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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Presente literário

A gente sabe que acertou na mosca quando conquista tanto o público em geral quanto os críticos literários. Pois nosso Aniversário no cemitério está na seleção de Agosto do Jornal de Letras. Taí um presentaço pros 100 anos do coveiro Rogério, hein! 

É só clicar que aumenta ;-)


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vamos falar sobre nada?


Ah, a filosofia! Uma senhorinha simpática com alguns milênios de idade e tão humilde, que mesmo com tantos anos de sabedoria nas costas, teima em dizer que não sabe é de nada. A filosofia nada mais é que uma contadora de histórias, uma observadora implacável com mania de fazer perguntas. Nada muito diferente de uma criança pequena intrigada com o mundo. Só que com a pobre da filosofia, ninguém tem paciência :-/
Ela, que um dia foi flor do campo, agora está relegada a pururuca do brejo. Chata, redundante, tediosa, pedante... são só alguns dos epítetos injustos dessa senhora. E se houve um tempo em que ela era debatida em praça pública, hoje mal tem espaço nas escolas. Tem até quem a chame - que absurdo! - de desnecessária. Ou até sobraram alguns que gostem dela, mas dizem ser coisa pra gente grande. 

Ainda bem que o Eduardo Fernandes e a Alessandra Montani não pensam assim. Pra eles, filosofia é coisa pra todas as "gentes": grandes, pequenas e médias.  Tanto é que resolveram filosofar em grande estilo: convidando sua filhota, Luisa, pra ilustrar o... nada. Não, não estamos doidos, o livro é sobre nada. Assim, meio absurdo mesmo. Porque a filosofia tem dessas coisas, sabe? Você começa a indagar sobre algo que parece ordinário. Mas nada é ordinário. E... e... acho que a gente tá se perdendo e é melhor deixar a explicação nas palavras do Eduardo: 

"Muito já foi dito sobre Muito. 
Aliás, sobre quase tudo.
Só não tinham falado nada sobre o Nada.
Mas o que é o Nada, senão a ausência de Tudo?
Não dá pra ter Tudo se não tiver o Nada.
Então é Tudo e Nada.
Mais que muito, e nada mais!"

Então nós, o Eduardo, a Alessandra, a Luisa e a senhora Filosofia deixaremos aqui o convite para o lançamento da A incrível história sobre o Nada em Sampa, no dia 4 de agosto, domingo agora, na Livraria da Vila - Cidade jardim. Nos vemos lá?


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Feliz dia do "desvira esse chinelo!!!"\o/


Quem aí não tem uma história de vó pra contar? Desculpem as mães, os pais e os professores, mas ninguém no mundo conta história tão bem quanto vó. E isso porque as vovós das antigas mesmo guardam tudo na caixola, porque lá nos idos da época delas, livro era artigo de luxo. 
As vovós mais modernosas já podem recorrer às letras impressas ou à tela de um tablet. Ou podem pegar carona nas ilustrações de um livro e inventarem a sua própria história. E mesmo com todos esses recursos disponíveis, há um click que dá quando uma mulher se torna avó: de repente ela se torna uma grande biblioteca de contos e sabedoria popular. Porque melhor que história de vó, é conselho de vó. E como bem sabe a Neide Barros, taí um ser humano especialista em salvar a vida da gente. Mas se você estiver em apuros em algum momento em que sua vovó esteja muito ocupada, a gente ajuda. É só pegar um Receitas da vó na estante e achar uma dica tiro e queda pra resolver o problema.& ;nbs p;
No dia da avó, achamos mais que justo que sejam vocês a contarem uma história pra ela. A dica já está dada :-)



sábado, 20 de julho de 2013

A nossa própria Canção da América ;-)

Foto de Snugg LePup


Amigo pode ser aquela coisa que o Balão Mágico cantava volta e meia num programa de tv. A amizade pode ser também aquela música do Fundo de Quintal que a galera do samba canta no final da festa como forma de demonstrar carinho aos convidados - geralmente quando já estão mais pra lá do que pra cá (o que não significa que o sentimento não seja verdadeiro, ora pois!). Amigos também podem ser um programa de tv anglófilo que se passa em NY, um pouco distante da nossa realidade brasileira, mas amigo é amigo em qualquer canto do mundo! O James Taylor também é chegado a cantar sobre os amigos . Os Beatles, auxiliados pela voz rouca do Joe Cocker, foram a trilha sonora de um dos seriados mais fofos do mundo sobre... advinhem? A amizade! E isso só porque estamos falando do nosso tempo, da galera da casa dos vinte e muitos anos pra lá. Mas amizade nunca sai de moda, e vocês, dos anos 90 pra cá, com certeza devem ter um montão de exemplos de retratos da cultura pop atual desse que é um dos mais sublimes relacionamentos interpessoais possíveis. Afinal, como diz o ditado, amigos são a família que a gente escolhe.
A literatura - é claro! - não poderia ficar de fora. E nunca ficou. A Escrita Fina, então... Pra gente, todo mundo é amigo. Nossos leitores, nossos blogueiros parceiros, nossos autores e ilustradores, nossa equipe. Tratamos de igual pra igual, com respeito, carinho e cumplicidade. Além disso, procuramos passar a mensagem adiante. Seja pros pequenos, com a Amizade desenhada, da Ana Cristina Melo e da Cris Alhadeff ou pros já não tão pequenos assim, com O dia seguinte, do Luis Eduardo Matta. 

