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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Que rufem os tambores!

Foram dias de inquietude. A cada foto que chegava por e-mail todos nós pensávamos: é essa!!! Mas aí chegava outra e de novo o coro... é essa! Olha, foi um perrengue escolher, hein!

Tivemos lindas fotos que não preencheram os requisitos (ou o livro não era da Escrita, ou a pessoa não tava lendo o livro etc, etc, etc), mas... e daí? Ficamos felizes do mesmo jeito! Infelizmente, o fair play diz que seria injusto que tais fotos entrassem na briga pelo milhão livro novo da Helena. Mas foi tão bacana, mas tão bacana ver a carinha de vocês... =) Não fiquem tristes, não.

Mas vamos parar com essa vibe João Kleber e dizer logo a sortuda do dia? Bem... ela tem blog, ela é legal e ela tá lendo um Moisés Liporage legítimo na foto. Glaucea, sim senhora, é você que abriu a porta da esperança, querida! Chega aí, pode entrar, toma um cafezinho que logo, logo Helena Gomes tá assinando o seu livro novo pra você ficar ainda mais cool.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Foi dada a largada!

Super editora e super heroína lado a lado na Bienal


Ontem, na abertura da Bienal do Livro, eu estava lá. O clima literário era muito gostoso e soprava ininterruptamente uma brisa inventiva (não deve ter havido profissional do livro que tenha saído de lá sem uma nova ideia germinando na cabeça).
Está tudo muito bonito, inclusive no nosso estande no pavilhão verde, P26. Aos que forem à Bienal, não deixem de passar por lá e de se deleitar com  a nossa produção. Sim, os livros estão bem bacanas: textos excelentes, ilustrações belas e total apuro gráfico.Sei que soa cabotino, mas...
E, nesta edição da feira do livro, estamos lançando, nesta semana, a primeira ópera-rock  literária: A maldição da rainha do rock, de Mathilda Kóvak. Texto divertido, regado a suspense e muito rock' n' roll. Em tempos de Rock in Rio, nada melhor...
Saudações literárias,
Laura van Boekel

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bienal do Rio Rock Festival


No dia mundial do rock, a gente fez um longo discurso sobre como música e literatura se completam e, pra provar por A mais B nossa teoria, ainda jogamos na roda um lançamento de uma ópera-rock.... literária! A boa notícia é que ela está pronta, minha gente!
A maldição da rainha do rock chegou juntinho com a nossa Bienal do Rio pra fazer uma entrada digna de rockstar. Junto com outros grandes autores mundias, Mathilda Kóvak vai desfilar pelo tapete verde (verde? é... eu sei, tinha que ser vermelho, mas o pavilhão é verde...) levando pela mão não um lencinho à moda Steven Tyler, não uma guitarra à moda Keith Richards, mas,sim, um LIVRO.

Bienal, tremei!
Pode um livro ser assim tão rock'n'roll? Será que Mathilda dará um moshpit na galera? Será que ela volta pro bis? Nós ainda não sabemos, mas se tratando de Mathilda, tudo é possível. E eu, se fosse você, não perderia por nada esse momento histórico.
Woodstock é para os fracos, baby...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mais uma semana de promo!


foto: http://www.flickr.com/photos/chaparral/

Pra não dizer que não falei das flores somos legais, ficamos sensibilizados com os atrasadinhos. Portanto... que rufem os tambores!... a nossa promo das "Pessoas legais que leem" vai ganhar uma sobrevida até 5 de setembro. Estamos em estado de graça com a bienal e coisa e tal. Sabe como é, né? Mas, olha só, depois disso, acabou a mamata! Então... corram!

Estão lembrados das regras?
Ok, ok... A gente repete.
Seguinte, o lance é mostrar pra gente como você pode ser um leitor e ser absolutamente cool ao mesmo tempo. Certo? Então você vai pegar um livro da Escrita, botar a cabeça pra funcionar e fazer um carão daqueles enquanto o lê. No meio do caminho alguém tira uma foto. Você manda a foto pra gente no e-mail contato@escritafinaedicoes.com.br até dia 5 de setembro e... cruza os dedos!

