitura?
Felizmente, sim. Eles estudam numa escola que incentiva muito a leitura. Minha mulher e eu também costumamos passear com os meninos em livrarias e, quando eles se interessam por algum livro, compramos na hora. Eles já têm uma biblioteca bem razoável. Também instalamos na cama de cada um deles luzes de leitura. Como os dois fazem questão de dormir no mesmo quarto, quando um quer ler até mais tarde não incomoda o outro... Meu caçula, o Bruno, principalmente, é um leitor voraz. Se a gente deixa, ele fica até tarde lendo.

Qual a importância que a literatura tem na sua vida?
Não consigo imaginar a minha vida sem livros. Claro, já li muito mais do que hoje, até quatro livros, de gêneros diferentes, ao mesmo tempo. Mas, como o jornalista de televisão e o escritor/leitor nunca se entenderam tão bem, hoje em dia, leio menos. A literatura me fez escrever melhor, ter melhores ideias, um horizonte mais amplo... O livro diverte, o livro emociona, o livro informa, o livro forma o pensamento, o livro faz pensar, o livro aumenta a criatividade, o livro é fundamental!


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

E aí, Bicho? - Noite de autógrafos na Livraria Argumento

Noites de autógrafos costumam ser eventos em que parentes e amigos encontram-se para prestigiar o autor que está lançando um livro. No dia 30 de novembro, Luís Ernesto Lacombe, apresentador do programa dominical Esporte Espetacular (Rede Globo), não decepcionou: reuniu familiares, amigos, colegas de trabalho e muitas crianças, todos animadíssimos com a oportunidade de dar uma primeira olhada no recém-lançado E aí, Bicho?. O trabalho, modéstia à parte, ficou lindo e trouxe muito orgulho para a editora.

De mala, cuia e banner embaixo do braço, nossa equipe foi para a Livraria Argumento recepcionar os convidados. Um lanchinho para saciar a fome e, em seguida, à espera pela estrela da noite. Um pouco depois das 19h, o autor chegou, ainda de crachá pendurado no pescoço, esbaforido, mas feliz, pronto para seu debut no mundo da literatura infantil.

A escritora Thalita Rebouças, os jornalistas Cristiane Dias, Glenda Kozlowisk, Luciana Ávila e Sidney Garambone, todos integrantes do quadro de jornalistas esportivos da Rede Globo, estiveram presentes para prestigiar Lacombe. Os filhos pequenos, claro, acompanharam os pais nesse encontro para desvendar os mistérios dos animais selvagens. Ontem, o programa Vídeo Show apresentou matéria exclusiva gravada com o autor. 

 (Thalita Rebouças, Lacombe, Glenda Kozlowisk e Luciana Ávila. Foto: Roberto Filho)