Amigo, pra gente, é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito e na estante também :-)

Feliz dia do amigo!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Bordando amor por aí

Ilustra da Marcela para A linha e o linho
Nós cantamos a bola na semana passada, mas, para os esquecidos, nós cantaremos de novo. Quer dizer... o Gilberto é que vai cantar. Ou melhor, a Marcela é que vai bordar os versos do Gilberto ;-)
Hoje é o dia dos namorados, e, sim, a gente sabe que é uma data inventada. No entanto, nós acreditamos com todas as forças que qualquer pretexto pra fazer uma declaração de amor é válido. Se não der tempo de se declarar ainda hoje, não tem problema. Pode ser amanhã ou quem sabe daqui a alguns dias. Só não vale perder a coragem e ficar procrastinando, viu!
Prender "eu te amo" no peito causa uma dor tremenda e uma melancolia sem fim. Um conselho escritafinense? Solta o verbo! E se a timidez for mais forte, a gente dá uma sugestão: que tal "perder" um A linha e o linho na casa dela (ou dele), na mesa do colégio, na caixa de correio... Assim, como quem não quer nada, sabe? Ou, para os corajosos, não precisa perder coisa nenhuma. Embrulha pra presente e manda ver na dedicatória!

A gente tá aqui na torcida pra que todas essas possíveis futuras histórias de amor deem muito certo <3 Temos certeza de que o Gil e a Marcela ficarão orgulhosíssimos de fazerem parte delas.



terça-feira, 4 de junho de 2013

Canção de amor




Vida de social media escritafinense é dureza. Como escrever um texto ouvindo "A linha e o linho"? Dureza. A pessoa não sabe se chora, se ri, se fica boquiaberta, se fica com cara de boba... A única certeza é de que tá na hora de pausar a música ou esse texto não sai é nunca!
*Pause*
Pois bem... Como a gente já disse uma vez: está chegando aquele dia  que todos os solteiros amam odiar: o Dia dos Namorados. O pânico rola solto! Tem solteiro que corre pra Santo Antônio, tem solteiro que corre pra farra, tem xamegado querendo ficar solteiro... Mas o desespero geral mesmo é o dos xamegados que não fazem ideia de que presente comprar. Não que a gente acredite nisso de que amor e presente andam de mãos dadas. Mas pra quem curte fazer aquele agrado, fica aqui a sugestão. 
Hmm... Acho que entregamos o jogo já no primeiro parágrafo de que o nosso livro, cujo texto é a letra da linda canção do  Gil, é a nossa pedida, né? Afinal, taí uma declaração de amor prontinha e linda de mão beijada. E com ilustras maravilhosas. E a um precinho camarada (somente R$15,00). E é o Gil, poxa! Quando no mundo se tem a oportunidade de pegar versos de Gilberto Gil emprestados e bordados pra dar de presente? Só quando a Escrita dá uma força.
E se a grana estiver curta, vale também aquela serenata. Mas nem precisa se preocupar com os possíveis desafinos! Afinal, dizem por aí que o amor, além de cego, também é surdo ;-) 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Atenção, atenção: o aniversário no cemitério será adiado!



Calma, calma! Ninguém morreu. São apenas detalhes técnico-cristãos ;-) Devido ao feriado de Corpus Christi, o lançamento de Aniversário no cemitério que seria neste sábado, dia primeiro de junho, ficará pro dia 27 de julho (também sábado, às 11 horas). Assim, quem é de rezar, reza, quem é de ir à praia, vai e ninguém perde essa tenebrosa festança.
O quêêêê? Vocês estão com medo de um velhinho coveiro simpático desenhado pela Cris Alhadeff?De uma história inusitada de Alexandre de Castro Gomes? Ai, gente! Para! Estamos em pleno 2013 e vocês ainda acham que juntar fantasma + cemitério é motivo suficiente pra ficarem apavorados? Relaxem! Tim Burton já provou tantas vezes que dá pra ter graça (e muita graça!) no além. Agora é a vez tupiniquim, ora pois!
Ah! E olha a educação, hein! Não nos façam a desfeita de aparecer sem presente lá na Livraria Cultura do Centro. Afinal, não é todo dia que tem gente fazendo 100 anos por aí...  

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Todas nós somos um pouco Angelina Jolie



Ficar doente é dureza. Quando a doença é um câncer a dureza triplica. Mas e se junto com isso tiver um pequeno (ou vários) que depende da gente? Nesse caso, se a gente  tava borocoxô e deprimido, acaba tirando força sabe-se lá de onde pra seguir em frente.
Algumas mulheres tomam decisões duras e irreversíveis, como a Angelina Jolie. Retirar os dois seios pra prevenir um câncer é um ato tão pesado quanto a doença em si. É retirar uma parte da identidade feminina e um golpe na autoestima. Mas poucas coisas ajudam tanto as mulheres a irem levando quanto os seus filhos. Sim, moçoilos, hoje aqui é clube da luluzinha ;-)
A Jolie teve a chance de prevenir. Já nossa Ivna não teve tanta sorte (mas só no quesito câncer de mama, ainda bem).
Ivna Chedier Maluly teve que encarar o câncer de frente, com filho pequeno e tudo. E o conselho que ela deixou pra gente é o seguinte: joguem limpo com os pimpolhos (mas sem perder a ternura jamais!).
Pra nossa sorte, ela transformou o processo em um livro que pode ajudar a outras mães que talvez estejam no mesmo barco. Cadê seu peito, mamãe? foi um dos primeiro filhotes escritafinenses e é um baita orgulho ter a Ivna no nosso time!
Ao Globo ela contou um pouco mais sobre o processo de transformação do baque da doença em livro. E antes que a gente se derreta em lágrimas, segue aqui o link pra vocês chorarem também. Mas não se preocupem: são lágrimas de carinho e alegria ;-)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Black is beautiful!