O risco? Ganhar o Sabor de sangue e chocolate, da Helena Gomes, em primeira mão e autografado. Que tal?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sangue e chocolate


Estamos amando muito as fotos. E que venham mais, muito mais! Então, pra não deixar morrer a animação, que tal um book trailer amigo? Hein?
O tempo tá correndo e já, já  o dia 26 taí. Quem ainda não participou não perca mais tempo.

Do que estamos falando? Vamos relembrar?

"Que tal mostrar pra gente a sua foto lendo? Melhor... que tal mandar a foto e ainda correr o risco de ganhar o novo livro da Helena Gomes em primeira mão, autografado pela própria?
É simples... Vocês têm até 26 de agosto pra nos mandar via e-mail (contato@escritafinaedicoes.com.br), link, facebook, twitter e adjacências uma foto bem bacana lendo um livro da Escrita Fina. A foto mais legal leva o Sabor de sangue e chocolate antes de todo mundo. Fechou?
Então 1, 2, 3 e... já!"


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pessoas legais que leem

Kate Winslet lendo no Awsome People Reading

Então, pessoas, estavam com saudades dos nossos posts random? Pois eles estão de volta! Como vocês sabem, nós somos superengajados na campanha "Ler também é Legal" (sim, inventei esse nome agora) e foi assim que descobri uns tumblrs bem legais por aí. Vocês que são adolescentes, me contem aí, nas revistas que vocês leem os artistas falam dos seus livros preferidos? É comum? Você já comprou algum livro porque descobriu que "ó! a beyoncé tá lendo, então deve ser ótimo!"? Bem... na minha época cof! cof! tinha disso não. Ler era cafooooona... Até mamãe me achava esquisita por gostar mais dos livros do que de televisão. 
Se a coisa continua puxada nesse lado nerd (apesar de que nerd anda na moda, né?), eu dou uma dica pra vocês se sentirem melhor. É o tumblr "Awesome People reading" que mostra fotos dos nossos ídolos... lendo livros! Ou você acha que o showbizz é feito só de roupas de marca e maquiagem? Não, senhores e senhoras! Pessoas bacanas também pegam seus calhamaços de papel e mandam ver.
Tá se sentindo rejeitado por ser um ratinho de biblioteca? Eis uma boa dose de autoestima. Afinal, não dá é pra parar de ler, né? Isso é inconcebível!

Imagem de Cool People Reading
No mesmo clima, um autodenominado fotógrafo ninja resolveu andar por aí tirando fotos de... pessoais legais lendo. Não são os nossos ídolos, são pessoais legais como eu e você (reparem que eu parto da premissa de que EU sou legal. Sentiram a autoestima lá em cima?). O Cool People Reading é isso. Mas ele tira as fotos sem as pessoas saberem, então, crianças não façam isso em casa! 
Mas vocês perceberam aonde eu quero chegar? Existe um monte de gente legal lendo por aí e a gente nem sabe, porque ninguém fala disso. Tá na hora de falar, né? =)

Que tal mostrar pra gente a sua foto lendo? Melhor... que tal mandar a foto e ainda correr o risco de ganhar o novo livro da Helena Gomes em primeira mão, autografado pela própria?
É simples... Vocês têm até 26 de agosto pra nos mandar via e-mail (contato@escritafinaedicoes.com.br), link, facebook, twitter e adjacências uma foto bem bacana lendo um livro da Escrita Fina. A foto mais legal leva o Sabor de sangue e chocolate antes de todo mundo. Fechou?
Então 1, 2, 3 e... já!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Escrita Fina a gosto na Saraiva

Alô, alô, cariocas! Em agosto vai rolar um verdadeiro festival escritafinense nas lojas Saraiva. Vai ter lançamento, contação de história, sessão de autógrafos... uma festa! São vários autores na roda, em diversas lojas espalhadas pelo Rio de Janeiro.
O quê? Você é fã e não é daqui? Hum... Bom motivo pra vir nos visitar =)

Quer saber os horários? Clica no nosso convitão aqui embaixo que ele fica enoooooorme.
Estamos esperando por vocês!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dia da mãe duas vezes



Que coisa linda deve ser isso de ser vó e ganhar presente duas vezes, não é mesmo? Pois é, o dia da vovó  ainda não ganhou o status do dia das mães, mas ele existe e é... HOJE! Então corre lá pra dar um beijo, um aperto, um cheiro, um abraço e até mesmo um presente (que tal o nosso aclamadíssimo O livro da avó?) pra essa senhorinha simpática pra quem a gente corre toda vez que faz besteira e toma bronca da mamãe. 
Infelizmente as vovós não costumam durar tanto na nossa vida, mas sempre tem aquela tia senhorinha que ganha o título de vó da família. Ou então a vizinha vó de todo mundo. Eu consigo contar umas dez vós na minha vida... sério mesmo. E tem coisa melhor que vó? Vó é biscoitinho caseiro quentinho, é colo, é abraço apertado, é cheirinho de lavanda, é brincar brincar brincar sem parar, sem ter que arrumar bagunça! Tem aquele ditado que diz que mãe educa pra vó deseducar... e quando a gente é criança, o que não falta é vó por aí querendo mimar a gente!
Ah! E costumam ser as vovós que contam as histórias pra gente também... Histórias que nem as da Bá, por exemplo, do Bá e as visagens. A minha adora contar crendices (até hoje eu não consigo ver um sapato virado, por exemplo). E a sua? Que histórias sua avó contava pra você?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Homenagem aos nossos escritores

foto: http://www.flickr.com/photos/erinkohlenbergphoto



Há escritor e escritora.
Mas nem sempre se compreende numa só leitura
Difícil haver no Universo outra criatura
Que faça de alguns sinais gráficos uma vida que se perpetua

Escrever, antes de tudo, é um ato de paixão
Ou será que você escreve antecipadamente com a razão?
Por isso que vocês, escritor e escritora,
São as pessoas que a maioria de nós inveja,
Imaginando que escrever não é uma coisa à toa.

Nossas vidas são regidas por sagradas ou profanas escrituras,
Isto é, a palavra escrita
É o que a vida nos dita.
Quem nos leva a viajar para galáxias
Ou em nossos universos internos
É aquele que une as idéias e dá um sentido.
Ao escrever, tudo é permitido.

Jorge Alberto

Parabéns aos nossos queridos catadores de milho, espancadores de teclado, blogueiros sensíveis, amantes  de caderno e caneta, autores dos nossos livros preferidos, futuros autores dos nossos livros preferidos.... Feliz dia do escritor!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Letras!

imagem: http://www.flickr.com/photos/leticia_a

Ontem foi Dia Mundial do Rock e a gente até teve convidada especial rock 'n' roll escrevendo por aqui (beijo, Mathilda!). E acredito que nunca na história desse país uma editora teve um ambiente de trabalho tão musical como o nosso. O que até repercute nos nossos livros, como as cantorias belíssimas de Hellenice Ferreira ou as adptações de cantigas de Camila Carrossine e até a futura ópera-rock surpresa que estamos gestando. Pois bem, duas assistentes rock 'n' roll e uma chefa dançante tinham porque tinham que deixar suas marcas musicais por essas bandas também. Afinal, por que não aproveitar a influência da Mathilda Kóvak e anarquizar tudo? Vamos fazer um Woodstock literário: três dias (ou quantos dias vocês quiserem) de paz, amor, livros e rock!

Agora vocês já devem ter sacado aonde queremos chegar, né? Sim, somos da geração MTV (aquela, dos primórdios, sabe... Sabrina, Gastão, Edgard... Ai meu deus, tô velha!) e adoramos um top 10. Com vocês... tchan tchan tchan.... as dez músicas escritafinenses mais rock' n' roll pra se ouvir enquanto apreciamos uma boa leitura. E ó, dessa vez não vai ter vida fácil pra vocês, não! Queremos todo mundo fora da moitinha e comentando: o que vocês ouvem enquanto leem?