Retratos do lixo, Vik Muniz


Há 125 anos, neste mesmo 13 de maio, extinguia-se oficialmente a escravidão do Brasil. Temos motivos pra comemorar? Claro que sim! Afinal, foram-se as chibatas, as correntes e o direito de possuir outro ser humano e considerá-lo inferior por causa do seu tom de pele. Temos motivos pra estarmos satisfeitos? Não.
A igualdade, na prática, ainda não chegou por aqui. Os negros ainda ganham salários menores, têm menos oportunidades de frequentar boas escolas, moram nas comunidades mais carentes e, em pleno 2013, ainda há quem os olhe de cima pra baixo. A coisa tá tão enraizada que tem negro que até tem vergonha de ser negro.
Mas as coisas estão mudando :-) O famigerado tal do "cabelo ruim" já é exibido em capas (poucas, é verdade)  de revistas como o cabelo bom que realmente é;ouvir um bom samba já não é motivo de vergonha; existe um pouquinho mais de boa-vontade com as religiões africanas; os lábios carnudos estão na moda e até o batidão do funk tem ganhado respeito. É pouco? É! Estamos caminhado a passos de tartaruga? Sim! Afinal, já se passaram 125 anos e muito pouco foi conquistado. 
Mas não adianta reclamar e reclamar e nada fazer. A nossa briga é pra fazer que livros como Um menino chamado Negrinho ou Vozes d'Africa sejam apenas belas (e tristes) histórias de um tempo distante e que elas nunca mais se repitam. Por um Brasil com menos Navio negreiro e mais Vida que voa.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Escrita cultural: não tem erro! ;-)

Andrea divando na Cultura

Em março a gente começou um flerte meio tímido com o pessoal da Cultura. Todo sábado o encontro era marcado e um monte de gente aparecia lá. Um namoro meio poligâmico foi tomando forma: nós, os autores, os livreiros e vocês, é claro! Assim nasceu uma paixão arrebatadora dessas que só a leitura é capaz de proporcionar. Dia 20 de abril, por exemplo, foi a vez da Andrea Viviana Taubman contar pra galera sobre O menino que tinha medo de errarDepois de um "date" desses, é claro que a Cultura se derreteu toda e se rendeu aos nossos encantos de vez. 


Agora a coisa ficou séria e a Escrita está toda, toda com os xamegos da Livraria Cultura. Estaremos firmes e fortes em todos os finais de semana dos próximos três meses desfilando o nosso ar apaixonado pelas Culturas do Rio de Janeiro. Ô cidadezinha pra inspirar romance, viu!
E o casal Cultura + Escrita é pra lá de diferente. Não temos olhos apenas um para o outro: só temos olhos pra vocês! E é por isso que nossos autores queridos também marcarão presença com seus livros mais que especiais. 
Coloca a roupa de domingo, borrifa o perfume, toma um banho caprichado e vem com a gente!
Pra saber a programação é só clicar nos banners abaixo ;-)

Lembrando que o livro da Ana Cristina Melo no banner da direita é o Amizade desenhada, ilustrado pela Cris Alhadeff (que também colocou sua mãozinha mágica em O banho de Nina e Aniversário no cemitério. Frederico e O menino que tinha medo de errar são obra da Camila Carrossine. Um menino chamado Negrinho fica por conta do Luis Silva. Histórias da terrinha é obra da Babi Wrobel Steinberg. Família Alegria a gente põe na conta da Carla Irusta. Quibungo é fruto da imaginação do Allan Rabelo. Botas e bolas, Sapo e sopa e Acobra e a corda são coisa da Fernanda Morais. E O Terrível guerreiro saiu da caixola da Morgana Mastrianni. Ufa! Haja ilustrador talentoso nessa editora!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

101



Há 101 anos, o "inaufragável" Titanic bateu a cassuleta, subiu no telhado, foi desta pra melhor e virou lenda. Um evento triste, mas que inspirou tantas e tantas histórias que vocês provavelmente não aguentam mais ouvir sobre o tal do navio, certo? Errado!

Lembram da nossa teoria sobre o famigerado "figurinha repetida não completa album"? E lembram que a gente super acredita que, bem... depende da figurinha? Pois o JP Veiga conseguiu a proeza de contar uma história inspirada na figurinha repetidíssima do Titanic, porém superoriginal. Um olhar meio livro, meio câmera, meio ficção, meiobiografia... A gente não sabe bem como classificar Robinson Titanic e também nem é necessário. A graça é essa! Tudo o que vocês precisam saber é que de todas as histórias já contadas sobre o naufrágio, essa, definitivamente, vocês jamais imaginariam. Ou será que sim?

Fica aqui a nossa pergunta: e se, 101 anos depois, vocês pudessem visitar o Titanic naufragado, o que  acham que iriam encontrar?

Depois é só ler o livro e descobrir o que o protagonista do Robinson Titanic encontrou. A gente aposta que vocês vão ficar mais surpresos que o Zagallo!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

O álbum de figurinhas da Helena


Diz o ditado que figurinha repetida não completa album. A elas são reservados o jogo de bafo, as trocas, e, às vezes, até a lixeira. Oh triste fim!
Aqui na Escrita, onde a gente adora subverter o senso comum, a banda toca diferente. Figurinha repetida, pra nós, é estrela. E é por isso que a gente adora colar a Helena Gomes no nosso álbum de lançamentos.
Há algumas semanas andamos torturando vocês com teasers e mais teasers sobre A donzela sem mãos e  a espera acaba aqui. Neste terceiro livro da Heleníssima, lançadopela nossa humilde residência, a prosa toma um rumo um pouco diferente. Nossa primeira dama brazuca da literatura fantástica resolveu escrever, ou melhor, recontar contos populares. E, pra variar, ela arrasou na empreitada! Ah! E na cola do texto temos também as ilustras do Kako, pra coisa ficar ainda mais sombria, belamente sombria... buuuuuuh!
Chega de blá blá blá e simbora passar a palavra a quem interessa: com vocês, Helena Gomes! *aplausos 