1 -a change of seasons - dream theater 


2- into the storm - blind guardian 

3- tom saywer - rush 

4- hallowed be thy name - iron maiden 

5 - symphony X - the Odyssey  

6 - because - beatles

7 - shine on you crazy diamond - pink floyd

8 - island in the sun - weezer

9 - life on mars - david bowie

10 - the doors - indian summer

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Hoje é dia de rock

imagem: http://www.flickr.com/photos/artegabi

"Hoje é dia de rock" era o título de uma peça, que fez um grande sucesso entre adolescentes, jovens em geral, no início da década de 70. O teórico da comunicação, Marshall MacLuhan, dizia, então, que o rock era a literatura daquela época. E não dava pra discordar. Nós, os adolescentes dos anos 70, crescemos ouvindo o melhor rock 'n' roll de todos os tempos, tentando decifrar as letras, que, em geral, continham um simbolismo muito particular, articulado nas cabeças lisérgicas de seus autores. 

Mas, voltando à peça, ela contava a saga de uma família interiorana, que se muda para a cidade grande. No meio disto tudo, aparece Elvis Presley, ainda vivo na época. Eu me lembrei, agora, de um filme do Jim Jarmush, rodado bem mais adiante, nos anos 80, que ainda eram bem roqueiros. Neste filme, o fantasma de Elvis assombra um trem. Elvis encarnava o espírito do rock. Mas os inventores mesmo da música que revolu cionou a cultura do Ocidente foram três gênios negros: Chuck Berry, Little Richard e Screamin ´Jay Hawkins.  O rock é negro, bem como toda a riqueza de ritmos e melodias populares. Os negros inventaram tudo. Os brancos assimilaram.  E muito bem. Como negar que Mick Jagger, um inglês do subúrbio de Londres, de olhos azuis e cabelos alourados, fosse negro?! Os Stones e outras bandas de rock encarnam o espírito negro do rock 'n' roll.

Hoje é dia de rock, esta que foi a maior invenção humana depois da roda e da roldana. Bem, ao menos, para alguns. Aliás, muitos. O rock tem uma capacidade aglutinadora, que nenhuma outra música possui. Ele evoca sempre o espírito da rebeldia. E, ainda que toque em assuntos tristes, é alegre. Um carnaval universal. Uma linguagem que todos entendem.  Quando apareceu e sempre que reaparece, suscita polêmica. Você pode até não curtir, mas ninguém é indiferente ao rock 'n' roll. 

Pessoalmente, devo muito ao rock. Ele era uma espécie de cinema cego para mim. Um filme sem imagens, com sons que traduziam toda uma história. Ele me inspirou e me inspira, desde criança. Eu me lembro bem do dia em que um tio trouxe um compacto - um vinil em miniatura, de "Help", de Londres, e os adultos da família ouviram aquilo estarrecidos, achando que o mundo havia surtado. Mas nós, crianças, achamos o máximo e saimos dançando loucamente. Sim, o mundo havia enlouquecido. No planeta inteiro, havia revoluções que iriam mudar tudo.

Dizem os astrólogos que Urano entrou em áries, em março, e que vai ficar transitando por este signo durante sete anos, o que significa que muitas revolucões, inovações criativas, irão acontecer. E podem apostar que neste céu um cometa vai passar com a cauda de sua rebelião. O cometa rock ´n' roll. Hoje é dia de rock.  Sintonizem no seu rock favorito e desejem parabéns a este senhor eternamente jovem. Ele faz aproximadamente 71 anos de som e fúria. Merece todo o nosso respeito e admiração. Porque o rock 'n' roll é o deboche do mundo. É o sujeito que tira a máscara dos hipócritas e goza
a cara dos mentirosos. So let´s rock.  Rock´n' roll can never die.  Ele vem para nos salvar do tédio. É o messias dos iconoclastas. Hoje é dia de rock! Let´s rock forever!

(Aproveito o ensejo para dizer que, na virada de agosto para setembro, um misterioso livro com o tema - rock 'n' roll - irá sair do forno da Escrita Fina para as estantes das livrarias. Prefiro não dizer ainda o título. A modéstia me impede de dizer quem é a autora. Mas adianto que ela é bem parecida com pessoa que escreveu este texto!)

Mathilda Kóvak

terça-feira, 5 de julho de 2011

Festa literária Outlet


Como todo rato de livraria já deve saber, a Flip tá chegando e nós estaremos presentes, fazendo carão e apresentando algumas de nossas belas histórias. Sim, existe um espaço só para os pequenos, a Flipinha, onde tudo que é fofo e supostamente para crianças (supostamente, porque eu tenho 25 e talvez me divirta mais com os livros dos pequenos do que com os dos grandes) acontece. Por exemplo, Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu! e A vida secreta de Merlim vão estar lá firmes e fortes e poderosos!
Mas não é só isso! Por apenas mais R29,90 você também leva... Bem, todo rato de livraria sabe da Flip, mas nem todo mundo sabe da OFF Flip, onde os hypes, que são legais demais pra ser mainstream, se encontram. Mentira, a OFF Flip não é um movimento, digamos, dissidente, mas sim um complemento à Flip, que ficou grande demais e agora tá difícil arrumar espaço pra todo mundo! E nós, que somos porretas, somos arretados, somos cabra macho sim senhô (sim, gente, ainda tô no clima do cordel), vamos chegar chegando a Paraty também pra OFF Flip. Na OFF vamos contar com os ilustríssimos Gustavo Bernardo,  Crsitina Villaça e Hellenice Ferreira,  que, por iniciativa própria, levará, também para se apresentar na OFF, grupo de teatro da Escola Municipal Parque Capivari, de Duque de Caxias, formado por alunos-atores. Um time imperdível!
E fica a dica pra vocês, que vão a Paraty, pro tapete vermelho das celebridades literárias... lembra da gente lá na OFF também. Tem bacanice suficiente pra duas festas literárias, alguns poetas errantes e uns surfistinhas de Trindade... ops... fugi do assunto. Partiu?
Você pode conhecer mais sobre a OFF Flip aqui ó: www.offflip.paraty.com   
Um cheiro pra vocês!

terça-feira, 28 de junho de 2011

O nordeste tá na moda

Junho é o mês nordestino por excelência. Por quê? Ora! Quentão, paçoca, pé de moleque, barraca do beijo... isso não te lembra alguma coisa?! Sim, são as festas de São João, esse santo tão farrista que comemora por um mês inteiro em vez de um dia só.
Mas junho já tá acabando e é por isso que nossos sábios nordestinos inventaram as festas julinas e até, pasmem!, agostinas. Ou seja, são três meses de pulação de fogueira e quadrilhas (as boazinhas). 
Aqui na Escrita não tem essa de celebrar o nordeste um mês só, não (ou três). Na verdade a gente gosta mesmo é de celebrar tudo e o tempo todo! Tem Portugal com o Livro da Avó, o sul com Um menino chamado negrinho e nossa terra natal, Rio de Janeiro, com Convite Carioca. Ou seja, tá sem grana pra viajar? Dê a volta ao mundo com os nossos livros! A bola da vez é a literatura de cordel.
De um tacada só lançamos A história de Inês de castro (aquela do "agora é tarde, Inês é morta") e O nariz do fazendeiro, que, vejam só, é um conto tcheco! Ainda vem mais por aí. Estamos absolutamente encantados com esse formato e juramos que não é só por causa de uma certa novela das seis =) Mas ficamos agradecidos pela tal novela ter colocado o nordeste em evidência. Um lugar de uma história super-rica (alguém aí lembrou de Olhos de fogo? Mulheres de Tejucupapo, invasões holandesas, cidade Maurícia, uma galera aí que queima os olhos das pessoas e... e... opa! Quase soltei um spoiler!) e que ninguém conta... Mas agora temos livros, filmes, novelas, festas juninas e até a moda! E houve boatos de que tudo que vinha do norte era brega... agora tá todo mundo aí querendo copiar o vestido de noiva da Açucena (sou noveleira, me deixem!). Deve ter muita gente mordendo sua língua preconceituosa =p Mas nunca é tarde pra curar um mau hábito! Nesse caso, ainda não é tarde e Inês está vivinha da silva, bem como o fazendeiro e seu nariz, esperando por vocês nos cordéis de Fábio Sombra. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Hoje: O dia seguinte