"Acontecem coisas surreais em contos populares, como personagens que mal se conhecem e já querem se casar, vilões sempre feios de matar eheróis sempre lindos de morrer, coincidências impossíveis de acreditar e,principalmente, tramas que nem sempre são bem amarradas. O desafio foi recontar as cinco histórias deste livro do meu jeito, ora seguindo as versões originais, ora me afastando delas, a cada momento procurando dar sentido às lacunas deixadas pela tradição oral e pelos folcloristas que as recolheram. E, acima de tudo, valorizando a magia responsável por conquistar gerações de fãs através dos séculos.
Escrever uma adaptação como esta era um sonho antigo, desde que ganhei da minha mãe o livro Contos Maravilhososde Theobaldo Miranda Santos. Isto aconteceu em 1976, quando eu tinha dez anos. Antes e depois dessa época, li e reli muitas vezes meu volume preferido do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato: Fábulashistórias de tia Nastácia ehistórias diversasGuardo os dois livros com carinho até hoje.
Não foi preciso muito mais do que isso para que os contos populares me conquistassem de vez. Aliás, esses dois livros continuam me influenciando até hoje: suas versões de "A moura torta", "As túnicas deurtiga" e "A rainha que saiu do mar" me ajudaram a criar as minhas.
Também consultei fontes valiosas como Câmara Cascudo, Sílvio Romero, irmãos Grimm, Clarissa Pinkola Estés, Bruno Bettelheim e Figueiredo Pimentel. A escritora e especialista em contos de fada, Rosana Rios, me orientou bastante nesta pesquisa. Veio dela a sugestão para que eu recontasse "A donzela sem mãos" e "O porco encantado". Obrigada, Ro! Nas próximas páginas, é esse pedacinho de magia da minha infância que divido com você.
Boa leitura!
Helena Gomes" 

terça-feira, 19 de março de 2013

Tchibum!

Foto de Jamie Pichora


Ok, a gente sabe que ano passado rolou um post mais ou menos por aí. Mas é que tem assunto que precisa ser martelado e remartelado na cabeça da galera. Não é à toa que já estamos no terceiro livro (e contando!) sobre o assunto. 
Não captaram a mensagem? Estamos falando do Dia Mundial da Água!
Talvez 22 de março passe assim meio despercebido.... Afinal, ninguém troca presente, não rola churrascão comemorativo, nem é feriado. Não rola liquidação no shopping, nem propaganda atrás de propaganda na TV. Mas experimente ficar cinco minutinhos sem água pra entender a importância de um dia assim. Dia de conscientizar!
Vocês já estão carecas de saber que a gente se amarra em abraçar uma boa causa. E também que uma das grandes certezas escritafinenses é que a melhor saída pra "consertar" o mundo é focar nos pequenos. Mas se você já for grande, não tem problema, também dá pra se jogar no nosso combo aquático desta sexta: Camila Carrossine, Ivna Chedier Maluly, Mirna Brasil Portella, Ana Cristina Melo e Cris Alhadeff. Mas lembrem-se: quando o assunto é água, a palavra de ordem é economizar! A abundância a gente deixa só pros talentos das nossas meninas. 
Então, vem com a gente, a Maria Luiza, a Nina e Chuá! Chuá!  

segunda-feira, 4 de março de 2013

Prêmio OFF FLIP de Literatura abre inscrições


Com a palavra, os nossos parceiros da Off Flip (sim, já tá quase na hora \o/): 

Estão abertas até 2 de maio de 2013 as inscrições para a oitava edição do Prêmio OFF FLIP de Literatura. Criado em 2006 como parte da programação literária da OFF FLIP, o Prêmio oferecerá aos poetas e contistas vencedores R$ 16 mil no total, além de estadia em Paraty, ingressos para mesas de debate da FLIP, passeio de escuna pela baía de Paraty e cota de livros do Selo Off Flip e da editora Escrita Fina. Os textos serão avaliados por escritores de expressão no cenário literário brasileiro e os 30 finalistas serão publicados em coletânea pelo Selo Off Flip. O sarau de premiação acontecerá no Centro Cultural SESC Paraty entre 3 e 7 de julho, paralelamente à Festa Literária Internacional de Paraty.O regulamento pode ser lido no site do Prêmio: www.premio-offflip.net




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

São os livros de março fechando o verão...


O Carnaval passou, o verão tá terminando e a chuvarada vem aí pra acabar com os finais de semana praianos da galera. O clima é de tristeza geral, mas muita calma nessa hora! A Escrita tem a solução pra acabar com essa melancolia. Março pode não ter praia, piscina, futebolzinho de domingo, churrasco na casa dos amigos ou almoços no quintal da avó, mas março tem Escrita Fina na Livraria Cultura nos finais de semana. Dá quase na mesma, né? Afinal, todas as opções anteriores reunem gente fina,elegante e sincera e muita contação de história. A diferença é que, na Cultura, as histórias não vão sair da cabeça daquele amigo caozeiro que todo mundo tem. Ou,pensando bem, com uma imaginação tão fértil, não seria nada mal encorajar o tal a tentar a vida de escritor ;-)
Ah! O nosso mês de março tem até baile de Carnaval!
Pra saber a programação, é só clicar na imagem abaixo.



Nos vemos lá! 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Oi, eu tenho um blog...



Foto de Thomas Hawk
Vocês não têm noção da quantidade de e-mails que chegam todo santo dia com essa breve introdução. Todos com um único objetivo: a tal da parceria!
Funciona assim: a gente cede o livro e o blogueiro cede suas impressões sobre ele. Daí, a galera que lê o blog consegue ter uma visão um pouco mais pessoal sobre a publicação pra decidir se vale a pena ou não comprá-la. É um intercâmbio bacana em que apaixonados por livros garantem uns exemplares gratuitos enquanto o nosso orçamento editorial limitado agradece a divulgação. Mas tudo sem compromisso! Não gostou do livro? Pode (e deve!) dizer com todas as letras. Aliás, diga também o porquê, pra que a gente saiba o que é que não tá rolando :-) O grande barato da parceria é a total parcialidade do blogueiro. É assim que os leitores passam a confiar neles (e a gente também). 
Pros leitores vorazes esse sistema é o melhor dos dois mundos. Mas devagar com o andor, que o santo é de barro, que isso não significa que a gente pode aceitar todos os e-mails queridos que chegam pra nós. Não dá pra distribuir livro pra todo mundo, né? Adoraríamos, mas não dá :-( É por isso que rola um sistema de seleção que a gente vai explicar melhor agora. Vocês têm um blog e querem saber o que pega bem e o que não pega na hora de solicitar a parceria? A hora é essa!

1- Tem certeza de que você gosta da Escrita?

Olha, se não gostar tudo bem... Acontece :-) A gente tem um estilo que é a nossa assinatura.Toda editora tem. Ou seja, quando alguém lê um livro nosso, játem mais ou menos uma ideia do que virá nos próximos. Então, será que vale a pena fechar uma parceria com uma editora que não combina muito bem com você? Ganhar livro é ótimo, mas ganhar livro que a gente não curte não é lá muito legal... 

2 - Você gosta da gente mesmo? Uau! Conta o porquê, vai!!!

É emocionante quando chega um pedido de parceria de alguém que curte muito a editora e deixa isso claro com todas as letras. A gente já sabe que vai fazer alguém feliz cada vez que um livro nosso chegar na caixinha do correio dessa pessoa. E num mar de tanta gente querendo a mesma coisa, não custa nada tentar se destacar um pouquinho ;-)

3 - Ok. Você gosta da gente, mas tem certeza que você gosta de blogar também?

A gente recebe muitos e-mails de blogs recém-criados. Adoramos ver o gás dessa galera, mas vamos com calma, pessoal! Blogar é dureza, (na maioria das vezes) não dá grana e exige um nível de comprometimento seríssimo com os leitores. Antes de partir pra luta das parcerias, vamos ver se a coisa vai mesmo pra frente? 

4 - Mas peraí... você gosta de blogar sobre livros ou de ganhar livros?

A gente super entende que livro é caro e que bibliotecas andam em extinção por aí, mas fica meio estranho quando todas as resenhas dos seu blog são só de editoras parceiras. Queremos saber do que você gosta. E o leitor do seu blog também! 

5 - Percebeu que a palavra-chave é gostar, né?

Não, nós não queremos uma análise técnica. Nós queremos toda a sua parcialidade. Aprofunde-se, divague... Sem essa de só resumir a história, viu?! E se você não curtiu o livro, não é pra ter medo de ser sincero por receio de perder a parceria. Como a gente disse mais acima... acontece, oras! E a última coisa que a gente quer é que todos os seus leitores se sintam enganados. Críticas construtivas são sempre bem-vindas :-)

Passou por todas as perguntas acima e tá convencido de que a Escrita é a sua cara? Escreve pra gente! Rolam uns detalhes técnicos estatísticos também, mas isso a gente explica "pessoalmente" ;-)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Um regalo pra Bartô


Como a gente aqui na Escrita não cansa de dizer: o Bartô é nosso muso! Ele é aquele cara que quando a gente lê, parece até que tá sentado na mesa do boteco, com um pingado e um pão com manteiga. Um guerreiro incansável na cruzada pela popularização da leitura. O Bartô é dos nossos e se cá entre nós estivesse (em carne e osso, porque em obra e espírito estará sempre), com certeza seria um escritafinense ferrenho.
Mas, como já era de se esperar num país que não dá lá muita bola pra literatura (o que há de mudar!!!), tem uma galera que nunca ouviu falar nessa lenda chamada Bartolomeu Campos de Queirós. E nós, que amamos esse tipo de missão literária, quando vimos o livro do Augusto, não pensamos duas vezes: vamos espalhar Bartô pelo mundo! Começando devagarzinho, com poesia e delicadeza. Não que Augusto Pessôa mereça um segundo plano nessa história. Muito pelo contrário! Há que se ter muita coragem pra acatar uma missão como essa. E também muito talento. 
Bartlomeu Campos de Queirós foi escritor, educador, crítico de arte, museógrafo e ...para pra respirar... ensaísta. O Augusto conviveu com o Bartô (ô invejinha!) e resolveu mostrar pra gente (e pra vocês) o grande homem por trás da grande obra. Agora em janeiro fez um ano, no dia 16, que ele se foi, e esse livro é uma forma, não só do Augusto, mas de todos nós, de matarmos a saudade. E pra quem ainda não o conhecia, fica aquela peninha de não ter aproveitado esse moço até agora. Mas ainda dá tempo!

 Histórias do Bartô: uma homenagem a Bartolomeu Campos de Queirós será lançado na Blooks, dia 30 de janeiro. Pra mais informações, é só clicar no convite.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Os quatro dias mais aguardados do ano


Só de pensar nele chegando o coração acelera, dá aquele frio na barriga, as pernas começam a tremer... Pensou naquele gatinho (ou gatinha) com o qual você esbarrou ontem à noite? Nada disso! Estamos falando é do Carnaval. E só de pensar, já dá vontade de sair dançando por aí :-)
Há quem diga que Carnaval é alienação, perversão, falta de ducação e todos os outros "ãos" dos quais ninguém gosta. Mas como a gente adora ser do contra e mostrar o outro lado da moeda, pegamos a Mirna Brasil Portella pra provar por a mais b que carnaval é muita cultura! E bota cultura nisso! Carnaval é a história da gente, o Brasilzão do cotidiano, que, ao menos por 4 dias, vira destaque. Carnaval é muita música e muita história pra contar. E é claro que oCarnavalança da Mirna tinha que vir com um time de primeira cantando as marchinhas que todo mundo adora, além das belas palavras da nossa autora. Pois é... e não é que Carnaval também pode ser livro?! Uau!
Mas quem pensa em Carnaval, pensa logo é na folia. E é por isso que domingo vai rolar o Baile do Carnavalança na Fundição Progresso, aqui no Rio, a partir das 16 horas, pra abrir o já famoso concurso de marchinhas da cidade maravilhosa. Mas se você mora longe, não tem problema... o concurso vai passar na tela da tv no meio desse povo Globo! 
Preparados pra botar o bloco na rua? Então deixa pronto o escalda-pés pra segunda-feira, que domingo a gente não vai deixar ninguém ficar sentado!


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Olá, 2013! Você por aqui?