Botar livro novo na rua é a nossa grande missão. E quando o livro sai lindo, então? Aí o orgulho eleva ao cubo!
Essa semana (e na anterior também!) rolou o salão do livro da FNLIJ, essa coisa linda que reúne os bambambãs da literatura infantojuvenil e que faz as editoras assistentes de arte gastarem todo o seu salário com livros de referência. O evento é um arraso! É um monte de criança, de um lado pro outrose encantando por todos os tipos possíveis de livros. E você aí, achando que só videogame salva, né? Experimenta dar um livrinho na mão do seu pimpolho e vamos ver se não tem o mesmo efeitoduplo calmante/estimulante =)
Mas não vou cortar a onda do nosso convidado especial, o Jorge. O próximo post, o que vai fazer um resumão babadeiro do Salão, vai ser dele: nosso colunista social do mundo livreiro. Segurem a onda que o post tá saindo!!!
O papo de hoje é o livro do Luis Eduardo Matta. Um thriller daqueles de ler de uma tacada só! O dia seguinte tem como pano de fundo o 11 de setembro. E aí eu já sei que você vai dizer que esse assunto "é muito 2001"... Bem, seria. Se o Luis não enganasse a gente desde o iniciozinho. Você vai se surpreender com o desenrolar da história. 
E o lançamento? Sucessão! Direto com o nosso público-alvo, cheio e com muito bate-papo com nosso autor. Não sei não, mas ouso dizer que pelo menos uma galera ali deve tá considerando virar escritor quando crescer... Já pensou que arraso? 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bem me quer... mal me quer

Esta semana, Camila Carrossine, botou pra jogo o nosso...  o nosso... bem, já perdi a conta de quantos book trailers nós fizemos este ano - um mais lindo que o outro, diga-se.
Não, meus amores, a escolha de Peixe Vivo pra semana dos namorados não foi à toa. Não porque a gente compartilhe com essa coisa de que todo mundo tem que estar namorando no dia dos namorados. Se você está solteirão feliz da vida ou solteirão meio carente, lembre-se do que as vovós sempre dizem: "Antes só do que mal acompanhado."  O importante é o AMÔ!!!
Então, queridos solteiros, por que não se darem um presente no dia dos namorados? Ou pra mãe, pra tia, pro primo... ou aproveitar pra se declarar pr'aquele mocinho ou mocinha que você vem olhando de rabo de olho há três meses? [Carol: Luz no fim do túnel!!! AMÔ de amigos e família vale! (Aceito flores!) :D]
Escolha alguém que você não imagina viver sem, passe na livraria mais perto e faça essa declaração de amor aqui ó:


Ah sim, casais podem brincar também =)
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um montão de lançamentos!!!

Se você não está por dentro, fique por dentro agora! Começou essa semana o Salão FNLIJ do livro para crianças e jovens (esse do logo aí do lado). Com ele vai ter muita coisa bacana (é só clicar aqui pra ver a programação). E mais bacana ainda vão ser os vários lançamentos Escrita Fina que vão acontecer lá. Quer saber quais são? Quem sabe esse é o início de uma longa história de amor entre você e seu futuro livro preferido?



E aí, bicho?
Luis Ernesto Lacombe
Biblioteca FNLIJ para Crianças
12/jun - 12:00


Maria Flor
Ana Leticia Leal e Camila Carrosine
Biblioteca FNLIJ para Crianças
12/jun - 13:00

Peixe vivo - Sem a tua companhia
Camila Carrosine
Biblioteca FNLIJ para Crianças
12/jun - 13:00

Quibungo
Maria Clara Cavalcanti
Biblioteca FNLIJ para Crianças
14/jun - 14:00

Um pirata muito só
Denise Crispun e Mariana Massarani
Biblioteca FNLIJ para Crianças
14/jun - 14:00

A coitadinha
Angélica Lopes
Espaço FNLIJ de Leitura
14/jun - 16:00


O dia seguinte
Luis Eduardo Matta
Biblioteca FNLIJ para Jovens
15/jun - 10:00


Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu
Cristina Villaça
Biblioteca FNLIJ para Crianças
17/jun - 14:00

Nos vemos lá? ;-)




quarta-feira, 1 de junho de 2011

Anna Claudia Ramos responde

A Anna Claudia é mesmo ligeira! Já respondeu tudinho pra vocês e com muita atenção e carinho. Estão curiosos? Vamos lá!