Foto de Bowen Murphy


Hoje é o novo dia de u.... OH WAIT! Essa é a musiquinha do fim do ano. A gente quer é uma pro início, pra virada, pra botar aquela resolução bombástica de ano novo pra funcionar. Uma que nos anime a ficar mais que a primeira semana de janeiro na academia, que nos dê energia pra começar aquele programa de voluntariado bacana, que nos ajude a dar um gás pra estudar como nunca e finalmente passar no vestibular! Ah que beleza essa coisa de ano novo, que nos dá o impulso de que a gente precisa pra começar de novo. Como se a gente não pudesse "começar de novo" todo santo dia, né? Mas já que o ser humano curte uma desculpa esfarrapada, então vamos lá fingir que só dá pra dar uma reviravolta na vida quando o ano vira. E aproveitar pra fazer uma festinha também, que ninguém é de ferro.
Pois o ano virou, a primeira semana já até passou, as promessas já foram feitas e agora só falta cumprir cada uma delas até o próximo 31 de dezembro ;-) Fácil, né? Resolveu ser uma pessoa melhor? Nós também! A gente se ajuda e chega lá. Mas sabe o que mais nos daria prazer neste ano que se inicia? Que vocês resolvessem que em 2013 lerão mais livros ainda da Escrita. A gente jura que vai dar duro o ano inteirinho pra ninguém dizer que foi por falta de livro que não cumpriu a resolução. Mas ó, se vocês só resolverem que vão ler mais, mesmo que no pacote entrem os livros da concorrência, a gente vai ficar feliz também :-)

Ah! E a tal da música pra abrir os trabalhos de 2013? Hmmm... Vamos abrir a janela e deixar o sol entrar, mas o resto da trilha sonora fica por conta de vocês. Qual a música que vai te dar aquele gás neste novo ano? A gente quer saber!




sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Por um Natal mais literário

Foto de Leonardo Augusto Matsuda


A gente aqui na Escrita tem uma qualidade que, às vezes, nos entristece muito. Nós sempre tentamos olhar as coisas pelo ponto de vista que a maioria não tá muito a fim de encarar. Com o Natal a gente não faria diferente.
Nós bem sabemos que o Papai Noel não existe pra todo mundo. Tem muita criança por aí que nunca teve sua cartinha respondida. E quando o tal do bom velhinho aparece, dificilmente vem com uma sacola cheia de livros. Por algum motivo que a gente jura que não entende, enfiaram na cabeça das crianças que livro não é divertido. Ora, vejam se tem cabimento uma coisa dessas?! Quanta coisa a gente não vive e conhece e se emociona e aprende e chora e ri e... ufa! Enfim, quanta coisa não cabe dentro de um livro? E se um livro desses, cheio de gostosuras, cair na mão de uma criança que não tem quase nada? Olha quanta coisa ela vai ganhar de uma tacada só! Uma imaginação inteirinha de brinde :-)
Ficamos aqui matutando essas duas infelizes constatações e chegamos a conclusão de que EEEEEEEPA! tá na hora de reverter essa parada.
1 - Toda criança tem que ter direito a um Papai Noel.
2 - Toda criança merece um livro que desperte sua paixão pela leitura.
Eis o nosso plano. Quer dizer, o plano é dos Correios, mas a gente resolveu dar uma incrementada ;-)
Todo ano um montão de crianças mandam cartas pra um Papai Noel que dificilmente responde. Mas a o pessoal dos Correios teve uma ideia brilhante pra resolver essa falha de comunicação com o Pólo Norte e há 23 anos anda recolhendo essas cartas pra que qualquer um de nós possa ser o Papai Noel de alguém. Olha que bacana! É só entrar no site, pegar um cartinha e  fazer o Natal de um pequenino lá loooonge mais feliz. E aí, que tal, se junto com o pedido dele, a gente mandar um livro? Mara, né?
Bora entrar nessa onda com a gente? Temos dois livros natalinos lindíssimos pra dar o pontapé inicial de sugestões: Histórias de Natal e A lenda do Alecrim.
A hora é essa, minha gente! Espalhar a magia do Natal por aí é ainda mais legal que ganhar presente. Podem acreditar!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Como é grande o meu amor por você!





Não, meus senhores, a gente ainda não tem cacife financeiro pra bancar o Rei Robertão nesta humilde casa literária. Mas não é por isso que a homenagem é menos bonita ou com menos potencial pra verter uma cachoeira de lágrimas nos olhos da galera.
É quase uma vingança, na verdade. Agora é a nossa vez, dos alunos e pais, de fazermos as professoras perderem a compostura. Que criança dos anos 80/90 nunca matou a mãe/pai de soluçar cantando Como é grande o meu amor por você na festinha de fim de ano do colégio? Pois é! Anos de fotos de maquiagem borrada, olho inchado, com a cara toda amarrotada de emoção naquela época que nem photoshop existia pra dar uma amenizada, serão vingadíssimos por Daílza Ribeiro e Aline Haluch!
Vocês acahavam que existia limites pra fofura? Pois não existe! E a gente prova nossa teoria com Pra minha professora, com gratidão... que foi lançado na semana passada na Argumento da Barra. Queremos ver um exército de alunos desidratando suas queridas mestras com esse presente. Como já dizia o poeta: "a vingança nunca é plena. Mara a alma e envenena". 