 Naniedias disse...
Que legal \o/ Vou aproveitar para fazer a minha pergunta.

Anna Claudia Ramos, como é ver seu livro já com 18 anos ganhar uma nova edição (super caprichada) e fazer tanto sucesso?
R: É muito gostoso e gratificante, me deu a dimensão que eu estava no caminho certo, pois se o livro sobreviveu ao tempo é porque ele ainda tem mito o que dizer e é quase atemporal. Na verdade a história da Mariana, a personagem central da obra, é uma história de buscas e descobertas, de autoconhecimento (que nada tem a ver com autoajuda, ok?), e quem não passa por este processo? Talvez por isso este livro tenha encantado tantos jovens há 18 anos e continue encantando os jovens hoje. Na verdade esse livro tem histórias incríveis, de pessoas que mudaram suas vidas se espelhando na coragem de Mariana. Jovens de diferentes idades, até mesmo adultos. Ganhar esta edição caprichada e poder contar com os depoimentos das pessoas que fizeram parte da primeira edição foi um presente muito especial, significa que o livro está vivo, que as pessoas continuam acreditando em seu potencial. Pra onde vão os dias que passam? está cheio de novos caminhos a percorrer. Quem sabe você vai percorrer um deles?


PARABÉNS!!!! ANNA CLÁUDIA RAMOS,
PARABÉNS!!!! EDITORA ESCRITA FINA,
O BOOKTRAILLER, REALMENTE, ESTÁ LINDO DEMAIS. AMEI.


MINHA PERGUNTA É A SEGUINTE:
POSSO DIVULGÁ- LO EM MEU BLOG?

SOU CRISTINA SÁ DO BLOG:
http://cristinasaliteraturainfantilejuvenil.blogspot.com
R: Obrigada pelo elogio, Cristina! Sou suspeita pra falar que o booktrailler está lindo, mas está mesmo, não é? Aliás, como tudo que a Escrita Fina produz, um capricho total!!

 αmαndα  disse...
Oiieee! O booktrailler ficou lindíssimo! O livro (apesar de eu ainda não ter lido-o) parece ser muito interessante! :)

Minha perguntinha é:

Quando e onde surgiu sua vontade de ser escritora?
R: Comecei a escrever profissionalmente em 1992, quer dizer, este foi o ano em que lancei meu primeiro livro, mas a escrita sempre fez parte de mim, desde muita pequena. Adorava fazer redação para a escola, diário, anotar coisas, inventar histórias. Na adolescência escrevia poesia, que foi minha primeira tentativa com uma escrita mais estruturada. Mas se eu pensar bem, a vontade nasceu foi na infância mesmo, pois sempre fui uma menina questionadora, inventadeira de histórias e sonhadora. Nunca me conformava com uma vida só, queria poder viver muitas vidas diferentes da minha. Acho que de tanto querer comecei a inventar novos mundos para morar, primeiro pelas brincadeiras de infância, depois escrevendo. Minha mãe guardou meus relatórios de escola, um deles data da minha passagem pelo jardim da infância, quando eu tinha quatro anos e um dos tópicos era: qual o cantinho preferido da aluna? O cantinho das histórias e dos livros. Ai tive certeza que desde sempre esse desejo me pertence. A certeza que eu seria escritora chegou aos dez anos, quando li o livro A bolsa amarela, da Lygia Bojunga. Copio aqui o que escrevi em meu site, acho que ilustra bem a sua pergunta:
Descobri muito cedo que a vida me faltava. Nunca estava satisfeita. Sempre queria um algo mais. Era como se uma vida só não me bastasse. Mas eu era criança, não entendia muito bem essa história de falta. Só sabia que existia uma coisa que me deixava mais feliz. A brincadeira. O jogo do faz de conta. O jogo da imaginação. E como eu adorava brincar e inventar que a vida podia ser diferente... Minha mãe chegava a dizer que não sabia onde cabia tanta imaginação numa menina só.
Claro que eu não sabia explicar essa sensação quando menina, mas sabia que se a vida não me desse qualquer coisa, eu podia inventar. Então, inventava fazenda com cavalos, montanhas, cachoeiras, casa com varanda grande, muitos primos brincando. Na vida de verdade eu não tinha nada disso, mas no faz de conta tinha. Passava horas brincando. Às vezes com meus amigos. Às vezes sozinha. Ficava quieta, com o pensamento longe, inventando um mundo novo pra morar. Não que eu não gostasse da minha vida. Não era isso. Mas eu não cabia só dentro daquela vida. Queria outras. Por isso, inventava mundos novos. Era só fazer assim: se a vida não me dava, a brincadeira me dava. Era como se a brincadeira suprisse minhas faltas e meus desejos de ter e ser diferente de tudo o que eu era. Até hoje não sei se era falta ou excesso de vida. Acho que as duas coisas ao mesmo tempo. Eu tinha excesso de vida dentro de mim, por isso mesmo acho que ela faltava, porque sempre queria mais. Queria conhecer coisas novas, lugares novos, pessoas diferentes.
Acho que foi por isso que fiquei fascinada, quando aos 10 anos, li o livro A bolsa amarela, de Lygia Bojunga. Esse livro marcou definitivamente a minha vida de leitora e escritora. A bolsa amarela tinha tudo o que eu acreditava, por isso me identifiquei  totalmente com a história e com a personagem Raquel, apesar de minha família ser muito diferente.  Ler A bolsa amarela, assim como ler vários outros livros de qualidade quando criança, foi como abrir horizontes em mim. Horizontes cheios de novas possibilidades e sonhos...
Mas acontece que eu cresci e não poderia ficar brincando tal como fazia quando criança. Então, um dia descobri uma coisa incrível: virar escritora foi a forma que encontrei de nunca parar de brincar. E hoje em dia vivo de escrever meus livros, de criar minhas histórias, onde posso brincar com meus pensamentos, meus sonhos, meus desejos, minhas faltas, minhas saudades, meus medos, minhas alegrias... Onde posso brincar com o tempo, dando forma às minhas ideias através da linguagem e da estética. Através da literatura: a arte de brincar com as palavras. A arte da narrativa, da palavra escrita. 

 CarolP disse...
Olá, já li o livro e fiz resenha no blog: http://www.burnbook.com.br/2011/03/resenha-pra-onde-vao-os-dias-que-passam.html

Gostaria de perguntar se você se inspirou em pessoas reais para construir a história, ou se foi tudo imaginação.
R: As duas coisas, Carol, me inspirei em pessoas reais sim, em muitas lembranças da minha adolescência, mas misturei tudo com muita imaginação. Quando usamos algo de nossa vida na literatura, aquele episódio deixa de ser nosso para ser de todos. Mesmo eu tendo me inspirado em pessoas reais, quando elas viram ficção não são mais as pessoas reais, viram personagens com identidade própria. A Mariana é um misto de tantas pessoas... Ela tem a força de uma amiga, a coragem de outra, os anseios que eu tinha quando adolescente, a vontade de continuar sempre querendo aprender. O Homem da Floresta eu me inspirei num amigo que é muito sábio uma pessoa muito espiritualizada. A Guardiã do Fogo é um misto de algumas pessoas que conheci ao longo da minha vida e que me deram a maturidade daquela senhora, afinal, eu escrevi este livro quando tinha apenas 25 anos...

 αmαndα  disse...
Falei deste post no meu blog:

http://www.primeiro-livro.com/2011/05/super-post.html

Beijinhos, :*
R: Obrigada, Amanda!!