Sim, somos muito malvados! ;-p

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Seleção Escrita Fina


 
Surtos psicóticos, noites sem dormir, tremedeiras, sábados e domingos de trabalho ininterrupto, overdose de café e pizza... e não estamos falando do furacão Sandy. 
Todo ano é a mesma coisa, porque todo ano tem PNBE. As quatro letras mágicas que fazem todo editor tremer na base, mas também traz incontáveis sorrisos. Pelo menos pra nós. Há três anos sempre entra algum livro escritafinense na seleção e este ano não foi diferente. 
As escolas brasileiras poderão contar com O gosto do Apfelstrudel e Jogo da Memória em suas bibliotecas no ano que vem. E bem... se tem uma instituição pela qual temos um apreço imenso, é essa! No mundo ideal, a base da leitura deveria vir de casa, certo? Mas a gente sabe que a banda (infelizmente) não toca bem assim e (ainda bem!) as escolas acabam fazendo esse trabalho lindo. Saber que a gente tá num programa de leitura tão legal e importante pra solidificar o hábito da leitura nos nossos jovens é das melhores coisas que acontecem pra gente todo ano. 
Então foi mal por ter que encher o saco de vocês com mais um post sobre nossa seleção de PNBE, mas a gente nunca vai se cansar de receber esse tipo de notícia. E comemorar muito mesmo quando ela chega!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Subindo o morro!


Já tivemos OFF Flip, Flip, Feira de Frankfurt, mas festival em UPP é novidade pra nós. De 7 a 11 de novembro, a literatura vai subir o Morro dos Prazeres, em Santa Teresa ea gente vai subir junto. Convidamos vocês a largarem o preconceito  pra lá e subirem também. Que tal? 
A boa da semana é a FLUPP - Festa Literária Internacional das UPPs. Pra quem não é do Rio, a gente explica porque essa iniciativa é um passo enorme de integração cultural. UPP é a sigla pra Unidade de Polícia Pacificadora e elas ficam em áreas bem pobres e pra onde a gente aqui do asfalto não costuma olhar muito. Principalmente quando o assunto é cultura. 
Demorou, mas finalmente a galera percebeu que o amor pela leitura não tem nada a ver com localização geográfica ou condição social. Todo mundo tem uma sementinha literária dentro de si. A diferença é que alguns têm mais oportunidade de entrar em contato com a literatura do que outros.  
Como onde tem integração cultural e social, tem Escrita Fina, a gente não poderia ficar de fora da fuzarca, né?
Confiram a nossa programação na FLUPP deste ano aqui embaixo ou no site do evento!


SÁBADO, 10/11

9h às 10h30
Leitura de A cobra e a corda + bate-papo com Lúcia Bettencourt + exercícios de quadrinhos com Étienne Lécroart e Olivier Martin
Haverá a leitura de A cobra e a corda, um delicioso jogo de palavras, de travar qualquer língua e não desatar mais o nó! Lúcia Bettencourt, a autora, é carioca e está terminando seu doutorado em literatura comparada na UFF. Já publicou dois livros de contos para o público geral e recebeu os prêmios SESC (2005) e Josué Guimarães (2007). Agora envereda pelo campo da literatura infantil com dois lançamentos recentes. Depois do bate-papo com a Lúcia, a Tenda Bruzundangas recebe Étienne Lécroart e Olivier Martin, dois representantes do melhor cartum francês, para fazerem exercícios com quadrinhos com a garotada.

11h às 12h30
Leitura de Convite Carioca + bate-papo com Sandra Lopes + Sarau com o grupo Ballet de Santa Teresa
A atriz Bianca Salgueiro fará a leitura de poemas do livro Convite carioca, uma celebração à natureza do Rio que faz com que o leitor queira ser turista na própria cidade só para aproveitar as maravilhas que ela oferece. Os poemas de Sandra Lopes, a autora, são pura declaração de amor ao Rio. Sandra é carioca e professora de Sala de Leitura da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Nunca havia pensado em ser escritora até o dia em que colocou no papel os primeiros poemas e histórias. Suas referências são sempre a infância e as palavras e seus muitos significados.
Depois do bate-papo com a Sandra, mais poesia com o Ballet de Santa Teresa. O grupo, que atua desde 2001, desenvolve projetos gratuitos, destinado a crianças, adolescentes e famílias que vivem em áreas de risco social do bairro. As crianças participantes do projeto lerão poemas autorais que foram reunidos no livro "Voar fora da asa", um pedacinho das grandes viagens que fizeram nas aulas de Leitura e Escrita com a professora Geisa Giraldez em 2012. Manoel de Barros foi a inspiração com o verso "poesia é voar fora da asa". Dessas viagens, nasceu o prazer de conhecer mais e a vontade de inventar também. Os meninos e meninas do Ballet de Santa Teresa viram que no escrever eles podiam voar sem asa, brincar com as letras, rimas e a poesia que cada um de nós carrega dentro de si.

16h às 17h30
Leitura de Para crescer + bate-papo com Ana Letícia Leal + workshop de zumbificação com Gabriel Tavares. O ator Mateus Solano, do elenco de Gabriela, fará a leitura de Para crescer, que conta a história de Antônia, de 17 anos, e das dificuldades que ela passa num ano particularmente difícil de sua vida, quando tudo resolve acontecer ao mesmo tempo. Então, a personagem passa a escrever a própria história e assim caminha para a descoberta de si mesma e de um outro mundo. Ana Letícia Leal, a autora, publicou um livro de contos juvenis, Meninas inventadas, que foi finalista do Jabuti em 2007. Em 2003, teve um conto selecionado pelo concurso Contos do Rio, do jornal O Globo. É formada em jornalismo pela UFRJ, fez mestrado em comunicação social na PUC-Rio e doutorado em literatura na mesma PUC. Atualmente, ministra ofici nas literárias e visita escolas falando sobre seus livros. Depois do bate-papo com a Ana Letícia, o público vai poder participar de mais um workshop de zumbificação. Gabriel Tavares e sua equipe coordenarão um workshop caseiro de zumbificação amadorística, demonstrando em passos simples e breves a produção da maquiagem de efeito especial dos filmes de zumbi. Gabriel diz que, diferente das produções massificadas e profissionais do ramo do efeito especial estético, fazer maquiagem de zumbi em casa é tão fácil e econômico que qualquer criança ou jovem de qualquer idade já tem acesso aos meios de poder improvisar e retocar seu próprio visual cadavérico. Serão apresentados os materiais, os ingredientes e as instruções para o preparo. Além de ensinar como fazer, o grupo vai maquiar os primeiros a terem coragem de se oferecer -- até que o tempo ou a maquiagem acabe.

DOMINGO, 11/11

11h às 13h
Leitura de Bá e as visagens -- histórias de assombração + bate-papo com Augusto Pessoa + Paiol de Histórias (Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga) espetáculo A corda bamba Davi Lucas, ator de Malhação, fará a leitura de Bá e as visagens -- histórias de assombração, que reúne histórias ouvidas pelo autor, Augusto Pessôa, na infância, contadas por uma senhora baixinha e gordinha que trabalhava no sítio de sua tia, a Bá. Histórias populares contadas também com a sabedoria popular, cheia de suspense e mistério, para fazer medo mesmo. Esse livro prova para o leitor como história de terror é coisa de brasileiro também! Augusto nasceu no Rio de Janeiro. Sua família, que sempre gostou de literatura, despertou nele, ainda na t enra infância, o gosto por uma boa história -- escrita, contada ou encenada. Assim, quando chegou o momento de optar por uma carreira, ele não titubeou,escolheu o caminho das artes. Ingressou na Faculdade de Artes Cênicas da UNI-RIO e formou-se em interpretação (1987) e cenografia (1993).
E, nesse mesmo ano, descobriu a arte de contar histórias profissionalmente. Desde então, dedica-se a essa atividade e a ministrar oficinas por todo o Brasil, em escolas, universidades, museus e teatros. Depois de histórias de medo, um espetáculo de teatro que se passa num circo. O projeto Paiol de Histórias da Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga, que atua em Pedro do Rio, interior do estado, leva para a Tenda da FLUPP Parque a adaptação da novela A corda bamba, de Lygia Bojunga. O elenco é formado por crianças e jovens que participam do projeto e por atores do Teatro Circense Andança. Quem coordena o projeto é a Francisca Valle e quem dirige a peça é o Madson José.

14h às 15h30
Leitura de Pra onde vão os dias que passam? + bate-papo com Anna Cláudia Ramos + workshop de zumbificação com Gabriel Tavares
Haverá a leitura de Pra onde vão os dias que passam?, que fala das dúvidas e angústias que estão nas cabeças de tantos pré-adolescentes e jovens todos os dias. Essa é uma época da vida de grandes transformações e a leitura de boas e inspiradoras histórias só pode ajudar nesse processo de amadurecimento. Anna Claudia Ramos, a autora desse livro, é carioca, mãe de dois filhos, graduada em Letras pela PUC-Rio e mestra em Ciência da Literatura pela UFRJ. Ama livros e histórias e viaja pelo Brasil afora ministrando palestras e oficinas sobre sua experiência com leitura e como escritora e especialista em literatura infantil e juvenil. Anna Claudia vive se fazendo perguntas e tentando encontrar algumas respostas. Foi assim que ela se apaixonou por essa pergunta: pra onde vão os dias que passam?, feita por um menino de oito anos. Uma das respostas possíveis está no livro de que vamos falar na Tenda Bruzundangas. Depois do bate-papo com a Anna Claudia, o pblico vai ter a última oportunidade de conferir o workshop de zumbificação na FLUPP Parque. Gabriel Tavares e sua equipe coordenarão um workshop caseiro de zumbificação amadorística, demonstrando em passos simples e breves a produção da maquiagem de efeito especial dos filmes de zumbi. Gabriel diz que, diferente das produções massificadas e profissionais do ramo do efeito especial estético, fazer maquiagem de zumbi em casa é tão fácil e econômico que qualquer criança ou jovem de qualquer idade já tem acesso aos meios de poder improvisar e retocar seu próprio visual cadavérico. Serão apresentados os materiais, os ingredientes e as instruções para o preparo . Além de ensinar como fazer, o grupo vai maquiar os primeiros a terem coragem de se oferecer -- até que o tempo ou a maquiagem acabe.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Grandes novidades!!!



 No mês de outubro, o aniversário é nosso, mas o presente é pra vocês!
Ok, ok... A gente não tá fazendo aniversário, nem é Natal na Leader Magazine Escrita Fina, nem saldão de fim de ano. Apenas calhou de sair um montão de livro novo numa tacada só e tá mesmo parecendo comemoração de qualquer coisa.
Incrível como o ser humano, vulgo nós, precisa de justificativa pra tudo que é bom nesta vida! A gente, aqui da editora, não precisa, não. Mas já que vai ter muita gente questionando esse rompante de felicidade sem quê nem porquê, inventemos um dia qualquer, tipo... dia de ler livros da Escrita. Que tal? Assim todo mundo fica feliz :-)




Começamos com o combo Sandra Lopes + Luciana Grether Carvalho em mais um Cordel. Essa dupla já deu pinta por essas bandas cordeleiras numa homenagem à Igreja da Candelária uma vez e agora tá de volta pra mais um pouquinho de sextilhagem ;-) Dessa vez o papo é colorido e sobre as Cavalhadas.






Pra quem quiser falar de assunto sério, muito sério mesmoa dupla Ana Cristina Melo e Cris Alhadeff traz a história de amizade entre uma tagarela e uma desenhistacaladinha. Uma parceria altíssimo astral contra o famigerado bullying.





Tem também aquela nossa sina em transformar coisas tristes em coisas belas. A gente adora a sutileza do André Côrtes pra essas coisas. E aí juntou o texto da Maria Inês Espírito Santo falando sobre aqueles que já se foram... Um assunto não lá muito agradável em qualquer outra situação, mas que esses dois conseguem dar um duplo twist carpado e transformar num livro lindíssimo!





Por fim, uma homenagem (meio atrasilda, nós sabemos), aos professores. A Daílza Ribeiro escreveu um carta linda homenageando os professores que encontramos em nossos primeiros anos de escola. A Aline Haluch ilustrou e... voilà! Duvido vocês não derramarem nem uma lagrimazinha. 






Vocês devem ter percebido que a gente andava meio sumidinho, né?... Taí a boa causa do nosso ligeiro desaparecimento.
Boas leituras!